Porque os outros não se importam mas tu sim,
Porque eles são egoístas e ambiciosos,
Para alcançarem os seus objetivos,
Porque os outros não são amáveis mas tu sim.
Porque eles são fúteis e insensíveis,
E nunca pensam no semelhante,
Porque eles não são gentis mas tu sim.
Porque os mares te ouvem mas eles não,
Porque tu és a minha deusa e eu teu,
És a luz dos meus dias, o sol que me aquece,
Porque tu me ajudas mas eles não.
Porque és rainha e princesa,
E comandas com sabedoria,
Porque tu és única mas eles não.
Diogo F
Mostrar mensagens com a etiqueta Os nossos poetas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Os nossos poetas. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 20 de junho de 2014
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Um belo fim de tarde de quarta, aqui em Braga
Ciclo “Música & Literatura”: A MÚSICA EM JORGE DE SENA
QUA 29 JAN 19,00h
“Se todas as artes me são necessárias à vida como o ar que respiro, a música ocupou sempre, entre elas, e em relação a mim, um lugar especial”. JORGE DE SENA
Direcção artística: Elisa Lessa | Palestra: Maria do Carmo Mendes | Piano: Daniel Cunha
M6
Direcção artística: Elisa Lessa | Palestra: Maria do Carmo Mendes | Piano: Daniel Cunha
M6
Lido em http://www.theatrocirco.com/agenda/evento.php?id=1154
Jorge de Sena e a música

“La Cathédrale Engloutie”, de Debussy – “Creio que nunca perdoarei o que me fez esta música”- 31/12/64
Ouvindo Canções de Dowland – “Desta música não ouço mais do que a“ – 29/12/1960
Prelúdios e Fugas de J. S. Bach, para Órgão – “Esta conversa harmónica que inventa” – 19/12/1964
Concerto “Brandenburguês” No. 1, em Fá Menor, de J. S. Bach – 4/5/1963
Bach: Variações Goldberg – “A música é só música, eu sei. Não há” – 9/1/1966
Water Music, de Händel – “Sobre o rio descem” – 16/3/1964
Wanda Landowska Tocando Sonatas de Domenico Scarlatti – “Ouço-a tocar estas sonatas” – 7/4/64
Ainda as Sonatas de Doménico Scarlatti, para Cravo – “Nesta percussão tecladamente dedilhada como violas pensativas” – 10/5/1964
“Andante con Variazioni”, em Fá Menor, de Haydn – “Firmemente suave e docemente atenta vai seguindo em variações serenas” – 12/11/63
A Criação, de Haydn – “Felizes estes homens que podiam escrever da Criação” – 8/3/1973
Sonata No. 11, para Piano, K 331, de Mozart – “Sonata sim, mas variações que” – 26/9/1965
Concerto em Ré Menor, para Piano e Orquestra, de Mozart, K 466 – “Finíssima amargura recatada” – 24/2/1964
Mozart: Andante do Trio K 496 – “Esta frase emerge súbita no trio saltitado” – 23/1/73
Fantasias de Mozart, para Tecla – “Entre Haydn e Chopin, aberto para o que um foi” – 18/9/1965“Requiem” de Mozart – “Ouço-te, ó música, subir aguda” – 15/10/1967
Missa Solene, Op. 123, de Beethoven – “Não é solene esta música” – 2/11/1964
Ouvindo o Quarteto Op. 131, de Beethoven – “A música é, diz-se, o indizível” – 10/10/64
Canções de Schubert sobre Textos de Wilhelm Müller – “Eram poemas para o sentimentalismo vácuo” – 20/4/1974Sinfonia Fantástica, de Berlioz – “Programas, poetas, sonhos de ópio” – 23/10/64
Chopin: um Inventário – “Quase sessenta mazurcas; cerca de trinta estudos” – 19/12/66
Ouvindo Poemas de Heine como “Lieder” de Schuman – “Nunca talvez tão grande poesia encontrou sua grande música” – 27/4/64
A Última Música de Liszt para Piano – “Debussy? Scriábine? Bartok?” – 17/3/73
A Morte de Isolda – “Nesta fluidez contínua de um tecido vivo” – 8/3/64
Final da “Valquíria” – “Deuses podiam de um Valhala em chamas” – 4/7/73
Marcha Fúnebre de Siegfried, do “Crepúsculo dos Deuses” – “Na tarde que de névoas se escurece” – 13/1/74
Pobre Brückner – “Monumental, informe, derivante” – 19/11/71
Oitavas, Ouvindo a Primeira Sinfonia de Brahms – “Da música ao sentido, que palavra” – 8/4/63
“Má Vlast”, de Smetana – “Para se amar uma pátria assim, com tal pompa e tal doçura” – 1/10/64
“Boris Godunov” – “O velho honestamente escreve a História” – 8-9/1/72
“Romeu e Julieta”, de Tchaikowsky – “Ele era muito jovem quando imaginou este poema” – 24/5/64
“La Bohème”, de Puccini – “É ‘romântica’, sentimental, mesmo piegas” – 26/7/64
“Principessa di Morte” – “Foi quando Liu se matou para não revelar o nome do príncipe” – 7/8/64“Festas”, de Debussy – “É como se as ruas de Florença se abrissem no espaço” – 6/12/64
“Das Lied von der Erde”, de Mahler – “São versos de poeta chinês. Depois de sabermos” – 8/5/63
Mahler: Sinfonia da Ressurreição – “Ante este ímpeto de sons e de silêncio” – 28/7/67
“Assim Falou Zaratustra”, de Richard Strauss – “Nem o Zaratustra de Zaratustra, nem” – 11/9/65
Final da Segunda Sinfonia de Sibelius – “Se alguma vez clamor pela grandeza” – 27/3/66Erik Satie para Piano – “As notas vêm sós por harmonias” – 9/1/72Ouvindo o “Sócrates” de Satie – “Tão sábio, sereno e calmo” – 8/1/72
Concerto para Orquestra, de Bela Bartok – “Como amargura leve brinca com a morte” – 29/5/64
“Noite Transfigurada”, de Schönberg – “Como tão tensas cordas” – 28/9/64
Concerto de Piano, Op. 42, de Schönberg – “Seria pouco dizer que é o desespero” – 21/10/63A Piaf – “Esta voz que sabia fazer-se canalha e rouca” – 6/10/64“Pot-Pourri” Final – “Chegou e disse: – Caríssimo!” – 29/2
Ouvindo Canções de Dowland – “Desta música não ouço mais do que a“ – 29/12/1960
Prelúdios e Fugas de J. S. Bach, para Órgão – “Esta conversa harmónica que inventa” – 19/12/1964
Concerto “Brandenburguês” No. 1, em Fá Menor, de J. S. Bach – 4/5/1963
Bach: Variações Goldberg – “A música é só música, eu sei. Não há” – 9/1/1966
Water Music, de Händel – “Sobre o rio descem” – 16/3/1964
Wanda Landowska Tocando Sonatas de Domenico Scarlatti – “Ouço-a tocar estas sonatas” – 7/4/64
Ainda as Sonatas de Doménico Scarlatti, para Cravo – “Nesta percussão tecladamente dedilhada como violas pensativas” – 10/5/1964
“Andante con Variazioni”, em Fá Menor, de Haydn – “Firmemente suave e docemente atenta vai seguindo em variações serenas” – 12/11/63
A Criação, de Haydn – “Felizes estes homens que podiam escrever da Criação” – 8/3/1973
Sonata No. 11, para Piano, K 331, de Mozart – “Sonata sim, mas variações que” – 26/9/1965
Concerto em Ré Menor, para Piano e Orquestra, de Mozart, K 466 – “Finíssima amargura recatada” – 24/2/1964
Mozart: Andante do Trio K 496 – “Esta frase emerge súbita no trio saltitado” – 23/1/73
Fantasias de Mozart, para Tecla – “Entre Haydn e Chopin, aberto para o que um foi” – 18/9/1965“Requiem” de Mozart – “Ouço-te, ó música, subir aguda” – 15/10/1967
Missa Solene, Op. 123, de Beethoven – “Não é solene esta música” – 2/11/1964
Ouvindo o Quarteto Op. 131, de Beethoven – “A música é, diz-se, o indizível” – 10/10/64
Canções de Schubert sobre Textos de Wilhelm Müller – “Eram poemas para o sentimentalismo vácuo” – 20/4/1974Sinfonia Fantástica, de Berlioz – “Programas, poetas, sonhos de ópio” – 23/10/64
Chopin: um Inventário – “Quase sessenta mazurcas; cerca de trinta estudos” – 19/12/66
Ouvindo Poemas de Heine como “Lieder” de Schuman – “Nunca talvez tão grande poesia encontrou sua grande música” – 27/4/64
A Última Música de Liszt para Piano – “Debussy? Scriábine? Bartok?” – 17/3/73
A Morte de Isolda – “Nesta fluidez contínua de um tecido vivo” – 8/3/64
Final da “Valquíria” – “Deuses podiam de um Valhala em chamas” – 4/7/73
Marcha Fúnebre de Siegfried, do “Crepúsculo dos Deuses” – “Na tarde que de névoas se escurece” – 13/1/74
Pobre Brückner – “Monumental, informe, derivante” – 19/11/71
Oitavas, Ouvindo a Primeira Sinfonia de Brahms – “Da música ao sentido, que palavra” – 8/4/63
“Má Vlast”, de Smetana – “Para se amar uma pátria assim, com tal pompa e tal doçura” – 1/10/64
“Boris Godunov” – “O velho honestamente escreve a História” – 8-9/1/72
“Romeu e Julieta”, de Tchaikowsky – “Ele era muito jovem quando imaginou este poema” – 24/5/64
“La Bohème”, de Puccini – “É ‘romântica’, sentimental, mesmo piegas” – 26/7/64
“Principessa di Morte” – “Foi quando Liu se matou para não revelar o nome do príncipe” – 7/8/64“Festas”, de Debussy – “É como se as ruas de Florença se abrissem no espaço” – 6/12/64
“Das Lied von der Erde”, de Mahler – “São versos de poeta chinês. Depois de sabermos” – 8/5/63
Mahler: Sinfonia da Ressurreição – “Ante este ímpeto de sons e de silêncio” – 28/7/67
“Assim Falou Zaratustra”, de Richard Strauss – “Nem o Zaratustra de Zaratustra, nem” – 11/9/65
Final da Segunda Sinfonia de Sibelius – “Se alguma vez clamor pela grandeza” – 27/3/66Erik Satie para Piano – “As notas vêm sós por harmonias” – 9/1/72Ouvindo o “Sócrates” de Satie – “Tão sábio, sereno e calmo” – 8/1/72
Concerto para Orquestra, de Bela Bartok – “Como amargura leve brinca com a morte” – 29/5/64
“Noite Transfigurada”, de Schönberg – “Como tão tensas cordas” – 28/9/64
Concerto de Piano, Op. 42, de Schönberg – “Seria pouco dizer que é o desespero” – 21/10/63A Piaf – “Esta voz que sabia fazer-se canalha e rouca” – 6/10/64“Pot-Pourri” Final – “Chegou e disse: – Caríssimo!” – 29/2
Fonte (texto e imagem): http://www.lerjorgedesena.letras.ufrj.br/obra/poesia-obras/indices-da-poesia-de-jorge-de-sena-viii-arte-de-musica-1968/
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Receita para um Bom Ano Novo
Para fazer a receita
É necessário suor e dedicação,
Mas para que saia perfeita
É preciso um ano de preparação.
Os ingredientes não se encontram
Em qualquer instalação,
Pois tem de os procurar
No fundo do seu coração.
Se os seus sonhos
Pretende realizar,
Durante todo o ano
Vai ter de trabalhar.
Se acreditar num ano de mudança
E também cheio de magia
Junte um pouco de esperança,
E uma pitada de alegria.
E para que um bom ano ganhe
Misture paz e amor,
Sirva com passas e champanhe,
E saboreie o seu sabor.
Para fazer esta receita
Não precisa de ser cozinheiro,
Ela ficará sempre bem feita,
Mesmo com pouco dinheiro.
Receita da felicidade
Comece por selecionar ingredientes
De primeira qualidade.
Use a peneira
De modo a guardar os amigos verdadeiros,
Rejeitando os amigos inconsistentes.
De seguida tempere
Com uma pitada de bom humor.
Misture tudo levemente,
De modo a fazer de cada dia uma festa.
Leve então a lume brando,
Até obter um amor suave.
Dê agasalho aos deserdados da sorte
E o ombro à mágoa alheia,
Enxugando a lágrima desesperada.
Salpique com ternura perfumada
E sirva em taças cristalinas de alegria.
Esta é a receita tradicional,
E verá que os convidados o rodearão
De bem-querer e que nunca
Receita de Ano Novo
Para esta receita só é preciso:
uma pitada de boa disposição,
e outra de compreensão.
Uma colher de sopa de alegria,
e outra de coragem,
para passar o dia
com grande camaradagem.
Não é preciso pensar
que do último dia do ano para o
primeiro
tudo vai mudar,
e que já não vai haver mais nevoeiro,
mas sim só claridade
e felicidade.
Em vez de pedires desejos,
faz melhor e sê melhor.
Não queiras ser como os caranguejos,
andar para trás não é o teu lema.
Sê dono da tua vida,
e não estejas preso no mesmo dilema,
segue em frente e faz o teu poema.
Derrete em banho-maria
as resoluções que não vais cumprir.
Se é para fingir,
ninguém conseguiria.
Desfruta todos os momentos
e visita todos os monumentos.
Como lição
ouve o teu coração.
E lembra-te que nenhum ato de
mansidão,
por mais pequeno que seja,
é um desperdício.
Por fim, retira o excesso de
hipocrisia,
e polvilha com realização.
Serve a sobremesa fria,
e essa será a solução.
Sugestão do "chef"
Não se esqueça de pegar
Numa ou duas colheres do saber
viver
Do aprender a amar,
E o sabor apenas deixe absorver.
Coloque uma mistura de
sentimentos,
Nuns renovados 365 dias,
Tudo isto em porções a seu gosto,
Para que não o leve ao desgosto.
Com cicatrizes por incorporar,
De tempos já passados,
Se quer um ano homogéneo,
Esforce-se para que este, de boa
vontade, seja tomado.
Filipe
domingo, 5 de janeiro de 2014
TPC para este fim de semana
Tendo em conta o poema "Receita de Ano Novo" de Carlos Drummond de Andrade, e ainda o poema de Reinaldo Ferreira abaixo transcrito, elabora uma receita criativa para o próximo ano novo. O texto tanto pode ser em prosa como em verso, mas deve ser estruturado de acordo com os elementos próprios do texto instrucional: título, ingredientes, modo de preparação.
Datas de entrega: 9ºB - 13/1/2014; 9º A e C - 14/1/2014
Formato: folha à parte ou - melhor ainda - mensagem eletrónica.
Receita para fazer um herói
Tome-se um homem,
Feito de nada, como nós,
E em tamanho natural.
Embeba-se-lhe a carne,
Lentamente,
Duma certeza aguda, irracional,
Intensa como o ódio ou como a fome,
Depois, perto do fim,
Levanta-se um pendão,
E toque-se um clarim...
Serve-se morto.
(Reinaldo Ferreira in Poemas)
Votos de um bom ano com Drummond e Ravel
«Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.»
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.»
Nótulas sobre Carlos Drummond de Andrade
1. A propósito de "Poema das sete faces":
Chico Buarque inspira-se em Carlos Drummond de Andrade
http://www.youtube.com/watch?v=GSe8csRcB64
2. A propósito de "No meio do caminho":
Nota final do Autor da Antologia Poética
3. No final da canção "Na flor da idade", Chico Buarque recorre, novamente, à intertextualidade ("Quadrilha"):
Chico Buarque inspira-se em Carlos Drummond de Andrade
http://www.youtube.com/watch?v=GSe8csRcB64
2. A propósito de "No meio do caminho":
Nota final do Autor da Antologia Poética
"Fui muito criticado e ridicularizado quando jovem. O meu poema «No meio do caminho», composto de dez versos, repete de propósito sete vezes as palavras «tinha» e «pedra», e seis vezes as palavras «meio» e «caminho». Isto foi julgado escandaloso; hoje o poema está traduzido em 17 línguas, e me diverti publicando um livro de 194 páginas contendo as descomposturas mais indignadas contra ele, e também os elogios mais entusiásticos. Achavam-me idiota ou palhaço (...)"
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Manuel António Pina e o meu remorso
Se há coisa de que tenho remorsos é de, a seu tempo, não vos ter falado do grande cronista que foi Manuel António Pina. Embora o considere um poeta incontornável, apreciei muitíssimo, por muitas e variadas razões, as suas crónicas. De tal forma que tenho aqui em casa o volume "Por outras palavras & outras crónicas de jornal". Aproveito a circunstância de ter nascido num dia 18 de novembro para me redimir, para lembrá-lo, e para reler um dos seus poemas:
Amor como em
casa
«Regresso
devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor
,
e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor
como em casa.»
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor

(Texto
recolhido em http://www.blogclubedeleitores.com, imagem
retirada de http://4.bp.blogspot.com)
Subscrever:
Mensagens (Atom)
