Meu caro Gabriel Vaz de Pires,
Na última
sexta-feira, parti numa viagem para a América, com o objetivo de transportar um
tesouro: o tesouro do nosso rei.
Partimos de
manhã cedo e éramos cento e vinte tripulantes, divididos por seis naus. Todas
elas estavam carregadas com um enorme tesouro, composto por várias peças, como
safiras, rubis, diamantes e barras de ouro até perder de vista.
Mal saímos do
porto, formou-se uma tempestade, da qual sairíamos se as naus não estivessem
carregadas com o maior tesouro que eu já vi.
Consegui ver
três naus a serem engolidas pela fúria da água. Penso que as outras duas naus
escaparam, mas não posso confirma,r pois a nau onde me encontrava foi
atingida por uma onda e eu caí ao mar.
Quase me
afoguei, mas tive a grande sorte de encontrar um pedaço de madeira, onde me
agarrei até passar a tempestade. De seguida, com o mar mais calmo, nadei até
terra.
Uma vez em
terra firme, espalhei a notícia do acidente, na esperança de ver alguns barcos
saírem do porto para irem prestar socorro aos possíveis sobreviventes. No
entanto, ninguém se importou com os sobreviventes e apenas queriam saber a
localização do acidente para serem os primeiros a encontrar o tesouro.
Pelo
que se sabe, sou o único sobrevivente e, apesar de já me terem perguntado muitas
vezes, não divulguei, nem vou divulgar, a localização do tesouro, devido à ganância
de alguns homens.
Esta
foi a minha história e assim me despeço, com um grande abraço e muita saudade,
Um amigo.
Ricardo, 9ºA
Texto sujeito a pequenas alterações