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sexta-feira, 9 de maio de 2014

"Porque" ou "por que"?

Enquanto advérbio interrogativo, a forma correta é porque: Porque viajaste?

Numa frase declarativa, como por exemplo Eu disse-lhe por que viajei a forma correta é por que, pois está implícito a palavra motivo ou razão: Eu disse-lhe por que (motivo/razão/etc.) viajei.

Como conjunção, a forma correta é porque: Porque viajaste? Viajei porque queria conhecer novas culturas.

"De mais" ou "demais"?

As duas formas são corretas.
De mais é uma locução adverbial que significa «excessivamente» e «quantidade excessiva; muito; demasiado»:
    Ser bom de mais.
    Comemos de mais.
Para além disso, pode ser também a preposição de seguida do advérbio mais:
    Ele falou de mais dois assuntos.Demais é um advérbio que significa «além disso»:
    Decidi não ir ver o filme; demais, as críticas era fracas.
Como pronome, significa «outros, outras; restantes»:
    Os demais sentaram-se sem fazer barulho.

"Apesar de a" ou "apesar da"?

apesar da janela estar fechada, está frio ou apesar de a janela estar fechada, está frio?
Nesta frase, a construção correta é apesar de a.
Quando a seguir à locução apesar de se encontra uma forma verbal no infinitivo, não se faz a sua contração com o artigo:
Apesar de a janela estar fechada.
Quando a locução apesar de não está seguida dessa forma verbal, a contração já ocorre:
Apesar da chuva, não fechámos a janela.


"Absti-me" ou abstive-me"?

A forma verbal correta é abstive-me.
O verbo abster conjuga-se como o verbo ter. Assim sendo, tal como se diz eu tive, no pretérito perfeito do indicativo, também se deve dizer eu abstive-me.

"Há" ou "à"?

a – artigo definido singular no feminino
O artigo geralmente acompanha o nome, com o qual concorda em género e número: 
    a casa
    a amizade
    as casas
    as amizades

à – preposição a + artigo definido a; 
     preposição a + pronome demonstrativo a ou aquela
O acento grave [`] indica que houve uma crase, isto é, que se deu a contração ou fusão entre duas vogais iguais numa só. 
Neste caso, o a que é proposição e o a que é artigo:
    Vou à casa do meu amigo. [a + a casa]
Nesta construção, o a que é preposição e o aquela que é pronome demonstrativo:
    Fui àquela loja comprar algo. [a + aquela]

"A fim de" ou "afim de"?

a fim de ou afim de?
A forma correta é a fim de.
A fim de é uma locução prepositiva que significa «com o objetivo de»:
    A fim de proteger dados pessoais.
Afim é um adjetivo que significa «com afinidade; semelhante; próximo»:
    É um caso afim.


Se não ou senão

vou à praia, se não chover ou vou à praia, senão chover?
A forma correta é se não e significa «no caso de não». É constituída pela conjunção condicional se e pelo advérbio de negação não:
   
Se não chover.

Senão 
utiliza-se essencialmente como conjunção, com o significado de «caso contrário; de outro modo»:

Diz-me o que queres senão não posso ajudar


"Chega-se" ou "chegasse"?


Para ver o vídeo, cliquem em.

"Caibo" ou "cabo"?

As duas formas são corretas.
De mais é uma locução adverbial que significa «excessivamente» e «quantidade excessiva; muito; demasiado»:
    Ser bom de mais.
    Comemos de mais.
Para além disso, pode ser também a preposição de seguida do advérbio mais:
    Ele falou de mais dois assuntos.Demais é um advérbio que significa «além disso»:
    Decidi não ir ver o filme; demais, as críticas era fracas.
Como pronome, significa «outros, outras; restantes»:
    Os demais sentaram-se sem fazer barulho.

O famoso verbo "intervir"

Cliquem em para perceber como se conjuga um verbo que é um "valor seguro" para o teste.

"Havia" ou "haviam"?

Cliquem em para ver o vídeo.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Tempos e modos verbais

 Modo: categoria morfológica que permite distinguir a flexão verbal nas formas do indicativo, conjuntivo, imperativo e condicional.

Tempo: categoria morfossintática dos verbos, realizada por flexão. Em português, o tempo verbal permite distinguir os seguintes paradigmas: pretérito mais-que-perfeito, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, presente e futuro.

Assim, temos:

1. Indicativo

Presente: estudo, corro, assumo
Pretérito imperfeito: estudava, corria, assumia
Pretérito perfeito: estudei, corri, assumi
Pretérito-mais-que-perfeito: estudara, correra, assumira
Futuro: estudarei, correrei, assumirei

2. Conjuntivo

Presente: (eu) estude, corra, assuma

Pretérito imperfeito: (eu) estudasse, corresse, assumisse

Futuro:

(eu) estudar
(tu) estudares
(ele/ela/você) estudar
(nós) estudarmos
(vós) estudardes
(eles/elas/vocês) estudarem

(eu) correr
(tu) correres
(ele/ela/você) correr
(nós) corrermos
(vós) correrdes
(eles/elas/vocês) correrem

(eu) assumir
(tu) assumires
(ele/ela/você) assumir
(nós) assumirmos
(vós) assumirdes
(eles/elas/vocês) assumirem

3. Imperativo

Estuda (tu)
Estude (ele/ela/você)
Estudemos (nós)
Estudai (vós)
Estudem (eles/elas/vocês)

Corre (tu)
Corra (ele/ela/você)
Corramos (nós)
Correi (vós)
Corram (eles/elas/vocês)

Assume (tu)
Assuma (ele/ela/você)
Assumamos (nós)
Assumi (vós)
Assumam (eles/elas/vocês)
 
4. Condicional

Amaria, correria, assumiria

Formas não finitas

a. Infinitivo impessoal: estudar, correr, assumir

b. Infinitivo pessoal

 estudar (eu)
 estudares (tu)
estudar (ele/ela/você)
 estudarmos (nós)
 estudardes (vós)
estudarem (eles/elas/vocês)

(eu) correr
(tu) correres
(ele) correr
(nós) corrermos
(vós) correrdes
(eles) correrem

(eu) assumir
(tu) assumires
(ele) assumir
(nós) assumirmos
(vós) assumirdes
(eles) assumirem

c. Gerúndio: estudando, correndo, assumindo

d. Particípio passado: estudado, corrido, assumido

Tempos compostos:

Quando um tempo verbal é formado com recurso ao verbo auxiliar “ter”, é designado de tempo composto.

1. Indicativo composto

Pretérito perfeito composto: tenho estudado, tenho corrido, tenho assumido
Pretérito-mais-que-perfeito composto: tinha estudado, tinha corrido, tinha assumido
Futuro composto: terei estudado, terei corrido, terei assumido


2. Conjuntivo

Pretérito perfeito composto: tenha estudado, tenha corrido, tenha assumido
Pretérito-mais-que-perfeito composto: tivesse estudado, tivesse corrido, tivesse assumido
Futuro composto: tiver estudado, tiver corrido, tiver assumido

3. Condicional

teria estudado, teria corrido, teria assumido

Formas não finitas

a. Infinitivo impessoal composto: estudar, correr, assumir

b. Infinitivo pessoal composto

ter  estudado (eu)
teres estudado (tu)
ter estudado (ele/ela/você)
termos estudado (nós)
terdes estudado (vós)
terem estudado (eles/elas/vocês)

ter  corrido (eu)
teres corrido (tu)
ter corrido (ele/ela/você)
termos corrido (nós)
terdes corrido (vós)
terem corrido (eles/elas/vocês)

ter  assumido (eu)
teres assumido (tu)
ter assumido (ele/ela/você)
termos assumido (nós)
terdes assumido (vós)
terem assumido (eles/elas/vocês)

c. Gerúndio composto: tendo estudado, tendo corrido, tendo assumido


Tempo e modo verbal


O tempo é o tipo de variação que indica o momento em que se realiza a ação, ou seja, basicamente, passado, presente ou futuro.


O modo consiste nas várias formas que o verbo pode assumir para indicar a maneira como a pessoa que se exprime encara a realização da ação:


  • o Indicativo indica que a pessoa encara a acção como real;

  • o Conjuntivo indica que a pessoa encara a acção como possível, eventual, desejável ou, até, duvidosa;

  • o Imperativo serve para exprimir uma ordem;

  • o Condicional indica que a pessoa admite que a realização da acção está dependente de uma condição;
  • e o Infinitivo indica a ação como uma simples ideia.



  • (Em http://www.ciberduvidas.com/, consultado em 21/4/2014)

    Formas verbais finitas e não finitas...

    Finitas: todas as que têm flexão de tempo, pessoa e número (escrevo, escreves, escrevia, escrevi, escreveste, escreverão, etc.). De acordo com o Dicionário Terminológico, podem ocorrer como forma verbal única numa frase simples e admitem variação máxima nas categorias tempo, pessoa e número.
    Não finitas: infinitivo, gerúndio e particípio. De acordo com o Dicionário Terminológico, não ocorrem como forma verbal única numa frase simples e não variam em tempo.



    terça-feira, 15 de outubro de 2013

    O que é obrigatório saber no final do nono ano (5. Gramática)


    4. Explicitar aspetos da fonologia do português.

    1. Identificar processos fonológicos de inserção (prótese, epêntese e paragoge),
    supressão (aférese, síncope e apócope) e alteração de segmentos (redução
    vocálica, assimilação, dissimilação, metátese).

    25. Explicitar aspetos fundamentais da sintaxe do português.

    1. Sistematizar as regras de utilização do pronome pessoal em adjacência verbal
    em todas as situações.
    2. Consolidar o conhecimento de todas as funções sintáticas.
    3. Identificar orações substantivas relativas.
    4. Dividir e classificar orações.


    26. Reconhecer propriedades das palavras e formas de organização do léxico.

    1. Identificar neologismos e arcaísmos.

    Advertência
     
    Não se deixem enganar pela aparente escassez de conteúdos neste domínio no nono ano. Com efeito, estes são apenas os objetivos e descritores de desempenho a lecionar, especificamente, neste ano de escolaridade, pressupondo-se, assim, que os alunos já dominam os conteúdos indicados para os anos anteriores.