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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Porque (cada dia mais)

Porque às vezes és chatinho mas eu gosto de te aturar
Porque me escondes as coisas todas mas eu gosto de andar contigo a procurar
Porque nem sempre estou nos melhores dias mas mesmo assim gosto de brincar contigo
Porque gostava de ser filha única
E ter todas as atenções para mim, mas gosto muito mais de as partilhar contigo
Porque dantes gostava de ti, mas cada dia que passa ainda gosto mais!
 
Adriana

terça-feira, 6 de maio de 2014

Marianafórica

Porque fazes aquilo que eu não faço, mas és tu.
Porque viver a vida como tu é magnífico.
Porque fazes da possibilidade uma realidade, mas és tu.
Porque és meu pai e eu adoro-te.

Porque não vais abaixo
E arriscas por aquilo que gostas.
Porque fazes da possibilidade uma realidade, mas és tu.

Mariana

Porque

Porque tu estás sempre do meu lado mas os outros não
Porque é compreensiva e tens muita paciência para me aturar  
Porque me ensinas a viver mas os outros não se preocupam com isso
Porque me mostras o caminho que eu tenho de seguir
E mesmo se ficar chateada contigo, gosto muito de ti
Porque és a minha mãe mas os outros não
 
Anasatasiia

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Viajar e aprender


A meu ver, viajar e aprender são termos que se interrelacionam claramente. Em primeiro lugar, ter a possibilidade de viajar para outros pontos do mundo, por si só, já é fantástico, mas, claro, numa viagem, para grande parte das pessoas só permanecem na memória os momentos de lazer que usufruíram, acompanhados de alguém ou não. Bem, as viagens transmitem bastantes lições de vida, novos conhecimentos acerca de outras realidades, abrindo os horizontes de cada um de nós. E não é preciso deslocarmo-nos muito longe, já que até viajando no nosso próprio país, aprendemos muito mais. Por vezes, acabamos por o compreender com um olhar crítico e diferente.

            No meu caso em particular, não estou acostumado a ir a lugares longínquos. Sempre permaneci no Norte de Portugal, mas desconhecia que estava rodeado de tanta riqueza cultural.

            Um assunto que me entristece é o facto de muitas das maravilhas naturais e até locais com um grande interesse histórico estarem a ser deixados ao esquecimento, sendo até violentamente vandalizados.

            Em suma, quando temos a oportunidade de viajar devemos não só disfrutar dos momentos de lazer, mas também ir mais além e retirar algo mais do local onde estivemos e, porventura, aprender com outras culturas, mentalidades e ideais diferentes.
Filipe

Viajar pode ser uma maneira de aprender


“Viajar pode ser uma forma de aprender” foi a frase proposta para tema deste trabalho. Tive de imediato muitas ideias, mas irei apenas apresentar duas. Considero este tema bastante apelativo e interessante.
Há cerca de dois anos fiz, com a minha família, uma pequena visita à Alemanha. Lá aprendi imenso sobre música. Não fazia a mínima ideia que Mozart tinha estudado na Alemanha, precisamente na cidade que visitei, ou que a Alemanha é o pais da música (e das salsichas). Visitei a escola que Mozart frequentou quando era jovem, várias lojas e artigos musicais, museus e muitas outras coisas. Adorei essa experiência e aprendi bastante com ela.
Este ano, no âmbito da disciplina de História, realizamos uma viagem de estudo a Barcelona. Visitámos o museu do Prado, o museu rainha Sofia, a Ópera Real, a Plaza Mayor, o Estádio São Barnabeu e vimos o exterior do Palácio Real. Foi mais uma grande experiência, onde aprendi muito sobre a história de Espanha, desde a arte ao turismo.
Penso que, no final, posso concluir que não há melhor do que aprender um pouco sobre os povos e culturas de outros países.

Mariana

Verdade ou mentira?


               

       O que distingue os seres humanos de todos os outros animais são precisamente as qualidades morais que cada um tem.

      A maldade é um sentimento muito feio. Ao longo da nossa vida e em determinadas circunstâncias cometemos algumas ligeiras maldades. Sem intenção de magoar ou prejudicar alguém.

Estas pequenas ações não definem o caráter da pessoa. São atitudes pontuais que nos definem.

Ao longo dos tempos, houve várias personagens ou acontecimentos que marcaram a história mundial pela sua maldade.

Há poucos dias, 8 de março, comemorou-se o dia Internacional da Mulher. Este dia é assinalado por uma atitude de extrema crueldade. Numa fábrica, em Chicago, trabalhavam 129 mulheres nas piores condições de humanismo e injustiça social. Como trabalhavam muitas horas e recebiam um salário reduzido, resolveram manifestar-se. O patrão deu as ordens para que se fechassem todas as portas da fábrica e mandou incendiá-la. Todas elas morreram no seu interior.

      Chegamos à conclusão que ao longo dos tempos, houve muita maldade, que compete cada um de nós lutar para que nunca aconteçam situações tão dramáticas e tão extremas. Contudo, no dia-a-dia, usam-se pequenas mentiras, ditas piedosas, para nos protegermos.

Refletindo sobre o assunto, concluo que uma vida de verdade e de boas ações é que engrandece o homem.
Anastasiia

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Pior do que uma ação má é ser mau


No âmbito da calamidade que Adolf Hitler impôs durante a II Guerra Mundial, a citação apresentada por Dietrich Bonhoeffer defende uma posição da qual se retira a ideia de que a solução pode passar pela prática de um ato mau, justificável pelo efeito benéfico que provoca, que neste caso seria o homícidio de Hitler.

A meu ver, a morte de um indivíduo por si só é sempre condenável. Mas, no caso particular de Hitler, os seus atos e decisões tomaram um nível de extremidade desumana, que mesmo através de protestos e manifestações contra o regime, não seria alcançado o “abate” da ideologia hitleriana. Desta forma, não se vislumbra outra solução senão a aniquilação do ditador com vista à sobrevivência de aproximadamente 11 milhões de pessoas.

Por outro lado, existem casos de resistência pacífica que demonstraram sucesso: tal como Dietrich Bonhoeffer, Martin Luther King Jr. foi um pastor luterano e ativista político, que combateu a desigualdade racial através da não violência; um outro exemplo que nos é mais “chegado” prende-se com a Revolução de 25 de abril de 1974, em que não houve o recurso à violência para uma mudança de regime.

             Em suma, defendo que a vida de qualquer indivíduo nunca deve sequer ser colocada em causa, mas na situação de Adolf Hitler, apesar de ser uma opção bastante dura, o seu homicídio seria a única forma de proteger a vida de milhões de pessoas indefesas, não havendo nem qualquer tipo de tortura ou genocídio.
Filipe

As TIC, segundo a Beatriz

Na minha opinião, os jovens podem usar as Tecnologias de Informação e Comunicação como as usam, por um lado, mas por outro, não devem.
Os jovens podem usá-las para, por exemplo, comunicar com os amigos e a família, através da internet (redes sociais) e dos telemóveis. Mas, por outro lado, não as devem usar, pois, por exemplo, há jovens que não têm noção dos perigos da internet e das redes sociais. Isto, porque há casos de jovens que falam, virtualmente, com pessoas desconhecidas que se fazem passar por jovens, mas que, na realidade, não o são. Na minha opinião, outro aspeto mau das Tecnologias de Informação e Comunicação é que nas redes sociais há jovens que "partilham" coisas a mais e, assim, passam a não ter a sua privacidade, pois toda a gente fica a saber.
  Em suma, penso que as Tecnologias de Informação e Comunicação têm coisas más e boas.

terça-feira, 18 de março de 2014

Anastasiya, uma história de vida


Quando cheguei a Portugal, tinha onze anos. Já tinha uma pequena base musical, porque andava numa escola de música na Ucrânia. Cheguei e fiz logo exame de ingresso (sem saber a língua). A minha mãe disse para não me preocupar. Se não entrasse, não havia mal nenhum.
Passaram mais ou menos duas semanas e fomos ver os resultados. Eu tinha entrado! Fiquei contente… Mas  voltei para Ucrânia e só regressei em setembro (porque tinha de acabar o ano). Estava ansiosa  por conhecer pessoas novas, a minha turma nova, os professores ,etc.
Finalmente, era o primeiro dia da escola. O meu primeiro dia na escola nova! No momento em que estava a caminho, no carro, comecei a ficar com medo… Cheguei. A minha mãe deixou-me no portão. Tocou. Fiquei desorientada. Nem sabia onde se situava a sala, não sabia falar português, logo, não podia perguntar a ninguém onde ficava. Mas, com a minha sorte, encontrei-a rápido. Os meus colegas ficaram a olhar para mim. Eu era diferente. Era estrangeira. Mas, para mim, eles também eram diferentes. Tinham todos cabelos escuro, olhos castanhos. Não percebia o que eles diziam, mas senti que eram simpáticos.
Passaram três meses. Comecei a entender português. A adorar a minha turma (fiquei muito contente por ficar nela e não noutra qualquer). Nos dias de hoje não mudei de opinião:  faço a coisa  de que gosto (a música) com pessoas que adoro e estou feliz.
(Texto editado)





 


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Porque nunca é tarde


Ano novo, vida nova - Receita

Começa por esquecer o passado e inicia um novo capítulo. Põe 500 gramas de carinho, amor, amizade. Junta açúcar para ficar mais doce, e um pouco de pimenta para haver mais aventura.
Põe uma pitada de teimosia, porque às vezes é necessário.
Deixa em 2013 o que não interessa. (''Deixa para trás o que não te leva para a frente.'')
Não ponhas mau feitio, nem raiva. Deita fora o rancor e as discussões. A receita não precisa de tristeza nem de mágoas, mas sim de lágrimas de alegria. As de tristeza não.
Junta felicidade, sonhos, amigos, desejos e companhia.
Por fim, polvilha com muitos sorrisos.
Agora podes servir-te e começar de novo.

Feliz novo ano e feliz novo ''eu''.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O Consílio dos deuses em 120 palavras

Os deuses reuniram-se num consílio, cuja finalidade era discutir o futuro dos Portugueses na sua viagem à Índia.
Na reunião intervieram Baco, Vénus e Marte. Baco, ao contrário de Júpiter, defendia que os portugueses não deviam ser ajudados, pois temia ser esquecido no Oriente.
Por outro lado, Vénus e Marte defendiam a opinião de Júpiter. Vénus justificava-se dizendo que gostava dos Lusitanos por serem românticos e por terem uma língua derivada do latim. Marte argumentava que era um povo guerreiro (e talvez tivesse uma antiga paixoneta por Vénus). Avisou Júpiter de que se mudasse de opinião, seria um fraco.
Este consílio fez com que os Lusitanos se tornassem maiores, dada a importância dada pelos deuses à sua chegada à Índia.

Mariana
(texto editado)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Receita para humanizar o mundo


Ingredientes:

- 100g de liberdade;

- 300g de solidariedade;

- 500g de boa vontade;

- 250g de ética;

-200g de responsabilidade;

- 150g de altruísmo;

- 150g de princípios morais.

Modo de preparação:

Num recipiente, juntar a ética e os princípios morais. Mexer com muito boa vontade. Depois de tudo bem temperado e assimilado, acrescentar solidariedade q. b.* e continuar a mexer até ficar homogéneo. De seguida, acrescentar a esta massa responsabilidade e altruísmo. Coloca-se no forno durante uma hora.

Finalmente, tira-se do forno esta “massa humana”, cobre-se de liberdade e está pronto para humanizar este mundo cada vez mais desigual, injusto, mas que não poderá escapar à aplicação desta receita.

 

*q. b. – quanto baste

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Tudo depende de ti

Para teres um bom e próspero Ano Novo podes fazer uma festa, beber champanhe e pedir desejos, tal como manda a tradição. Muitas pessoas fazem-no para comemorar o fim do ano e o começo de um ano novo.
No início do ano, podes propor-te a desafios, tais como: parar de fumar, começar a fazer uma dieta, começar a ir ao ginásio, emagrecer, tirar melhores notas nos testes... etc.
Por isso, se tiveres objetivos como estes, para o próximo ano, só precisas de te esforçar para os alcançares.
Portanto, só tens um bom Ano Novo se quiseres, pois tudo isto depende de ti.
 
Beatriz

Sugestão do "chef"





Não se esqueça de pegar

Numa ou duas colheres do saber viver

Do aprender a amar,

E o sabor apenas deixe absorver.

Coloque uma mistura de sentimentos,

Nuns renovados 365 dias,

Tudo isto em porções a seu gosto,

Para que não o leve ao desgosto.          

Com cicatrizes por incorporar,

De tempos já passados,

Se quer um ano homogéneo,

Esforce-se para que este, de boa vontade, seja tomado.

 

Filipe

domingo, 12 de janeiro de 2014

Croniqueta de Ano Novo


Receita para um bom Ano Novo

Há quem diga que a passagem de ano é a passagem para uma nova vida, com coisas novas, com as quais sonhamos durante montes de tempo e que, não sei porquê, só se devem concretizar a partir do momento em que a contagem decrescente chega ao zero e o mundo se torna verde, azul, roxo, cor-de-rosa às pintinhas amarelas, entre muitas outras cores - e as pessoas festejam por todo o lado como loucas. Esse é o Ano Novo perfeito no qual todos os nossos sonhos se tornam realidade e em que aqueles que amamos estão do nosso lado para o que der e vier. Dentro de cada um de nós existe algo que escondemos, algum sonho perdido no meio de tudo aquilo que temos no cérebro. O Ano Novo serve para isso mesmo; viver aquilo que vai na nossa mente e torná-lo real.

Ano Novo, vida nova! 

 Mariana  
(texto sujeito a ligeiras alterações)                                                                 1

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O paradigma da manhã


Acordei. Eram oito e meia. O retardado do despertador decidiu ficar sem pilhas. Já devia estar no trabalho e ainda nem vestida estou. Corro para o meu armário e enfio a primeira peça de roupa que encontro. Vou ao quarto do Artur para o acordar e ele não está lá. Entro em pânico e procuro-o por toda a casa. Ouvi algo. Acabei por encontrá-lo na casa de banho. Disse ao meu pequeno para se ir vestir. Vou para a cozinha tomar o pequeno-almoço e dou de caras com o Artur a ver ''Teletubbies''. Já lhe tinha dito que estávamos atrasados! Agarrei nele e corri até ao carro.
Estava um dia de chuva, o que me deixou ainda mais frustrada. No caminho para deixar o meu filho na escola, fico retida no trânsito, como sempre. O Artur continua a berrar porque não deixei que ele acabasse de ver a porcaria dos bonecos. O barulho dos carros começa a ''ofuscar-me''. Pelos vistos houve um acidente. Abro o vidro para apanhar um bocado de ar e deparo-me com um homem gordo, de longos cabelos, numa carrinha branca. Tinha alguns ''piercings'', tatuagens obscenas, usava um casaco de cabedal. Olhava para mim como se eu fosse uma tarte e sorria. Fechei o vidro, confusa e assustada. Ligo o rádio para me abstrair daquele indivíduo estranho, e ouço a notícia. Percebo o porquê de ele estar a sorrir. Olho para ele e sorrio de volta.
Acreditam que, a seguir a isto, o meu dia foi inquestionavelmente perfeito...?


Trabalho realizado por:
-David, nº9;
-Duarte, nº10;
-Eva, nº11;
-Filipe, nº12;
9ºA

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Portugal/Ucrânia, uma perspetiva


     Antes de morar em Portugal, vivia na Ucrânia. É um país oito vezes maior, aproximadamente, do que Portugal. O clima não é muito semelhante.

     Eu adorava o Inverno, porque nevava muito. Nas férias de Natal, passava os dias todos a brincar na rua. Fazia bonecos de neve, brincava com os amigos com bolas de neve, enquanto em Portugal, no Inverno, só chove (logo, não gosto muito desta estação).

     As escolas também eram diferentes. Os horários todos os anos eram iguais. Entrávamos às oito e um quarto e saíamos à hora de almoço. Havia cantinas, mas era só para quem andava no A.T.L. A comida tradicional é muito variada, tem uma mistura de oriente e ocidente. Não contém sabores muito salgados e picantes. Os doces também são muito diversos. Há muito por onde escolher (principalmente os bombons, que são deliciosos).

     A cultura na Ucrânia é muito desenvolvida. Por exemplo: em Braga só há um teatro (Theatro Circo), enquanto uma cidade ucraniana tem, pelo menos, um Teatro e um Circo fixos.

      Por fim, na minha opinião, a Ucrânia aposta muito mais na cultura dos cidadãos do que Portugal. No meu país, todas as crianças têm formação musical.

 

 

Feito por: Anastasiia n.º3, 9ºA    

Participação especial: Artur n.º4, 9ºA

(Texto sujeito a ligeiras alterações)

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Carta de náufrago

Querida Maria Inês,    
 

Já há muito que não nos vemos. Certamente ouviste nas notícias do jornal a história de terror pela qual passei mas, através desta carta, dir-te-ei por minhas palavras cada segundo daquela tragédia.

No dia 23 de setembro, dia em que de mim te despediste, ajudei os meus colegas a transportar tudo aquilo que era essencial para que o barco pudesse começar a navegar.

Poucos dias depois, mais especificamente sete pores-do-sol mais tarde, encontrávamo-nos no meio do Oceano Atlântico, perto de Cabo Verde, onde fizemos uma paragem, bebemos uns “canecos” e seguimos viagem. Estávamos no sul de África, passando o Cabo Bojador, e, tal como há muitos anos atrás, o Cabo foi mal passado, sendo que o casco do navio se desfez aos poucos.

Logo que demos por ela, tentámos tudo, mas nada chegou para tal coisa não acontecer. As pessoas iam morrendo; os tesouros desapareciam. Aqueles que sobreviviam bem tentavam remar o navio para terra, mas acabaram por morrer; todos, menos eu e o Cristóvão, o meu camarada.

Com força e condição física, já perto da costa, empurrámos o barco, e, enterrados na areia, encontrámos dinheiro e jóias que considerávamos perdidos. O Cristóvão ,de tão fraco que estava, acabou por morreu, sendo eu o único que pode contar a verdadeira história desta infeliz aventura.

Ficas assim ciente da loucura pela qual tive que passar.

O teu amigo,

Zacarias

Mariana 9ºA

Texto sujeito a ligeiras alterações

sábado, 9 de novembro de 2013

Carta de náufrago


Meu caro Gabriel Vaz de Pires,

Na última sexta-feira, parti numa viagem para a América, com o objetivo de transportar um tesouro: o tesouro do nosso rei.

Partimos de manhã cedo e éramos cento e vinte tripulantes, divididos por seis naus. Todas elas estavam carregadas com um enorme tesouro, composto por várias peças, como safiras, rubis, diamantes e barras de ouro até perder de vista.

Mal saímos do porto, formou-se uma tempestade, da qual sairíamos se as naus não estivessem carregadas com o maior tesouro que eu já vi.

Consegui ver três naus a serem engolidas pela fúria da água. Penso que as outras duas naus escaparam, mas não posso confirma,r pois a nau onde me encontrava foi atingida por uma onda e eu caí ao mar.

Quase me afoguei, mas tive a grande sorte de encontrar um pedaço de madeira, onde me agarrei até passar a tempestade. De seguida, com o mar mais calmo, nadei até terra.

Uma vez em terra firme, espalhei a notícia do acidente, na esperança de ver alguns barcos saírem do porto para irem prestar socorro aos possíveis sobreviventes. No entanto, ninguém se importou com os sobreviventes e apenas queriam saber a localização do acidente para serem os primeiros a encontrar o tesouro.

                Pelo que se sabe, sou o único sobrevivente e, apesar de já me terem perguntado muitas vezes, não divulguei, nem vou divulgar, a localização do tesouro, devido à ganância de alguns homens.

                Esta foi a minha história e assim me despeço, com um grande abraço e muita saudade,

                                        Um amigo.
 
Ricardo, 9ºA
Texto sujeito a pequenas alterações

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Trabalho de grupo


   Todos se esqueceram do sorriso. Os telemóveis são smartphones, mas as emoções não se tornaram assim tão smarts. Os “olás” foram esquecidos, os carinhos perdidos, e o amor desapareceu do mapa. Só a radio vai permanecendo, e lá vai tentando tirar-nos a preguiça das nove horas da manhã num dia de trabalho. Todas as classes sociais, etárias; todos os estilos, todas as modas; todos se rendem ao poder de um simples gesto facial que o locutor lhes sugere: um sorriso.

   O povo brasileiro, conhecido pela sua alegria, é afinal uma gente cinzenta e sisuda. Mas, quando a inspiração é despertada, toda a dança  aparece nas caras, e os corpos sambam a sorrir.

   Mas, e depois? Após uns meros segundos voltamos ao trabalho. Voltamos à cor baça, voltamos à monotonia, voltamos à rotina das nossas vidas sem cor. Esquecemos aquele terno momento matinal que trocamos por papéis, impressoras e faxes aborrecidos.

   Mas, e se...toda aquela amabilidade permanecesse para o resto do dia? E se o sorriso não desaparecesse das faces? E se o abraço se tornasse um hábito, e o beijo deixasse de ser tabu? E se a felicidade fosse uma rotina? Diz-se que o bater das asas de uma borboleta pode provocar um tornado, logo, porque não pode um gesto afável mudar  rumo de alguém?

   A conclusão que retiramos deste vídeo, é que S. Paulo se calou e sorriu, e na “cidade que nunca dorme”, a aventura de olhar para o condutor do lado na estrada e sorrir fez os paulistas render-se aos seus próprios afetos.

 
Inês, Inês, José e Leonardo
Texto sujeito a alterações