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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Porque nasci primavera


Porque a outra se despe mas tu não

Porque a outra se cobre de frio

Para mostrar quão frágil é a vida feita de pavio

Porque a outra se incendeia de fogo mas tu não.




Porque tu és cheiro e cor

E trazes no teu regaço a nova esperança

Porque nasceste primavera mas elas não.



Filipa




segunda-feira, 5 de maio de 2014

Apologia do diálogo


Atualmente, os mais jovens tendem a querer ser cada vez mais independentes. No entanto, a opinião e ajuda de alguém mais velho ou com mais experiência de vida é, indiscutivelmente, fundamental na vida dos mais novos.

Sou apologista do diálogo e, como tal, penso que cada jovem deveria conversar e falar dos seus problemas/dúvidas com alguém mais velho, que não tem de ser, propriamente, o pai ou a mãe, nem mesmo alguém da família. O mais importante é todos ficarem esclarecidos acerca dos obstáculos da vida.

Dando um simples exemplo, um jovem que tenha de decidir o curso que terá de seguir no ensino secundário ou no ensino universitário, deve pedir, na minha opinião, conselhos a um adulto. No meu caso, que tenho de escolher o que seguir no secundário, estou a ouvir conselhos e histórias de vida de várias pessoas, principalmente daquelas que seguiram música. Posso afirmar que tem sido uma grande ajuda para a decisão que tenho de tomar.

Não só para as decisões que temos de tomar, mas também para as dúvidas e problemas de qualquer assunto, devemos expô-los e não ter medo de falar. Existem, por exemplo, vários casos de jovens que sofriam, ou na escola, ou em casa, por qualquer razão, e que puderam “ser salvas” pelo diálogo.

Um conselho? Falem. Falem com alguém da vossa confiança sobre os assuntos “que não vos deixam dormir” e verão que os vossos problemas se solucionarão mais rapidamente.

Sara

domingo, 6 de abril de 2014

“É melhor fazer uma ação má do que ser mau.”

                 No contexto da II Guerra Mundial, esta frase apresenta-nos a tese de que seria legítimo matar Hitler, apesar de se cometer uma ação má, porque dessa forma terminar-se-ia com a barbárie desse “mau” sobre vários povos (Dietrich Bonhoeffer).

                Concordo que fazer uma ação má possa ser justificável, mas só se não implicar matar alguém. Por exemplo, aceitaria que se fizesse uma revolução não sangrenta para retirar o poder a um ditador. Ou seja, o resultado dessa ação seria benéfico para uma larga maioria, o que justificaria a restrição da liberdade de um homem “mau”.

                O assassinato de um homem, mesmo sendo o Hitler, não é moralmente aceitável e devem-se encontrar outras formas de resistir e de resolver o problema pacificamente. De outra forma, estamos a cometer o mesmo tipo de ação que criticamos nele.

                O benefício de uma maioria, embora seja um argumento a favor desta decisão, não é um critério de ação justo, se esse benefício exigir matar uma pessoa pois legitima outras ações de violência no futuro. Veja-se a situação da Ucrânia ou dos conflitos no médio Oriente: as ações más, mesmo cometidas em nome do benefício duma maioria, vão perpetuando as situações de violência que vitimam milhões de pessoas.

                Opto, então, por soluções pacíficas, como o diálogo entre as nações, como a forma correta de se lutar pela paz entre todos. Defendo que o valor da vida nunca deve ser posto em causa.
Mariana S

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Uma história de vida do João N

Quando eu tinha cerca de cinco anos, estava em casa da minha prima e aconteceu um acidente. Não me recordo muito bem, mas os meus pais e a minha prima contaram-me.
Naquele dia eu estava com o dedo mindinho levantado porque era um vício que tinha desde bebé, e a minha prima bateu com a porta com tanta força, que me abriu o dedo, devido a eu estar com ele no sítio da fechadura. Lembro-me que estava a sentir muitas dores, mas naquele momento não pensava em chorar. Gritei o máximo que pude para os meus pais me ouvirem e virem ter comigo.
Ao chegar ao hospital nenhum médico me queria operar. Disseram que muito provavelmente iria ter o dedo deformado para sempre. Mas apareceu um médico que disse que me conseguia coser o dedo. Os meus pais contaram-me que ele era alto e tinha sotaque brasileiro.
A operação correu bem, e se não fosse ela, hoje em dia não tocava percussão. Por isso é que ainda hoje estou à procura desse médico, que me ajudou, quando ninguém acreditava em mim.
 
João N
Texto editado

O João: uma história de vida

Eu devia ter uns dez anos quando isto sucedeu.
Era verão e estava em Espanha, Baiona. O tempo estava bom, o sol via-se bem e não havia nuvens em redor dele. Ia dar uma volta de barco com os meus primos. Os meus primos, que ficariam lá até ao final do verão para participarem numa regata, usavam todos uma camisola a dizer “MARIAS” . O mastro do iate tinha um cabo solto para puxar as velas, mas como as velas iam recolhidas, podíamos brincar no cabo.
Usávamos o cabo como liana e, mal víamos água debaixo dos nossos pés, atirávamo-nos como o Tarzan. O barco parou a mais de um quilómetro da praia. Pegámos no barco mais pequeno e fomos para uma ilha. Disseram-nos que quem quisesse podia ir a nado e empurraram-me borda fora.
A praia estava longe e debaixo de nós a água era escura, fria e não se via nada à nossa volta. A praia estava a mais de cem metros de nós. Quando cheguei à costa, estava morto de cansaço. Deitei-me na areia com a água a bater-me na cara.
Pelo menos, aprendi a nadar (melhor).
 
João de P. (9ºB)
Texto editado

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O Consílio dos Deuses em 120 palavras

 
Neste episódio, Consílio dos Deuses, reúnem-se no Olimpo todos os deuses, a pedido de Júpiter, a fim de decidirem o destino dos Portugueses no Oriente.

Durante o consílio, os deuses apresentam opiniões contrárias: a favor do povo português está Vénus, apoiada por Marte, que vê nos Portugueses qualidades idênticas às do povo romano; contra eles está Baco, que teme que os seus feitos no Oriente possam ser esquecidos se por lá passar o povo Lusitano. Por fim, Júpiter decide que deve ajudar os Portugueses, por já terem provado que são merecedores de tal auxílio.

Este episódio enaltece mais uma vez o povo português durante a época dos Descobrimentos, visto que todos os deuses se reúnem para decidir o seu futuro.
 
Alexandre

O Consílio dos Deuses em 107 palavras

O Consílio dos Deuses foi convocado por Júpiter para tratarem do futuro dos Portugueses, os quais pretendem chegar à Índia por mar. Como Júpiter reconhece o valor deste povo, decide ajudar os navegadores a encontrar um sítio seguro onde possam parar.
Durante o Consílio, gerou-se uma discussão entre Vénus, Marte e Baco.
Baco opunha-se a apoiar os portugueses, enquanto Vénus e Marte queriam ajudar o povo português. Júpiter decide a favor de Vénus e Marte, que vão, assim, ajudar os portugueses.
Este Consílio foi bastante importante na glorificação e engrandecimento dos Portugueses porque Júpiter, Vénus e Marte acreditaram que os habitantes de Portugal eram valorosos e merecedores.
 
Ana Carolina
(texto editado)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O Consílio dos deuses em 120 palavras


O episódio do “Consílio dos Deuses” é convocado para decidir o futuro dos Portugueses no Oriente.

Inicialmente, Júpiter faz uma introdução dizendo que está do lado do povo português, pois trata-se de um povo guerreiro e corajoso; seguidamente, Baco intervém, visto que não concordava com Júpiter, pois receava que os Portugueses lhe retirassem a glória; pouco depois, Vénus defende-os, porque era um povo de paixões intensas e que a venerava; finalmente, Marte termina a discussão, dizendo que os Portugueses, pelo seu passado glorioso, mereciam o apoio dos deuses.

Em conclusão, este episódio engrandece os Lusitanos, não só pelo facto de os deuses terem convocado um conselho de propósito para eles, mas também porque alguns deuses receavam ser ofuscados pelos Portugueses.

Carlota
(texto editado)

O Consílio dos deuses em 120 palavras


O episódio “O Consílio dos Deuses” d’”Os Lusíadas” refere a convocatória dos deuses, por parte de Júpiter, para se decidir o futuro do glorioso povo Lusitano.

Júpiter expressa-se como apoiante dos Portugueses e retrata os nobres feitos deste povo. Naturalmente, criou discórdia: por um lado, Baco opõe-se a ajudar, pois teme o seu esquecimento; por outro, Vénus mostra-se favorável, opinando sobre as qualidades dos Portugueses, que eram descendentes dos Romanos, detinham uma língua semelhante à latina e eram um povo de “paixões intensas”; por último, Marte elogia-os, dirigindo-se a Júpiter.

Em suma, este episódio veio engrandecer e dignificar os Portugueses, explicitando os elogios dos deuses e os seus feitos heróicos. A simples existência desta reunião mostra a grandeza dos Portugueses.


Mariana 9ºB

(texto editado)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Receita para um bom Ano Novo

            Uma receita para um bom Ano Novo: sei que pode parecer difícil, mas, na realidade, é tão fácil como fazer um bolo... Basta pensar, a cada momento de cada dia, se nos estamos realmente a esforçar por ter um bom ano; ou se, pelo contrário, nos aborrecemos com aquilo que nos corre mal e perdemos o nosso valioso tempo a queixarmo-nos. Em vez disso, devemos tentar mudar o que fizemos de errado, de modo a que, ao encontrarmos um novo problema, estejamos preparados para lidar melhor com ele.
            Obviamente, também devemos ter a consciência de que o ano tem doze meses. Não tem apenas um ou dois, nem tão somente dez ou onze. Tem doze. O problema de muitos é que, apesar de se esforçarem, a princípio, por terem um bom Ano Novo, não persistem em continuar dessa forma. Chegamos a meados de janeiro e parece que todos os nossos propósitos e objetivos para o novo ano se desvanecem. É como se o “Ano Novo” já tivesse passado e agora tudo tivesse voltado ao normal. «Talvez para o ano, no próximo “Ano Novo”...», pensamos nós. No entanto, tal como em qualquer outra receita, devemos ter em conta que nem sempre somos bem sucedidos à primeira tentativa. Por vezes, esquecemo-nos do bolo no forno e ele fica queimado. Outras vezes, damos prioridade a distrações e preocupações que nos afastam daquilo que é verdadeiramente importante. Mas não devemos ficar aborrecidos ou desanimados. Tal como em qualquer outra receita, somente a prática leva à perfeição.

 Alexandre

Receita de Ano Novo



Tempo de preparação: uma questão de segundos

Tempo de cozedura: talvez uma vida inteira

Dificuldade: fácil

Ingredientes:

ü  ½ dúzia de ovos da sorte;

ü  2 litros de felicidade;

ü  1 boa dose de saúde;

ü  150g de amor;

ü  100g de vontade e iniciativa;

ü  1 grande dose de amigos (daqueles que não têm preço) e família;

ü  1 pitada de dinheiro e trabalho.

Preparação:

            Unte a sua vida com uma dose grande de amigos e família. De seguida, bata os ovos da sorte para que ajude a evitar algumas dificuldades. Depois, misture a felicidade, a saúde e o amor até ficar tudo bem sólido. Junte, seguidamente, a vontade e iniciativa. Agora, recheie tudo com trabalho e uma pitada de dinheiro.

            Certifique-se que mantém esta receita bem cozinhada ao longo da sua vida e, agora, seja feliz!

 
Sara

 

 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Receita para um Mestre do Crime


Tempo de preparação: 25 a 50 anos
Dificuldade: fácil
Preço: milionário
Pegue num homem vulgar: nem alto, nem baixo, nem gordo, nem magro. Descasque com cuidado para não o marcar, tirando-lhe todo o escrúpulo e toda a piedade. Lave-o de toda a caridade e coloque-lhe palas nos olhos, de modo a que só possa olhar para si mesmo.
Numa frigideira já aquecida com azeite, limão (o bastante para azedar), e contactos bem posicionados, despeje um frasco de ambição, intriga bem picada e manha cortada aos cubos. Mexa constantemente até ferver. Nessa altura, baixe o seu lume e coloque lá o seu homem. Se não ficar totalmente submerso no molho, junte mais um pouco de ambição.
Enquanto a carne cozinha, prepare um arroz de (criminosos) miúdos. Compra-se em qualquer prisão do país. Basta estupidificá-los num robô de cozinha e cozer numa panela cheia até dois terços com medo. Tempere com cobardia e dívidas q.b.
Assim que o seu homem ganhar uma leve cor endinheirada, transfira o conteúdo da frigideira para um pirex, ponha o arroz de miúdos por cima, uma folhinha de salva para dar gosto, e leve ao forno. O homem deverá crescer, absorvendo o arroz e o molho. Depois, retire do forno, regue com vinho do Porto do tempo do seu avô, e polvilhe com notas rasgadas.
Sirva livre.
Maria
Texto publicado com ligeiras alterações

Receita para o ano novo



Nos finais de novembro já se ouviam as pessoas com um ar de esperança - e até uma certa emoção, a dizer:

- Este novo ano é que vai ser! ;

- Eu estou com fé que vou conseguir tudo o que sempre quis no próximo ano! ; entre outras….

E como eu percebi que muitas pessoas precisam de uma espécie de «receita» para o novo ano, decidi criar uma para que toda a gente pudesse ter o seu sonho realizado:

INGREDIENTES

·         300 g de amor

·         155 g de tolerância

·         4 melhores amigos presentes

·         1 colher ou 2 de caridade

·         0,5 dl de esperança

·         300 g de pura vontade

·         1 cálice de persistência

·         Momentos felizes q.b.

·         Raspas de imaginação

·         Umas gotas de precaução

·         80 g de inteligência

·         40 g de bom senso

·         50 g de sorte

·         Confiança moscada

Preparação

Unte o seu ano novo de fundo flexível (para estar preparado para todas as situações) com amor e tolerância. Polvilhe com fé e esperança. Volte a sua vida a 180º durante 365 dias. Junte os 4 melhores amigos com o seu bom senso (muito importante para dar uma característica especial) e bata até ficar numa mistura homogénea. Adicione de 125 em 125 dias 100 g de pura vontade (não se esqueça, se não, o bolo pode ficar queimado e com um sabor azedo) para correr sempre tudo bem. Acrescente as raspas de imaginação alternando com as gotas de precaução, mas também não exagere, pois uma pessoa divertida tem de ter imaginação e não pode estar sempre de «pé atrás».   
 
Joaquim
Texto com alterações mínimas

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Receita para o Ano Novo


RECEITA PARA O ANO NOVO

Ingredientes:

- 1 base de saúde

- 100g de amor

- 50g de paz

- 100ml de amizade

- 1 colher de contrariedade

- 2 colheres de tolerância

- 150g de compreensão e carinho

- trabalho e autoestima q.b.

 

Modo de preparação:

·         Numa tarteira de fundo amovível, coloque a base de saúde. Leve ao lume a compreensão e o carinho, deixe ferver e reserve.

·         Numa tigela coloque o amor e a paz. Junte a amizade e bata tudo muito bem. Acrescente a colher de contrariedade e envolva-a muito bem.

·         De seguida, vá juntando o primeiro preparado à massa anterior, continuando sempre a bater. Leve a lume brando até espessar, sem nunca parar de mexer e envolva tudo com tolerância.

·         Posteriormente, deite o preparado sobre a massa já cozida e enfeite com gomos de autoestima.

·         Depois de cozida, polvilhe a tarte com trabalho.

·         Servir com alegria e, de preferência, partilhada.

 
Mariana

Receita para um Bom Ano Novo

 

Para fazer a receita

É necessário suor e dedicação,

Mas para que saia perfeita

É preciso um ano de preparação.

 

Os ingredientes não se encontram

Em qualquer instalação,

Pois tem de os procurar

No fundo do seu coração.

 

Se os seus sonhos

Pretende realizar,

Durante todo o ano

Vai ter de trabalhar.

 

Se acreditar num ano de mudança

E também cheio de magia

Junte um pouco de esperança,

E uma pitada de alegria.

 

E para que um bom ano ganhe

Misture paz e amor,

Sirva com passas e champanhe,

E saboreie o seu sabor.

 

Para fazer esta receita

Não precisa de ser cozinheiro,

Ela ficará sempre bem feita,

Mesmo com pouco dinheiro.

 

 
Carlota 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Na companhia da poesia


 
A dona Albertina, uma senhora idosa e já reformada, vivia sozinha no seu casarão de três andares. Passava o dia inteiro sentada na sua cadeira de baloiço a costurar camisolas de lã. Saía de casa geralmente uma ou duas vezes por semana para comprar comida para os três gatos que lhe faziam companhia. Andava um bocado até chegar à paragem de autocarros, e sentava-se, curvando a cabeça para baixo, sem dirigir a palavra a ninguém. Esperava incansavelmente que o autocarro chegasse, sempre sem se mexer, como se fosse uma estátua. Quando o autocarro finalmente parava em frente à paragem, ela entrava, e novamente, sem dizer nada a ninguém, sentava-se. Quando chegava à sua paragem, saía. Ia até ao supermercado, pegava na comida, colocava-a num cesto e transportava-a até à caixa de pagamento. Quando lhe diziam o preço, ela estendia a mão com algumas moedas e entregava-as à pessoa que a atendia, sempre sem sequer olhar para ela. Voltava a casa, dava de comer aos gatos, e sentava-se a costurar. Já tinha esta rotina há muitos anos, desde a morte do marido. Agora que não tinha a sua companhia, ela sentia-se sempre triste e sozinha.
            Certo dia, quando estava sentada no autocarro, foi abordada por uma rapariga nova, nos seus vinte e tal anos, muito bem-disposta e sorridente, com cabelos curtos e loiros e olhos castanhos; era magra e também muito baixinha. Mais baixa até do que a dona Albertina.
            – Costumo vê-la aqui, neste autocarro, sempre que regresso do trabalho – disse a moça – Reparei que nunca costuma falar com ninguém. Está aborrecida com alguma coisa?
            Alguns momentos de silêncio depois, a velhota respondeu:
            – A minha vida já não é o que era. Quando tinha o meu marido comigo, nunca me aborrecia com nada. Ele trazia tanta vida lá para casa!... Agora já não tenho a sua companhia e por isso é que ando sempre assim.
            – Sabe o que devia fazer para passar o dia? Ler. Poesia, por exemplo, é bastante interessante.
            O autocarro chegou à paragem final, a dona Albertina saiu e a conversa ficou-se por ali.
            A princípio não ligou, mas, passadas algumas semanas, estava ela em casa sem nada para fazer, e decidiu pegar num livro de poesia poeirento que tinha por lá. Começou a ler, e nunca mais conseguiu parar. Passava agora o dia na companhia dos seus livros, esquecendo-se até, por vezes, de alimentar os seus gatos. Balançava para a frente e para trás, na sua cadeira, mas agora sorria. Sorria como já não o fazia desde que o seu marido a tinha deixado.

 
Alexandre 9ºB

Texto sujeito a ligeiras alterações

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

TPC: texto expositivo


O Fidalgo, acompanhado de um pajem, que lhe trouxera uma cadeira, encontra-se com o Anjo no cais de embarque.
Nesse encontro, o Nobre pede ao Anjo para embarcar, devido ao seu estatuto social. Este, por sua vez, nega o pedido, usando como argumentos o facto de ele ter sido presunçoso e tirano.
Devido ao comportamento em vida, o Fidalgo é condenado a embarcar na barca do Diabo. Com tal, podemos concluir que o Anjo critica a classe social que o Fidalgo representa, a nobreza.
Pedro & Pedro, 9ºB

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O poder da poesia

Reza a lenda da minha imaginação que, todas as noites de lua cheia, em pleno alto mar, cerca de seis sereias sobem à superfície e cantam um poema, de forma que quaisquer marinheiros que nessa noite andassem a navegar, seriam seduzidos com aqueles poemas maravilhosos.
Uma vez, um marinheiro chamado Gilberto apostou com os seis companheiros que conseguiria resistir ao canto de um poema por uma sereia.

Gilberto era um homem musculado, bonito, moreno, e qualquer mulher se apaixonava por ele, mas a verdade é que ele já era comprometido, era um homem de família que lhe dedicava todo o seu tempo livre. Tinha três filhos: uma menina chamada Catarina Maria, com três anos, o João, que tinha seis anos, e o Joel, o mais parecido com o pai, que tinha onze anos.

Era uma família feliz, apesar de viverem numa casa em madeira, fria, sem televisão (como hoje em dia muita gente diz ser indispensável à sua vida), não tinha água canalizada e os seus únicos alimentos eram produzidos na sua pequena quinta, pela sua mulher.

Mas, voltando à aposta, Gilberto só a aceitara porque, se conseguisse ganhar a aposta, ganhava muito dinheiro, e, tendo uma vida pobre, queria que os seus filhos pudessem ir à escola e tivessem melhores condições de vida.

Despediu-se da mulher e dos seus preciosos “rebentos” com um simples:

- Amo-vos!

E seguiu caminho.

Gilberto ia num barco pequenino na Noite de Lua Cheia. A noite estava calma, mas quando chegou a meia noite, subiram seis sereias à superfície e proferiram um poema maravilhoso de Luís de Camões. Gilberto insistiu para que parassem, pois estava a perder o controlo. Até que caiu na água.

Foi levado pelas seis sereias e mais nada se soube dele.
Filipa (9ºB)
Texto com algumas alterações

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O poder da poesia


A Catarina tem 16 anos e é apaixonada pela poesia. Para além da poesia, ela tem outra paixão: o mar.

Catarina escreve sobre as ondas, as águas, os animais marinhos, o cheiro a maresia, entre outras maravilhas do mar... tudo em forma de poesia.

Hoje é o seu dia de aniversário e ela acorda ao nascer do sol, na sua casa junto à praia. Pega no seu livro de poesia, no bloco onde escreve os seus próprios poemas e escreve. Escreve, neste poema, sobre as palavras ligadas ao mar, e que a fascinam: maresia, maré, calma, ondas, algas, pérolas, corais, e...

- Catarina! Chegou a tua amiga, a Sofia. Anda cá, por favor. – diz a mãe.

Sofia é o nome de uma das poetisas favoritas de Catarina, Sophia de Mello Breyner, e também partilha o mesmo gosto pela poesia.

- Olá, Sofia! Que bom ver-te!

- Olá, Catarina! Vim para te fazer companhia no teu aniversário. Faz hoje três anos que nos conhecemos, no clube de poesia. Lembro-me como se fosse hoje, e se não fosse a poesia, nunca nos teríamos conhecido. Por este motivo, entrego-te assim o meu presente. – explicou Sofia.

- Muito obrigada! – agradeceu Catarina.

Quando abriu o presente, sentiu-se a pessoa mais afortunada do mundo. Era uma compilação dos primeiros poemas que ela e a amiga tinham construído, com outro, feito por Sofia, a contar porque é que era tão bom ter uma amiga como Catarina.

- Muito obrigada, Sofia! Passei a amar a poesia, por me ter feito conhecer uma pessoa tão especial como tu!

Sara, 9ºB
Texto com alterações
 

O poder da poesia


Há muito, muito tempo, numa pequena aldeia, rodeada por altas montanhas… vivia eu, numa linda casinha de pedra coberta de colmo. Adorava ler e a biblioteca era o meu sítio preferido naquela aldeia simpática e pacata. Eu era baixa, franzina e curiosa, mas tinha uma enorme vontade de conhecer o mundo e aprender coisas novas. Como pensava que a minha vida na aldeia era demasiadamente monótona, queria sair de lá. Porém, tudo isso mudou.

            Tudo começou num dia, dos mais pachorrentos que por lá se vivia, em que eu, como fazia habitualmente, fui até à biblioteca da aldeia para ler um livro. Quando lá cheguei, dirigi-me ao velho e simpático bibliotecário e, depois de o cumprimentar, perguntei-lhe:

- Chegaram livros novos?

- Sim! Claro, e guardei-os todos para ti! – Respondeu o senhor José, entusiasmado.

Mas que livros estranhos eram aqueles, que rimavam e tinham uma certa melodia? Não sabia bem o que era, mas adorei, e gostei tanto que, daí em diante, comecei a escrever poesia. Uns anos mais tarde, tornei-me numa poetisa conhecida em todo o mundo e nunca mais perdi a paixão pela poesia.
Carlota, 9º B
Texto sujeito a alterações