Os
musicais, óperas e as peças de teatro são sempre espetáculos memoráveis de se
ver e de ouvir. No entanto, o espetáculo poderá tornar-se um verdadeiro
desastre se o público não entender o que está a ser dito ou cantado, pelos
atores, daí que a escolha da língua seja muito importante.
Para
uma boa escolha da língua, esta deve ser feita consoante o país em que é
exibida. Mas, pode ser exibida em vários países? Sim, nesse caso, existem duas escolhas possíveis. Se o espetáculo
exibido for uma peça, que ficou conhecido ao ser exibido num determinado local,
a língua deve manter-se para que a magia do espetáculo seja preservada. Por
outro lado, se o espetáculo for criado para ser exibido logo à partida por todo
o mundo deverá ser escrito na língua universal da época (como por exemplo: o
latim, na antiguidade e o inglês nos dias de hoje).
A língua pode também pode ser escolhida em relação ao universo
a que se pretende atingir, ou seja, se a peça é apenas direcionada para o
público de um determinado país, a língua pode e deve, evidentemente, ser desse
mesmo país. Por oposição, se o autor quer escrever para ser representado,
primeiramente, no seu país, mas tem a ambição de que esta seja representada por
todo o mundo, terá de criar uma versão na língua do país onde irá começar e uma
versão na língua universal da época. Por outro lado, poderá também criar apenas
uma versão na língua universal de forma a facilitar a sua internacionalização. Quando
se trata de uma ópera é importante manter a língua base, pois a métrica das
palavras tem de coincidir com a música escrita na época, nos outros casos,
teatros, teatros de revista e outros, deve-se manter uma língua original.
O público-alvo é um dos fatores que influencia a escolha
da língua, pois até agora só foram abordados os aspetos anteriores, pensando numa
audiência com idades entre 20 e os 55 anos, que respeita a um estrato da
sociedade com conhecimentos ao nível das línguas. Quando falamos de crianças com
menos de 10 anos, estamos a “atingir” um público que tem poucos conhecimentos
ao nível das línguas estrangeiras, a língua tem de ser a sua língua materna e
com um vocabulário simples. Como irão estes espetáculos tornar-se
internacionais? Para que isso seja possível, é necessária a tradução do texto,
mas mantendo a mensagem que se quer passar. E isso não se pode realizar nas
outras obras porquê? Nas outras obras o vocabulário é mais elaborado e muitas
vezes contém expressões típicas de cada país e, ao tentarmos traduzir muitas
destas palavras e expressões, muda-se o seu significado. No caso das óperas e
musicais, quando estes são elaborados altera-se também a música, perdendo assim a
magia.
Quando escrevemos uma obra temos sempre de pensar em várias
coisas, como o público-alvo e o universo que se pretende “atingir”, para que a
obra não seja uma “fachada” ou uma “seca”, pois as pessoas podem não perceber as
palavras, uma vez que nas óperas, teatros e musicais não existem legendas nem discos
auditivos com as traduções, logo a língua desempenha um fator muito importante.
Teresa
N.B. O tema da composição não foi o inicialmente proposto.
N.B. O tema da composição não foi o inicialmente proposto.