quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O poder da poesia

Reza a lenda da minha imaginação que, todas as noites de lua cheia, em pleno alto mar, cerca de seis sereias sobem à superfície e cantam um poema, de forma que quaisquer marinheiros que nessa noite andassem a navegar, seriam seduzidos com aqueles poemas maravilhosos.
Uma vez, um marinheiro chamado Gilberto apostou com os seis companheiros que conseguiria resistir ao canto de um poema por uma sereia.

Gilberto era um homem musculado, bonito, moreno, e qualquer mulher se apaixonava por ele, mas a verdade é que ele já era comprometido, era um homem de família que lhe dedicava todo o seu tempo livre. Tinha três filhos: uma menina chamada Catarina Maria, com três anos, o João, que tinha seis anos, e o Joel, o mais parecido com o pai, que tinha onze anos.

Era uma família feliz, apesar de viverem numa casa em madeira, fria, sem televisão (como hoje em dia muita gente diz ser indispensável à sua vida), não tinha água canalizada e os seus únicos alimentos eram produzidos na sua pequena quinta, pela sua mulher.

Mas, voltando à aposta, Gilberto só a aceitara porque, se conseguisse ganhar a aposta, ganhava muito dinheiro, e, tendo uma vida pobre, queria que os seus filhos pudessem ir à escola e tivessem melhores condições de vida.

Despediu-se da mulher e dos seus preciosos “rebentos” com um simples:

- Amo-vos!

E seguiu caminho.

Gilberto ia num barco pequenino na Noite de Lua Cheia. A noite estava calma, mas quando chegou a meia noite, subiram seis sereias à superfície e proferiram um poema maravilhoso de Luís de Camões. Gilberto insistiu para que parassem, pois estava a perder o controlo. Até que caiu na água.

Foi levado pelas seis sereias e mais nada se soube dele.
Filipa (9ºB)
Texto com algumas alterações

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O poder da poesia


A Catarina tem 16 anos e é apaixonada pela poesia. Para além da poesia, ela tem outra paixão: o mar.

Catarina escreve sobre as ondas, as águas, os animais marinhos, o cheiro a maresia, entre outras maravilhas do mar... tudo em forma de poesia.

Hoje é o seu dia de aniversário e ela acorda ao nascer do sol, na sua casa junto à praia. Pega no seu livro de poesia, no bloco onde escreve os seus próprios poemas e escreve. Escreve, neste poema, sobre as palavras ligadas ao mar, e que a fascinam: maresia, maré, calma, ondas, algas, pérolas, corais, e...

- Catarina! Chegou a tua amiga, a Sofia. Anda cá, por favor. – diz a mãe.

Sofia é o nome de uma das poetisas favoritas de Catarina, Sophia de Mello Breyner, e também partilha o mesmo gosto pela poesia.

- Olá, Sofia! Que bom ver-te!

- Olá, Catarina! Vim para te fazer companhia no teu aniversário. Faz hoje três anos que nos conhecemos, no clube de poesia. Lembro-me como se fosse hoje, e se não fosse a poesia, nunca nos teríamos conhecido. Por este motivo, entrego-te assim o meu presente. – explicou Sofia.

- Muito obrigada! – agradeceu Catarina.

Quando abriu o presente, sentiu-se a pessoa mais afortunada do mundo. Era uma compilação dos primeiros poemas que ela e a amiga tinham construído, com outro, feito por Sofia, a contar porque é que era tão bom ter uma amiga como Catarina.

- Muito obrigada, Sofia! Passei a amar a poesia, por me ter feito conhecer uma pessoa tão especial como tu!

Sara, 9ºB
Texto com alterações
 

O poder da poesia


Há muito, muito tempo, numa pequena aldeia, rodeada por altas montanhas… vivia eu, numa linda casinha de pedra coberta de colmo. Adorava ler e a biblioteca era o meu sítio preferido naquela aldeia simpática e pacata. Eu era baixa, franzina e curiosa, mas tinha uma enorme vontade de conhecer o mundo e aprender coisas novas. Como pensava que a minha vida na aldeia era demasiadamente monótona, queria sair de lá. Porém, tudo isso mudou.

            Tudo começou num dia, dos mais pachorrentos que por lá se vivia, em que eu, como fazia habitualmente, fui até à biblioteca da aldeia para ler um livro. Quando lá cheguei, dirigi-me ao velho e simpático bibliotecário e, depois de o cumprimentar, perguntei-lhe:

- Chegaram livros novos?

- Sim! Claro, e guardei-os todos para ti! – Respondeu o senhor José, entusiasmado.

Mas que livros estranhos eram aqueles, que rimavam e tinham uma certa melodia? Não sabia bem o que era, mas adorei, e gostei tanto que, daí em diante, comecei a escrever poesia. Uns anos mais tarde, tornei-me numa poetisa conhecida em todo o mundo e nunca mais perdi a paixão pela poesia.
Carlota, 9º B
Texto sujeito a alterações

domingo, 27 de outubro de 2013

Carta de náufrago

 Querida Alberta, 

 Há muito tempo que não falava consigo, por isso decidi escrever esta carta para lhe contar tudo o que aconteceu ao longo da viagem que fiz num navio. A viagem estava a correr bem no início, mas depois aconteceu uma tragédia: o navio começou a naufragar!
 Vou contar tudo. Foi assim:
 Estávamos a navegar, quando avistámos uma ilha. Fomos até lá e, quando chegámos, vimos um baú enorme. Quando abrimos, só vimos diamantes, ouro, prata... e claro, levámos o baú para o navio. Estava a correr tudo lindamente: tínhamos um tesouro, a viagem estava a correr muito bem... 
 Até que, num determinado momento, o navio começou a naufragar. Entrámos todos em pânico e começámos a gritar. Nem conseguíamos acreditar que o navio estava a naufragar. Morreram muitas pessoas, mas alguns/algumas sobreviveram a esta tragédia. Eu, felizmente, fui uma das sobreviventes. Só lamento a morte dos companheiros que me acompanharam nesta viagem. Mas não se preocupe, porque eu estou bem.
 Escrevi esta carta só para lhe contar esta viagem maravilhosa que acabou numa tragédia.
 Espero que leia esta carta.

(Beatriz, 9º A)

Texto sujeito a algumas alterações

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

"Trimmm..." (trabalho de grupo 9ºB)



Trimmm… som do despertador a penetrar nos meus sonhos e … mais um dia de trabalho.

                Lavo os dentes, no silêncio da solidão que me rodeia.

                Já é tarde! Saio de casa a correr, ainda com o casaco por vestir e com o pão na mão. Olho em volta e reparo na tristeza das pessoas apressadas e com o bocejo a sair do rosto.

                Fico extasiada. As chaves… Subo as escadas a tropeçar em cada degrau e, atrapalhada,  pego nelas.

                Já no carro, deparo com uma fila mais extensa do que a muralha da China. Farta da espera, tento entreter-me e ligo o rádio. Só notícias aborrecidas. Cortes para aqui, cortes para acolá. Só cortam o meu salário. Ia mudar de frequência quando, de repente, ouço um apelo que me suscita curiosidade: “Sorri” (uma palavra que já não ouvia há muito tempo!). Olhando à minha volta, vejo pessoas a sorrirem na minha direção. Sinto-me indecisa, estranha. Será que sorrio ou não?

                Pressinto um aperto no coração e, sem querer, escapa-me um sorriso da face. Repentinamente, lembro-me da felicidade que é viver, da importância dos pequenos gestos que nos fazem ver a vida de uma maneira positiva, alegre. Sinto saudades do tempo em que as pessoas, apenas com gestos e palavras simples e carinhosas, conseguiam esboçar sorrisos nos momentos mais tristes da nossa vida.

                Agora, encaro a vida de uma maneira diferente:  a qualquer momento me lembro que, com um simples sorriso, posso confortar o outro.
 
Texto sujeito a pequenas alterações

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

1º teste de avaliação


O primeiro teste terá, como ponto de partida, uma crónica, pelo que é importante conhecer as caraterísticas deste tipo de texto (cf. Bloco de notas, manual, p. 24).

 

Os alunos poderão ser questionados acerca

·  da formação de palavras (derivação afixal/ não afixal, composição morfossintática/morfológica, sigla, acrónimo, truncação, amálgama, empréstimo, onomatopeia, extensão semântica);

·  das relações semânticas entre palavras (hiperonímia/hiponímia e holonímia/meronímia);

·  de classes de palavras;

·  de subclasses do verbo, com especial incidência na sua flexão (regulares, irregulares, defetivos);

·  da flexão verbal;

·  de recursos expressivos.

... e terão de resolver questões envolvendo a pontuação.

 

Para preparar o teste, aconselha-se, para além da consulta do caderno e do glossário, o estudo da rubrica "A minha gramática" - em particular as páginas 278-281, 273-274, 282, 287 e 319-320.

 

No caderno de atividades, recomendam-se os seguintes exercícios:

 

p. 6 (todos os exercícios), pp. 8-10 (todos os exercícios), p. 11 (apenas o exercício 18), p. 12 (todos os exercícios), p. 15 (somente o exercício 15), p. 16 (todos os exercícios), p. 22-23  (unicamente o exercício 10.1)[1], p. 24 (só os exercícios 14 e 3), p. 25 (tão-só o exercícios 5 e 6) e pp. 77-84 (todos os exercícios).

 

No fim... já sabem: têm as soluções. Mas lembrem-se: só as devem consultar depois de terem feito os exercícios.



[1] Este exercício vem muito a propósito, tanto pela temática como por se tratar de uma crónica de Ricardo Araújo Pereira.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

O que é obrigatório saber no final do nono ano (5. Gramática)


4. Explicitar aspetos da fonologia do português.

1. Identificar processos fonológicos de inserção (prótese, epêntese e paragoge),
supressão (aférese, síncope e apócope) e alteração de segmentos (redução
vocálica, assimilação, dissimilação, metátese).

25. Explicitar aspetos fundamentais da sintaxe do português.

1. Sistematizar as regras de utilização do pronome pessoal em adjacência verbal
em todas as situações.
2. Consolidar o conhecimento de todas as funções sintáticas.
3. Identificar orações substantivas relativas.
4. Dividir e classificar orações.


26. Reconhecer propriedades das palavras e formas de organização do léxico.

1. Identificar neologismos e arcaísmos.

Advertência
 
Não se deixem enganar pela aparente escassez de conteúdos neste domínio no nono ano. Com efeito, estes são apenas os objetivos e descritores de desempenho a lecionar, especificamente, neste ano de escolaridade, pressupondo-se, assim, que os alunos já dominam os conteúdos indicados para os anos anteriores.

O que é obrigatório saber no final do nono ano (4. Educação Literária)

 20. Ler e interpretar textos literários.

1. Ler textos literários, portugueses e estrangeiros, de diferentes épocas e de
géneros diversos.
2. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência,
justificando.
3. Reconhecer e caracterizar elementos constitutivos da narrativa (estrutura; ação
e episódios; personagens, narrador da 1.ª e 3.ª pessoa; contextos espacial e
temporal).
4. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
5. Reconhecer a forma como o texto está estruturado, atribuindo títulos a partes e
a subpartes.
6. Identificar processos da construção ficcional relativos à ordem cronológica dos
factos narrados e à sua ordenação na narrativa.


7. Identificar e reconhecer o valor dos recursos expressivos já estudados e, ainda,
dos seguintes: anáfora, símbolo, alegoria e sinédoque.

8. Reconhecer e caracterizar textos de diferentes géneros (epopeia, romance,
conto, crónica, soneto, texto dramático).

 
21. Apreciar textos literários.

1. Ler textos literários, portugueses e estrangeiros, de géneros variados.
2. Reconhecer os valores culturais, éticos, estéticos, políticos e religiosos
manifestados nos textos.
3. Expressar, oralmente e por escrito, e de forma fundamentada, pontos de vista e
apreciações críticas suscitados pelos textos lidos.
4. Escrever um pequeno comentário crítico (cerca de 140 palavras) a um texto
lido.


22. Situar obras literárias em função de grandes marcos históricos e culturais.

1. Reconhecer relações que as obras estabelecem com o contexto social, histórico
e cultural no qual foram escritas.
2. Comparar ideias e valores expressos em diferentes textos de autores
contemporâneos com os de textos de outras épocas e culturas.
3. Valorizar uma obra enquanto objeto simbólico, no plano do imaginário
individual e coletivo.

23. Ler e escrever para fruição estética.

1. Ler por iniciativa e gosto pessoal, aumentando progressivamente a extensão e
complexidade dos textos selecionados.
2. Mobilizar a reflexão sobre textos literários e sobre as suas especificidades, para
escrever textos variados, por iniciativa e gosto pessoal, de forma autónoma e
fluente.

O que é obrigatório saber no final do nono ano (3. Escrita)

13. Planificar a escrita de textos.

1. Consolidar os procedimentos de planificação de texto já adquiridos.

14. Redigir textos com coerência e correção linguística.

1. Ordenar e hierarquizar a informação, tendo em vista a continuidade de sentido,
a progressão temática e a coerência global do texto.
2. Dar ao texto a estrutura e o formato adequados, respeitando convenções
tipológicas e (orto)gráficas estabelecidas.
3. Adequar os textos a públicos e finalidades comunicativas diferenciados.
4. Diversificar o vocabulário e as estruturas sintáticas utilizadas nos textos.
5. Consolidar as regras de uso de sinais de pontuação para delimitar constituintes
de frase e para veicular valores discursivos.
6. Respeitar os princípios do trabalho intelectual: produção de bibliografia.
7. Utilizar, com progressiva autonomia, estratégias de revisão e aperfeiçoamento
de texto, no decurso da redação.
8. Utilizar com critério as potencialidades das tecnologias da informação e
comunicação na produção, na revisão e na edição de texto.

15. Escrever para expressar conhecimentos.

1. Responder por escrito, de forma completa, a questões sobre um texto.
2. Responder com eficácia e correção a instruções de trabalho, detetando
rigorosamente o foco da pergunta.
3. Elaborar planos, resumos e sínteses de textos expositivos e argumentativos.

16. Escrever textos expositivos.

1. Escrever textos expositivos sobre questões objetivas propostas pelo professor,
respeitando:
a) o predomínio da função informativa documentada;
b) a estrutura interna: introdução ao tema; desenvolvimento expositivo,
sequencialmente encadeado e corroborado por evidências; conclusão;

c) o raciocínio lógico;
d) o uso predominante da frase declarativa.

17. Escrever textos argumentativos.

1. Escrever textos argumentativos com a tomada de uma posição; a apresentação
de razões que a justifiquem, com argumentos que diminuam a força das ideias
contrárias; e uma conclusão coerente.
2. Escrever textos de argumentação contrária a outros propostos pelo professor.
 
18. Escrever textos diversos.

1. Fazer um guião para uma dramatização ou filme.
2. Escrever comentários subordinados a tópicos fornecidos.


19. Rever os textos escritos.

1. Reformular o texto de forma adequada, mobilizando os conhecimentos de
revisão de texto já adquiridos.

O que é obrigatório saber no final do nono ano (2. Leitura)

7. Ler em voz alta.

1. Ler expressivamente em voz alta textos variados, após preparação da leitura.

8. Ler textos diversos.

1. Ler textos narrativos, textos expositivos, textos de opinião, textos
argumentativos, textos científicos, críticas, recensões de livros, comentários,
entrevistas.


9. Interpretar textos de diferentes tipologias e graus de complexidade.

1. Reconhecer e usar em contexto vocábulos clássicos, léxico especializado e
vocabulário diferenciado da esfera da escrita.
2. Explicitar temas e ideias principais, justificando.
3. Identificar pontos de vista e universos de referência, justificando.
4. Reconhecer a forma como o texto está estruturado, atribuindo títulos a partes e
subpartes.
5. Analisar relações intratextuais: semelhança, oposição, parte – todo, causa –
consequência, genérico – específico.
6. Relacionar a estruturação do texto com a construção da significação e com a
intenção do autor.
7. Explicitar o sentido global do texto, justificando.

10. Utilizar procedimentos adequados à organização e tratamento da informação.

1. Identificar ideias-chave.
2. Organizar em tópicos a informação do texto.


11. Ler para apreciar textos variados.

1. Expressar, de forma fundamentada e sustentada, pontos de vista e apreciações
críticas suscitados pelos textos lidos em diferentes suportes.
2. Reconhecer o papel de diferentes suportes (papel, digital, visual) e espaços de
circulação (jornal, internet…) na estruturação e receção dos textos.

12. Reconhecer a variação da língua.

1. Identificar, em textos escritos, a variação nos planos fonológico, lexical, e
sintático.
2. Distinguir contextos históricos e geográficos em que ocorrem diferentes
variedades do português.

O que é obrigatório saber no final do nono ano (1. oralidade)

1. Interpretar discursos orais com diferentes graus de formalidade e complexidade.
1. Identificar o tema e explicitar o assunto.
2. Identificar os tópicos.
3. Distinguir informação objetiva e informação subjetiva.
4. Manifestar ideias e pontos de vista pertinentes relativamente aos discursos
ouvidos.


2. Consolidar processos de registo e tratamento de informação.

1. Identificar ideias-chave.
2. Reproduzir o material ouvido recorrendo à síntese.


3. Participar oportuna e construtivamente em situações de interação oral.

1. Retomar, precisar ou resumir ideias, para facilitar a interação.
2. Estabelecer relações com outros conhecimentos.
3. Debater e justificar ideias e opiniões.
4. Considerar pontos de vista contrários e reformular posições.

4. Produzir textos orais corretos, usando vocabulário e estruturas gramaticais
diversificados e recorrendo a mecanismos de organização e de coesão discursiva
.

1. Planificar o texto oral a apresentar, elaborando tópicos a seguir na
apresentação.


2. Utilizar informação pertinente, mobilizando conhecimentos pessoais ou dados
obtidos em diferentes fontes, citando-as.

4. Usar a palavra com fluência e correção, utilizando recursos verbais e não
verbais com um grau de complexidade adequado ao tema e às situações de
comunicação.
5. Diversificar o vocabulário e as estruturas utilizadas no discurso.
6. Utilizar ferramentas tecnológicas com adequação e pertinência como suporte
adequado de intervenções orais.

5. Produzir textos orais (5 minutos) de diferentes tipos e com diferentes finalidades.

1. Fazer a apresentação oral de um tema, justificando pontos de vista.
2. Argumentar, no sentido de persuadir os interlocutores.
3. Fazer apreciações críticas.
 
6. Reconhecer a variação da língua.

1. Identificar, em textos orais, a variação nos planos fonológico, lexical e
sintático.
2. Distinguir contextos geográficos em que ocorrem diferentes variedades do
português.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Pontuação (duas alternativas)


«Em pequeno sonhava muitas vezes que voava. Era assim: estava muito bem com as pessoas, no quintal ou na sala, e nisto desinteressava-me da conversa

(as pessoas falavam sempre nos meus sonhos)

voltava-lhes as costas, dava um pulinho, abria os braços e principiava a flutuar. O sonho tornava-se tão real que ainda hoje me lembro da nitidez das coisas vistas de cima: a casa, as árvores, as outras casas, a rua, a família a jogar canasta sob um guarda-sol, o caramanchão do lago, e eu para aqui e para ali como uma folha de bétula no Outono. Só não me recordo de como esses sonhos acabavam. Depois devo ter crescido muito depressa porque, durante anos, não tornei a voar, e os meus sonhos ficaram escuros de um desespero triste, deixando-me por algum tempo, já desperto, numa indagação sem paz. Foi na época em que começava a barbear-me e me admirava de possuir cabelo loiro e uns pelitos pretos na cara. Uma ocasião li num livro que D. João de Castro, ao ver um homem de cabelo preto e barba branca, comentou que ele pensava mais com o queixo do que com a cabeça. Esta frase acompanhou-me algum tempo e até hoje julgava ter-me esquecido dela. Existe tanta coisa que cuidava esquecida e que, de súbito, me regressa à ideia. O pai da minha mãe, por exemplo, a ler o jornal na varanda de Nelas.»

 

Em pequeno sonhava muitas vezes que voava. Era assim: estava muito bem com as pessoas, no quintal ou na sala e, nisto, desinteressava-me da conversa.

(as pessoas falavam sempre nos meus sonhos)

Voltava-lhes as costas, dava um pulinho, abria os braços e principiava a flutuar. O sonho tornava-se tão real, que ainda hoje me lembro da nitidez das coisas vistas de cima: a casa, as árvores, as outras casas, a rua, a família a jogar canasta sob um guarda-sol, o caramanchão do lago, e eu para aqui e para ali, como uma folha de bétula no Outono. Só não me recordo de como esses sonhos acabavam. Depois devo ter crescido muito depressa porque, durante anos, não tornei a voar, e os meus sonhos ficaram escuros de um desespero triste, deixando-me por algum tempo, já desperto, numa indagação sem paz. Foi na época em que começava a barbear-me e me admirava de possuir cabelo loiro e uns pelitos pretos na cara. Uma ocasião li num livro que D. João de Castro, ao ver um homem de cabelo preto e barba branca, comentou que ele pensava mais com o queixo do que com a cabeça. Esta frase acompanhou-me algum tempo e, até hoje, julgava ter-me esquecido dela. Existe tanta coisa que cuidava esquecida e que, de súbito, me regressa à ideia O pai da minha mãe, por exemplo, a ler o jornal na varanda de Nelas.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Testes de avaliação

Datas previstas

A 25 de outubro
B 24 de outubro
C 24 de outubro

A 6 de dezembro
B 2 de dezembro
C 5 de dezembro

Teste intermédio: 6 de fevereiro

A 28 de março
B 20 de março
C 20 de março

A 23 de maio
B 19 de maio
C 22 de maio

Lista negra dos TPC

Jogo de espelhos

A: Artur (pré-lesão), Beatriz, Carlos, Constança, David, Duarte, Eva, José pedro, Leonardo, Ricardo e Rui

B: Ana C, Diogo P, Diogo, Inês S, Inês T, João, João N, Joaquim, Mariana, Nuno, Ricardo, Tiago

C: Alessio, Ana J, antónio, Arnaldo, Maria, Pedro B e Sara

domingo, 6 de outubro de 2013

Mensagem inaugural

Este blogue funcionará como uma extensão da sala de aula, por ser - parafraseando Camões -  tão longo o programa para tão curtas aulas. Nele serão publicadas informações úteis, conhecimentos imprescindíveis, esclarecimentos necessários, mas também curiosidades que venham a propósito.
Embora saiba o que posso fazer por este blogue, ignoro se ele vai ser bom, ou se vai ser apenas mais um, igual a milhares de outros. A diferença está nos vossos contributos. Enviem-me trabalhos para publicar e aí se verá se o blogue dos alunos do nono ano do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian é especial.