sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Portugal/Ucrânia, uma perspetiva


     Antes de morar em Portugal, vivia na Ucrânia. É um país oito vezes maior, aproximadamente, do que Portugal. O clima não é muito semelhante.

     Eu adorava o Inverno, porque nevava muito. Nas férias de Natal, passava os dias todos a brincar na rua. Fazia bonecos de neve, brincava com os amigos com bolas de neve, enquanto em Portugal, no Inverno, só chove (logo, não gosto muito desta estação).

     As escolas também eram diferentes. Os horários todos os anos eram iguais. Entrávamos às oito e um quarto e saíamos à hora de almoço. Havia cantinas, mas era só para quem andava no A.T.L. A comida tradicional é muito variada, tem uma mistura de oriente e ocidente. Não contém sabores muito salgados e picantes. Os doces também são muito diversos. Há muito por onde escolher (principalmente os bombons, que são deliciosos).

     A cultura na Ucrânia é muito desenvolvida. Por exemplo: em Braga só há um teatro (Theatro Circo), enquanto uma cidade ucraniana tem, pelo menos, um Teatro e um Circo fixos.

      Por fim, na minha opinião, a Ucrânia aposta muito mais na cultura dos cidadãos do que Portugal. No meu país, todas as crianças têm formação musical.

 

 

Feito por: Anastasiia n.º3, 9ºA    

Participação especial: Artur n.º4, 9ºA

(Texto sujeito a ligeiras alterações)

Ficha de treino

Identifica, nestas frases, os modificadores restritivos/apositivos do nome:

  • Camões, o grande poeta, morreu na miséria.
  • Vou levar as rosas amarelas.
  • Os alunos atrasados não podem entrar.

Identifica, nestas frases,  as orações subordinadas adjetivas relativas restrivas/ explicativas:
  • Os alunos que chegam tarde não podem entrar.
  • A casa que o meu pai pintou está à venda.
  • O Zé, que faz anos amanhã, chega hoje ao Porto.
  • O comboio que veio do Porto chegou atrasado.
  • O comboio das seis, que costuma ser pontual, chegou atrasado.

Ficha de estudo

De acordo com o Dicionário Terminológico (http://dt.dgidc.min-edu.pt/), o modificador do nome restritivo é uma função sintática cuja omissão não afeta a gramaticalidade de uma frase, mas que restringe a referência do nome que modifica, podendo revestir a forma de:
 
 um grupo adjetival:

1. Uma mulher [misteriosa] pediu a palavra. 
2. Os alunos [estudiosos] têm bons resultados.

ou de uma oração subordinada adjetiva relativa restritiva:

3. Os alunos [que estudam] têm bons resultados.

Reparem que, nas frases 2. e 3.,  a relativa "que estudam" e o adjectivo "estudiosos" estão a modificar o nome  "alunos". Além disso, pode inferir-se que os alunos que não estudam não têm bons resultados (o exemplo não é meu, é do Dicionário terminológico).
 

modificador do nome apositivo não restringe a referência do nome que modifica. Pode surgir sob a forma de:
 
um grupo nominal:
 
D. Afonso II [, o gordo,] tem um novo monumento.
 
ou de uma oração subordinada adjetiva relativa explicativa:
 
1. Os escuteiros, que são simpáticos, brincaram com as crianças.
 *Os escuteiros, que são simpáticos, brincaram com as crianças, os antipáticos não.

Reparem: a relativa "que são simpáticos" não restringe a referência do nome "escuteiros", isto é, não define o subconjunto dos escuteiros simpáticos num conjunto prévio de escuteiros. Note-se que, pelo facto de "simpáticos" não restringir a referência de "escuteiros", não é possível inferir que nem todos os escuteiros eram simpáticos - por isso mesmo, a frase  assinalada com * não é aceitável.
 
Para além das indicações do Dicionário Terminológico, devem lembrar-se que, tal como foi dito na aula:
 
  • O modificador do nome e as orações subordinadas adjetivas relativas restritivas implicam uma informação essencial e não são separados por vírgulas nem dão azo a pausas na oralidade
 
  • O modificador do nome apositivo e as orações subordinadas adjetivas relativas explicativas representam uma informação adicional, surgindo separados por vírgulas (/travessões), ou pressupõem pausas na oralidade, tendo caraterísticas de frases intercalares. 


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

2º teste de avaliação

O segundo teste terá, obrigatoriamente, uma cena do Auto da Barca do Inferno, pelo que surgirão perguntas relacionadas com o texto dramático em geral e com esta peça vicentina em particular.

 
Haverá questões relacionadas com os seguintes aspetos*:
  • história da língua portuguesa desde a sua origem
  • processos fonológicos
  • evolução semântica
  • arcaísmos
  • palavras convergentes e divergentes
  • construção verbo+pronome pessoal
  • modificador do nome restritivo e apositivo
  • oração subordinada adjetiva relativa (restritiva e explicativa): 9º A e C
  • recursos expressivos

Uma forma eficaz de preparar o teste consiste em reler o caderno (aqueles, não todos, que o têm em dia) e as seguintes páginas do manual:
 
  • 150-157; 272-276;   304 (somente o grupo 3.); 310.
Do caderno de atividades, devem fazer todos os exercícios das páginas 4, 5, 47, 48.

Os alunos do 9º A e do 9ºC devem resolver o exercício 9 da página 57 e todas as questões da página 58 do supracitado caderno.

* Apesar desta lista, devem lembrar-se que podem ocorrer perguntas versando matéria já lecionada

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Manuel António Pina e o meu remorso


Se há coisa de que tenho remorsos é de, a seu tempo, não vos ter falado do grande cronista que foi Manuel António Pina. Embora o considere um poeta incontornável, apreciei muitíssimo, por muitas e variadas razões, as suas crónicas. De tal forma que tenho aqui em casa o volume "Por outras palavras & outras crónicas de jornal". Aproveito a circunstância de ter nascido num dia 18 de novembro para me redimir, para lembrá-lo, e para reler um dos seus poemas:
Amor como em casa
«Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu
amor , e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.»
(Texto recolhido em http://www.blogclubedeleitores.com, imagem retirada de http://4.bp.blogspot.com)
 

Correção do exercício de pontuação

Escolhi esta crónica de Luís Fernando Veríssimo por razões óbvias. Apenas transcrevo a parte que nos interessa, mas aconselho vivamente a leitura do resto.
 
«Um publicitário morreu e, como era da área de atendimento e mau para o pessoal da criação, foi para o inferno. O Diabo, que todos os dias recebe um print-out com nome e profissão de todos os admitidos na data anterior, mandou que o publicitário fosse tirado da grelha e levado ao seu escritório. Queria fazer-lhe uma proposta. Se ele aceitasse sua carga de castigos diminuiria e ele teria regalias. Ar-condicionado, etc.

— Qual é a proposta?

— Temos que melhorar a imagem do inferno — disse o Diabo. — Falam as piores coisas do inferno. Queremos mudar isso.

— Mas o que é que se pode dizer de bom disto aqui? Nada.

— Por isso é que precisamos de publicidade.

O publicitário topou. Era um desafio. E as regalias eram atraentes. Quis saber algumas coisas que diziam do Inferno e que mais irritavam o Diabo.

— Bem. Dizem que aqui todos os cozinheiros são ingleses, todos os garçons são italianos, todos os motoristas de táxi são franceses e todos os humoristas alemães.

— E é verdade?

— É.

— Hmmm — disse o publicitário. — Uma das técnicas que podemos usar é transformar desvantagem em vantagem. Pegar a coisa pelo outro lado.

Sua cabeça já estava funcionando. Continuou:

— Os cozinheiros ingleses, por exemplo. Podemos dizer que a comida é tão ruim que é o local ideal para emagrecer. Além de tudo, já é uma sauna.»
Para ler o texto na íntegra, cliquem aqui
 

Correção do exercício de pontuação

Grande Edgar

Já deve ter acontecido com você.
- Não está se lembrando de mim?
Você não está se lembrando dele. Procura, freneticamente, em todas as fichas armazenadas na memória o rosto dele e o nome correspondente, e não encontra. E não há tempo para procurar no arquivo desativado. Ele está ali, na sua frente, sorrindo, os olhos iluminados, antecipando a sua resposta. Lembra ou não lembra?
Neste ponto, você tem uma escolha. Há três caminhos a seguir.
Um, o curto, grosso e sincero.
- Não.
Você não está se lembrando dele e não tem por que esconder isso. O “Não” seco pode até insinuar uma reprimenda à pergunta. Não se faz uma pergunta assim, potencialmente embaraçosa, a ninguém, meu caro. Pelo menos não entre pessoas educadas. Você devia ter vergonha. Não me lembro de você e mesmo que lembrasse não diria. Passe bem.
Outro caminho, menos honesto mas igualmente razoável, é o da dissimulação.
- Não me diga. Você é o… o…
“Não me diga”, no caso, quer dizer “Me diga, me diga”. Você conta com a piedade dele e sabe que cedo ou tarde ele se identificará, para acabar com a sua agonia. Ou você pode dizer algo como:
- Desculpe deve ser a velhice, mas…
Este também é um apelo à piedade. Significa “Não torture um pobre desmemoriado, diga logo quem você é!” É uma maneira simpática de dizer que você não tem a menor idéia de quem ele é, mas que isso não se deve à insignificância dele e sim a uma deficiência de neurônios sua.
E há o terceiro caminho. O menos racional e recomendável. O que leva à tragédia e à ruína. E o que, naturalmente, você escolhe.
- Claro que estou me lembrando de você!
 
(Texto e imagem recolhidos em http://www.releituras.com/i_artur_lfverissimo.asp, onde podem encontrar o resto da crónica. Vale a pena espreitar!)

Desafio interessante N.º 3

A Biblioteca Lúcio Craveiro, aqui tão perto de nós, está a promover um concurso que - muito oportunamente - consiste em escrever um conto de Natal e que - nem de propósito - tem como objetivo estimular a escrita e a produção literária em língua portuguesa. Um conto, um continho (um contículo) de duas a quatro páginas onde, além da temática do Natal, apenas têm de respeitar as seguintes categorias: espaço, personagens, ação e resolução. Fácil, facílimo, para os incontáveis talentos que frequentam os nonos A, B e C.
O regulamento está à distância de um clique.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Carta de náufrago

Querida Maria Inês,    
 

Já há muito que não nos vemos. Certamente ouviste nas notícias do jornal a história de terror pela qual passei mas, através desta carta, dir-te-ei por minhas palavras cada segundo daquela tragédia.

No dia 23 de setembro, dia em que de mim te despediste, ajudei os meus colegas a transportar tudo aquilo que era essencial para que o barco pudesse começar a navegar.

Poucos dias depois, mais especificamente sete pores-do-sol mais tarde, encontrávamo-nos no meio do Oceano Atlântico, perto de Cabo Verde, onde fizemos uma paragem, bebemos uns “canecos” e seguimos viagem. Estávamos no sul de África, passando o Cabo Bojador, e, tal como há muitos anos atrás, o Cabo foi mal passado, sendo que o casco do navio se desfez aos poucos.

Logo que demos por ela, tentámos tudo, mas nada chegou para tal coisa não acontecer. As pessoas iam morrendo; os tesouros desapareciam. Aqueles que sobreviviam bem tentavam remar o navio para terra, mas acabaram por morrer; todos, menos eu e o Cristóvão, o meu camarada.

Com força e condição física, já perto da costa, empurrámos o barco, e, enterrados na areia, encontrámos dinheiro e jóias que considerávamos perdidos. O Cristóvão ,de tão fraco que estava, acabou por morreu, sendo eu o único que pode contar a verdadeira história desta infeliz aventura.

Ficas assim ciente da loucura pela qual tive que passar.

O teu amigo,

Zacarias

Mariana 9ºA

Texto sujeito a ligeiras alterações

sábado, 9 de novembro de 2013

Trabalho de grupo 9ºB

1. Sapateiro: Ana Carolina, Alexandre, João e Joaquim

2. Alcoviteira: Inês S, Filipa, Maria e Nuno

3. Corregedor e Procurador: Inês T, Diogo, Sara

4. Frade: Carolina, Diogo, João Nuno, Mariana S

5. Judeu: Daniel, Isabel, Mariana P

6. Parvo: Carlota, Inês P, Ricardo, Tiago

Carta de náufrago


Meu caro Gabriel Vaz de Pires,

Na última sexta-feira, parti numa viagem para a América, com o objetivo de transportar um tesouro: o tesouro do nosso rei.

Partimos de manhã cedo e éramos cento e vinte tripulantes, divididos por seis naus. Todas elas estavam carregadas com um enorme tesouro, composto por várias peças, como safiras, rubis, diamantes e barras de ouro até perder de vista.

Mal saímos do porto, formou-se uma tempestade, da qual sairíamos se as naus não estivessem carregadas com o maior tesouro que eu já vi.

Consegui ver três naus a serem engolidas pela fúria da água. Penso que as outras duas naus escaparam, mas não posso confirma,r pois a nau onde me encontrava foi atingida por uma onda e eu caí ao mar.

Quase me afoguei, mas tive a grande sorte de encontrar um pedaço de madeira, onde me agarrei até passar a tempestade. De seguida, com o mar mais calmo, nadei até terra.

Uma vez em terra firme, espalhei a notícia do acidente, na esperança de ver alguns barcos saírem do porto para irem prestar socorro aos possíveis sobreviventes. No entanto, ninguém se importou com os sobreviventes e apenas queriam saber a localização do acidente para serem os primeiros a encontrar o tesouro.

                Pelo que se sabe, sou o único sobrevivente e, apesar de já me terem perguntado muitas vezes, não divulguei, nem vou divulgar, a localização do tesouro, devido à ganância de alguns homens.

                Esta foi a minha história e assim me despeço, com um grande abraço e muita saudade,

                                        Um amigo.
 
Ricardo, 9ºA
Texto sujeito a pequenas alterações

O sonho realizado com o poeta e a poesia

  
     Nunca gostei de poesia. Achava que a poesia não interessava para nada, mas sempre tive um sonho, que era conhcecer Sophia de Mello Breyner Andresen pessoalmente.
    Numa segunda-feira de muito frio e muita chuva, a nossa professora de Português mandou-nos comprar o livro "Ulisses", dessa autora. Eu fiquei muito contente e fui logo dizer à minha mãe, para que me comprasse o livro. Ela disse:
    - É verdade, Adriana, a autora Sophia de Mello Breyner Andresen vem dar uma entrevista à Biblioteca Municipal de Braga. Eu tinha muita curiosidade em ir. Queres vir comigo ?


   - Quero, quero! - disse eu muito, entusiasmada. Na verdade, era um sonho que se ia realizar.

   - É este sábado, aproveitamos e compramos lá a obra que vais estudar em Português.

   Finalmente o sábado chegou. Entrámos na Biblioteca Municipal de Braga e logo vi a Sophia Andresen. Comprei o livro e fui para a fila dos autógrafos. A autora assinou-me o livro e recomendou-me um livro de poesia. Eu disse:

   - Eu não gosto muito de poesia: podia recomendar-me outro ?

   - Vais ver que vais adorar este - disse.

   No dia seguinte cheguei à escola e mostrei o meu livro com a assinatura à professora de Português. Ela disse:

   - Muito bem, só mostrou muito interesse, teres ido.

   A partir desse dia, comecei a gostar muito de poesia !
Adriana, 9ºC
Texto sujeito a algumas alterações

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Desafio interessante N.º 2

Um desafio que nos chega de aqui bem perto, uma parceria entre a Rede de Bibliotecas de Braga e o Parque de Exposições. Os concorrentes deverão escrever um texto narrativo, com o mínimo de uma página e o máximo de quatro, em torno da seguinte citação do Padre António Vieira: "[…] o livro é um mudo que fala, um surdo que responde; um cego que guia; um morto que vive; e não tendo acção em si mesmo, move os ânimos, e causa grandes efeitos." In “Sermão de Nossa Senhora de Penha de França”. O escalão em que podem concorrer é o 3º, que se destina a alunos do 3º ciclo. Como a data limite de entrega de trabalhos é o dia 22 de novembro, devem começar desde já a escrever/teclar. O regulamento do concurso pode ser consultado na nossa Bibloteca.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Na companhia da poesia


 
A dona Albertina, uma senhora idosa e já reformada, vivia sozinha no seu casarão de três andares. Passava o dia inteiro sentada na sua cadeira de baloiço a costurar camisolas de lã. Saía de casa geralmente uma ou duas vezes por semana para comprar comida para os três gatos que lhe faziam companhia. Andava um bocado até chegar à paragem de autocarros, e sentava-se, curvando a cabeça para baixo, sem dirigir a palavra a ninguém. Esperava incansavelmente que o autocarro chegasse, sempre sem se mexer, como se fosse uma estátua. Quando o autocarro finalmente parava em frente à paragem, ela entrava, e novamente, sem dizer nada a ninguém, sentava-se. Quando chegava à sua paragem, saía. Ia até ao supermercado, pegava na comida, colocava-a num cesto e transportava-a até à caixa de pagamento. Quando lhe diziam o preço, ela estendia a mão com algumas moedas e entregava-as à pessoa que a atendia, sempre sem sequer olhar para ela. Voltava a casa, dava de comer aos gatos, e sentava-se a costurar. Já tinha esta rotina há muitos anos, desde a morte do marido. Agora que não tinha a sua companhia, ela sentia-se sempre triste e sozinha.
            Certo dia, quando estava sentada no autocarro, foi abordada por uma rapariga nova, nos seus vinte e tal anos, muito bem-disposta e sorridente, com cabelos curtos e loiros e olhos castanhos; era magra e também muito baixinha. Mais baixa até do que a dona Albertina.
            – Costumo vê-la aqui, neste autocarro, sempre que regresso do trabalho – disse a moça – Reparei que nunca costuma falar com ninguém. Está aborrecida com alguma coisa?
            Alguns momentos de silêncio depois, a velhota respondeu:
            – A minha vida já não é o que era. Quando tinha o meu marido comigo, nunca me aborrecia com nada. Ele trazia tanta vida lá para casa!... Agora já não tenho a sua companhia e por isso é que ando sempre assim.
            – Sabe o que devia fazer para passar o dia? Ler. Poesia, por exemplo, é bastante interessante.
            O autocarro chegou à paragem final, a dona Albertina saiu e a conversa ficou-se por ali.
            A princípio não ligou, mas, passadas algumas semanas, estava ela em casa sem nada para fazer, e decidiu pegar num livro de poesia poeirento que tinha por lá. Começou a ler, e nunca mais conseguiu parar. Passava agora o dia na companhia dos seus livros, esquecendo-se até, por vezes, de alimentar os seus gatos. Balançava para a frente e para trás, na sua cadeira, mas agora sorria. Sorria como já não o fazia desde que o seu marido a tinha deixado.

 
Alexandre 9ºB

Texto sujeito a ligeiras alterações

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

TPC: texto expositivo


O Fidalgo, acompanhado de um pajem, que lhe trouxera uma cadeira, encontra-se com o Anjo no cais de embarque.
Nesse encontro, o Nobre pede ao Anjo para embarcar, devido ao seu estatuto social. Este, por sua vez, nega o pedido, usando como argumentos o facto de ele ter sido presunçoso e tirano.
Devido ao comportamento em vida, o Fidalgo é condenado a embarcar na barca do Diabo. Com tal, podemos concluir que o Anjo critica a classe social que o Fidalgo representa, a nobreza.
Pedro & Pedro, 9ºB

terça-feira, 5 de novembro de 2013

À espera, à espera

Caros alunos:

Estive a selecionar alguns trabalhos de entre os muitos que tenho corrigido nos últimos tempos e constatei que - exceção feita ao Ricardo, que escreveu um bom texto que ainda não reenviei - há muitos alunos que nunca me chegaram a mandar as suas composições. E outros tantos que já receberam as sugestões de correção, mas que não me remeteram a versão final. Ainda que, por diversas razões, não possa eleger todos os textos para esta campanha em particular, lamento as limitações na escolha.
 
 

Desafio interessante n.º 1: "7 dias, 7 dicas sobre os media"

Este desafio foi-nos enviado pela professora bibliotecária. Trata-se de uma iniciativa conjunta do Gabinete para os Meios de Comunicação Social, da Rede de Bibliotecas Escolares e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Intitulada "7 dias, 7 dicas sobre os media", tem como objetivo "(...) fomentar o uso crítico e criativo dos media, uma utilização mais segura da Internet e o respeito pelos direitos de autor, bem como estimular  [todos os agentes educativos para a] Educação para os Media. O regulamento está disponível em http://www.rbe.min-edu.pt/np4/802.html. Concorram!
 
 
Querem um conselho? Façam-no com música.

Lista negra dos TPC

9ºA: alunos números 2, 4, 5, 7, 8, 9 (falta parcial), 10, 11, 12, 13, 15, 16,17, 19 (falta parcial), 20 (falta parcial) e 21.

9ºB: alunos números 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 17, 19, 20 e 22.

9ºC: alunos números 2, 4, 5, 7, 8 (ausente), 9, 10, 12, 14, 15 (falta parcial), 16, 18, 19  e 22.

Trabalho de grupo


   Todos se esqueceram do sorriso. Os telemóveis são smartphones, mas as emoções não se tornaram assim tão smarts. Os “olás” foram esquecidos, os carinhos perdidos, e o amor desapareceu do mapa. Só a radio vai permanecendo, e lá vai tentando tirar-nos a preguiça das nove horas da manhã num dia de trabalho. Todas as classes sociais, etárias; todos os estilos, todas as modas; todos se rendem ao poder de um simples gesto facial que o locutor lhes sugere: um sorriso.

   O povo brasileiro, conhecido pela sua alegria, é afinal uma gente cinzenta e sisuda. Mas, quando a inspiração é despertada, toda a dança  aparece nas caras, e os corpos sambam a sorrir.

   Mas, e depois? Após uns meros segundos voltamos ao trabalho. Voltamos à cor baça, voltamos à monotonia, voltamos à rotina das nossas vidas sem cor. Esquecemos aquele terno momento matinal que trocamos por papéis, impressoras e faxes aborrecidos.

   Mas, e se...toda aquela amabilidade permanecesse para o resto do dia? E se o sorriso não desaparecesse das faces? E se o abraço se tornasse um hábito, e o beijo deixasse de ser tabu? E se a felicidade fosse uma rotina? Diz-se que o bater das asas de uma borboleta pode provocar um tornado, logo, porque não pode um gesto afável mudar  rumo de alguém?

   A conclusão que retiramos deste vídeo, é que S. Paulo se calou e sorriu, e na “cidade que nunca dorme”, a aventura de olhar para o condutor do lado na estrada e sorrir fez os paulistas render-se aos seus próprios afetos.

 
Inês, Inês, José e Leonardo
Texto sujeito a alterações

sábado, 2 de novembro de 2013

Carta de náufrago

Caro Joel,



Imagino que te tenhas perguntado inúmeras vezes o porquê de eu nunca mais te ter ligado ou mandado uma mensagem depois da minha viagem com a "Libraria Naval", mas a verdade é que esta naufragou!
Durante a nossa aproximação às Bermudas constatámos a aparição de uma leve brisa, um pouco mais pesada do que as leves brisas a que estávamos habituados. Achámos normal, algo vulgar para qualquer marinheiro experiente. Mas, algumas horas depois, esta leve, mas pesada, brisa, acabou por se transformar num vento que, apesar de frio, veio acabar com todos os longos dias de calor e sol abrasador que tanto me angustiaram. Finalmente, este vento intensificou-se e metamorfoseou-se numa poderosa e avassaladora ventania que virou o navio e acabou por o afundar. Pensa bem; a "Libraria Naval", a coletânea de todos os livros até agora escritos, afundada! O maior tesouro de toda a humanidade no fundo do mar!


Consegui nadar até aqui, até esta pequena ilha no meio de sabe-se lá onde. Todo o cansaço e fadiga até agora acumulados, devidos a extensas horas de trabalho e, apesar de todos os meus esforços, apenas fui capaz, infelizmente, de recuperar meia dúzia de livros, entre eles, ironicamente, o “Como Sobreviver a um Naufrágio."
Espero que leias esta mensagem e que venhas o mais rapidamente possível resgatar-me, seja lá onde eu estiver.
 
                                                        Calorosamente, um amigo

José, 9º A

(Texto com ligeiras alterações)