segunda-feira, 21 de abril de 2014

Tempos e modos verbais

 Modo: categoria morfológica que permite distinguir a flexão verbal nas formas do indicativo, conjuntivo, imperativo e condicional.

Tempo: categoria morfossintática dos verbos, realizada por flexão. Em português, o tempo verbal permite distinguir os seguintes paradigmas: pretérito mais-que-perfeito, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, presente e futuro.

Assim, temos:

1. Indicativo

Presente: estudo, corro, assumo
Pretérito imperfeito: estudava, corria, assumia
Pretérito perfeito: estudei, corri, assumi
Pretérito-mais-que-perfeito: estudara, correra, assumira
Futuro: estudarei, correrei, assumirei

2. Conjuntivo

Presente: (eu) estude, corra, assuma

Pretérito imperfeito: (eu) estudasse, corresse, assumisse

Futuro:

(eu) estudar
(tu) estudares
(ele/ela/você) estudar
(nós) estudarmos
(vós) estudardes
(eles/elas/vocês) estudarem

(eu) correr
(tu) correres
(ele/ela/você) correr
(nós) corrermos
(vós) correrdes
(eles/elas/vocês) correrem

(eu) assumir
(tu) assumires
(ele/ela/você) assumir
(nós) assumirmos
(vós) assumirdes
(eles/elas/vocês) assumirem

3. Imperativo

Estuda (tu)
Estude (ele/ela/você)
Estudemos (nós)
Estudai (vós)
Estudem (eles/elas/vocês)

Corre (tu)
Corra (ele/ela/você)
Corramos (nós)
Correi (vós)
Corram (eles/elas/vocês)

Assume (tu)
Assuma (ele/ela/você)
Assumamos (nós)
Assumi (vós)
Assumam (eles/elas/vocês)
 
4. Condicional

Amaria, correria, assumiria

Formas não finitas

a. Infinitivo impessoal: estudar, correr, assumir

b. Infinitivo pessoal

 estudar (eu)
 estudares (tu)
estudar (ele/ela/você)
 estudarmos (nós)
 estudardes (vós)
estudarem (eles/elas/vocês)

(eu) correr
(tu) correres
(ele) correr
(nós) corrermos
(vós) correrdes
(eles) correrem

(eu) assumir
(tu) assumires
(ele) assumir
(nós) assumirmos
(vós) assumirdes
(eles) assumirem

c. Gerúndio: estudando, correndo, assumindo

d. Particípio passado: estudado, corrido, assumido

Tempos compostos:

Quando um tempo verbal é formado com recurso ao verbo auxiliar “ter”, é designado de tempo composto.

1. Indicativo composto

Pretérito perfeito composto: tenho estudado, tenho corrido, tenho assumido
Pretérito-mais-que-perfeito composto: tinha estudado, tinha corrido, tinha assumido
Futuro composto: terei estudado, terei corrido, terei assumido


2. Conjuntivo

Pretérito perfeito composto: tenha estudado, tenha corrido, tenha assumido
Pretérito-mais-que-perfeito composto: tivesse estudado, tivesse corrido, tivesse assumido
Futuro composto: tiver estudado, tiver corrido, tiver assumido

3. Condicional

teria estudado, teria corrido, teria assumido

Formas não finitas

a. Infinitivo impessoal composto: estudar, correr, assumir

b. Infinitivo pessoal composto

ter  estudado (eu)
teres estudado (tu)
ter estudado (ele/ela/você)
termos estudado (nós)
terdes estudado (vós)
terem estudado (eles/elas/vocês)

ter  corrido (eu)
teres corrido (tu)
ter corrido (ele/ela/você)
termos corrido (nós)
terdes corrido (vós)
terem corrido (eles/elas/vocês)

ter  assumido (eu)
teres assumido (tu)
ter assumido (ele/ela/você)
termos assumido (nós)
terdes assumido (vós)
terem assumido (eles/elas/vocês)

c. Gerúndio composto: tendo estudado, tendo corrido, tendo assumido


Tempo e modo verbal


O tempo é o tipo de variação que indica o momento em que se realiza a ação, ou seja, basicamente, passado, presente ou futuro.


O modo consiste nas várias formas que o verbo pode assumir para indicar a maneira como a pessoa que se exprime encara a realização da ação:


  • o Indicativo indica que a pessoa encara a acção como real;

  • o Conjuntivo indica que a pessoa encara a acção como possível, eventual, desejável ou, até, duvidosa;

  • o Imperativo serve para exprimir uma ordem;

  • o Condicional indica que a pessoa admite que a realização da acção está dependente de uma condição;
  • e o Infinitivo indica a ação como uma simples ideia.



  • (Em http://www.ciberduvidas.com/, consultado em 21/4/2014)

    Formas verbais finitas e não finitas...

    Finitas: todas as que têm flexão de tempo, pessoa e número (escrevo, escreves, escrevia, escrevi, escreveste, escreverão, etc.). De acordo com o Dicionário Terminológico, podem ocorrer como forma verbal única numa frase simples e admitem variação máxima nas categorias tempo, pessoa e número.
    Não finitas: infinitivo, gerúndio e particípio. De acordo com o Dicionário Terminológico, não ocorrem como forma verbal única numa frase simples e não variam em tempo.



    sexta-feira, 18 de abril de 2014

    Dedicado aos meus alunos violonistas, digo, violonistas


    "Dez solistas tocaram em seis violinos antigos e seis violinos modernos numa experiência para testar se os instrumentos antigos são, de facto, melhores do que os construídos recentemente, como é defendido por muitos. Os resultados põem em causa esta ideia antiga: os solistas preferiram os novos instrumentos, conclui um artigo publicado esta segunda-feira na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), que entre vários resultados revela que estes músicos, em geral, não conseguiram distinguir se estavam a tocar num violino antigo ou moderno.
    “Os violinos antigos têm mais cores, personalidade, carácter e refinamento e são mais suaves e melodiosos do que os novos.” Esta frase, que se lê no artigo da PNAS, resume uma das três grandes distinções entre os violinos antigos e novos, segundo a opinião de seis dos dez solistas de renome convidados a integrar a experiência de Claudia Fritz, da Universidade de Sorbonne, em Paris, França, e colegas. As outras duas diferenças assinaladas pelos solistas punham os louros do lado dos novos violinos, que são mais fáceis de tocar e mais potentes do que os antigos, além de que os velhos violinos podem não ser suficientemente potentes para tocar nas novas orquestras.
    Ironicamente, a principal opinião que valoriza os antigos violinos italianos, como os famosos Stradivarius, é a única que não se confirma pelos resultados da experiência. A cor, a personalidade, o carácter ou o refinamento são adjectivos usados pelos solistas da experiência para descrever os sons dos violinos e que os investigadores interpretaram como sendo “aspectos do timbre”. Ora, em relação ao timbre, a avaliação dos velhos e dos novos violinos feita pelos solistas é igual. Quanto ao resto, a facilidade com que se tocam e a projecção do som, a nova geração é que ganha.
    Segundo Claudia Fritz e colegas, o som dos violinos italianos do século XVII e XVIII é visto “como tendo qualidades que são imediatamente identificáveis por músicos experientes e não são encontradas nos novos instrumentos”, lê-se no artigo.
    Nos últimos dois séculos, foram feitos vários testes a novos instrumentos que já punham em causa esta ideia. Em 2010, 21 músicos tocaram violinos sem saberem se eram antigos ou modernos e a conclusão desta experiência é que, afinal, preferiam os novos. Além disso, esses músicos não foram capazes de dizer se o seu violino favorito, entre os três antigos e três modernos que usaram, era antigo ou moderno.
    Mas a experiência de 2010 tinha algumas limitações, como o pequeno número de violinos testados por cada músico, ou o facto de não terem tocado em sala de concertos.
    Agora, os dez solistas desta experiência testaram 12 violinos (seis modernos, com menos de 20 anos e um design antiquado, e seis antigos, incluindo cinco Stradivarius). Os músicos usaram óculos que não os deixavam perceber a idade dos violinos e testaram-nos primeiro numa sala pequena e depois numa sala de concerto para 300 pessoas.
    Os investigadores pediram aos músicos para eleger os quatro melhores violinos, aos quais foram dadas pontuações, e aquele que ficasse em primeiro lugar para cada violonista seria aquele com que ele iria tocar na próxima tournée.
    Os cientistas obtiveram uma grande variabilidade nas respostas. Por exemplo, cinco dos 12 instrumentos foram a escolha número “um” de pelo menos um músico. E dez instrumentos estiveram presentes em pelo menos uma das listas dos quatro melhores instrumentos feita por cada solista.
    Ainda assim, houve uma preferência pelos instrumentos modernos. O violino que obteve mais pontuação foi um da nova geração. Seis dos dez violinistas escolheram um novo violino como o preferido. Além disso, se a pontuação dos novos violinos e dos velhos for somada separadamente, os violinos novos ganham a competição. “É claro que, entre estes músicos e entre estes instrumentos, há uma preferência geral pelos novos violinos”, escrevem os cientistas.
    Por outro lado, os cientistas quiseram saber se os músicos conseguiam distinguir o som de violinos antigos e modernos depois de tocarem durante 30 segundos em vários deles. Das 69 tentativas feitas pelos dez músicos, os solistas erraram 33, acertaram 31 e cinco deram uma resposta que os investigadores consideraram indeterminada. Estes resultados “demonstram claramente a incapacidade dos músicos em adivinhar correctamente a idade do instrumento, ou seja, se era novo ou velho”, escrevem os autores.
    Para a equipa, não há forma de saber qual a representatividade dos resultados, já que só testaram dez solistas. No entanto, lê-se no artigo, “dada a importância e a experiência dos nossos solistas, são necessárias provas empíricas para se continuar a defender a existência de qualidades únicas no som dos antigos violinos italianos.”

    domingo, 6 de abril de 2014

    “É melhor fazer uma ação má do que ser mau.”

                     No contexto da II Guerra Mundial, esta frase apresenta-nos a tese de que seria legítimo matar Hitler, apesar de se cometer uma ação má, porque dessa forma terminar-se-ia com a barbárie desse “mau” sobre vários povos (Dietrich Bonhoeffer).

                    Concordo que fazer uma ação má possa ser justificável, mas só se não implicar matar alguém. Por exemplo, aceitaria que se fizesse uma revolução não sangrenta para retirar o poder a um ditador. Ou seja, o resultado dessa ação seria benéfico para uma larga maioria, o que justificaria a restrição da liberdade de um homem “mau”.

                    O assassinato de um homem, mesmo sendo o Hitler, não é moralmente aceitável e devem-se encontrar outras formas de resistir e de resolver o problema pacificamente. De outra forma, estamos a cometer o mesmo tipo de ação que criticamos nele.

                    O benefício de uma maioria, embora seja um argumento a favor desta decisão, não é um critério de ação justo, se esse benefício exigir matar uma pessoa pois legitima outras ações de violência no futuro. Veja-se a situação da Ucrânia ou dos conflitos no médio Oriente: as ações más, mesmo cometidas em nome do benefício duma maioria, vão perpetuando as situações de violência que vitimam milhões de pessoas.

                    Opto, então, por soluções pacíficas, como o diálogo entre as nações, como a forma correta de se lutar pela paz entre todos. Defendo que o valor da vida nunca deve ser posto em causa.
    Mariana S

    sexta-feira, 4 de abril de 2014

    Parceria com o Centro de Escrita

    Na sequência das aulas lecionadas pelo professor António Mendes ao 9ºA, B e C, estou a receber os primeiros trabalhos dos alunos. Assim, os textos tese/antítese/síntese que a seguir se publicam não foram editados, mas resultam das sugestões feitas pela equipa do Centro de Escrita (http://centrodeescrita.weebly.com/a-equipa.html) aos alunos.