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domingo, 23 de fevereiro de 2014

TPC

Caros alunos:

Relembro que os textos de opinião (modelo tese/antítese/síntese) devem ser enviados para o Centro de escrita (clicam em http://centrodeescrita.weebly.com/ e inscrevem-se). Bom fim de semana.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Revisão da conjugação verbal I

Ficha 48

1. achas/achaste; disse; pôr
2. interesse; informaram; sobe/subirá/ vai subir
3. Siga/Sigam; fume/fumem; abuse/abusem
4. supuseram; se encontrava; regressaram
5. esperávamos; se zangasse; compreendesse
6. venham/viessem; tragam/trouxessem; gosta/gostava/gostaria
7. se chama/ se chamava; jogou; ganhou
8. te preocupes; estejas; tens
9. precisarem; devem; ajuda/ajudará
10. saí; me lembrei; ser desligado
11. cheguemos; apanhar; para
12. tivesse ocorrido; estivesse a dormir; haveria/teria havido
13. mudou; conhece; ser entregue
14. esquecerei; passámos; fui recebido
15. foram salvos; se dirigiu; ouviu
16. Interrompendo; originou; aplaudiu
17. se esforçarem; alcançaram; lhes permitem
18. prefiro; me importo; (seja) representada
19. Vai; pede; empreste
20. vivêssemos; sonhávamos; ia correr/correria
21. falir/falisse; deixam/deixariam/deixavam; forem pagas/fossem pagas
22. foi atropelado; conduzindo; se despistou
23. sei; contribuíram; fosse
24. julguem; tomámos; voltamos/voltaremos
25. darão; participarem; será oferecida
26. Aconteça; recusamo-nos; discordamos
27. repito; quiser; se instale
28. debatem-se/debateram-se; conseguem/conseguiriam; contarem/contassem
29. creio; sinta; mandou
30. puderes; lava; deseja-lhe

domingo, 5 de janeiro de 2014

TPC para este fim de semana

Tendo em conta o poema "Receita de Ano Novo" de Carlos Drummond de Andrade, e ainda o poema de Reinaldo Ferreira abaixo transcrito, elabora uma receita criativa para o próximo ano novo. O texto tanto pode ser em prosa como em verso, mas deve ser estruturado de acordo com os elementos próprios do texto instrucional: título, ingredientes, modo de preparação.
 
Datas de entrega: 9ºB - 13/1/2014; 9º A e C - 14/1/2014
Formato: folha à parte ou - melhor ainda - mensagem eletrónica.

Receita para fazer um herói

Tome-se um homem,
Feito de nada, como nós,
E em tamanho natural.
Embeba-se-lhe a carne,
Lentamente,
Duma certeza aguda, irracional,
Intensa como o ódio ou como a fome,

Depois, perto do fim,
Levanta-se um pendão,
E toque-se um clarim...

Serve-se morto.

(Reinaldo Ferreira in Poemas)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Pontuação (duas alternativas)


«Em pequeno sonhava muitas vezes que voava. Era assim: estava muito bem com as pessoas, no quintal ou na sala, e nisto desinteressava-me da conversa

(as pessoas falavam sempre nos meus sonhos)

voltava-lhes as costas, dava um pulinho, abria os braços e principiava a flutuar. O sonho tornava-se tão real que ainda hoje me lembro da nitidez das coisas vistas de cima: a casa, as árvores, as outras casas, a rua, a família a jogar canasta sob um guarda-sol, o caramanchão do lago, e eu para aqui e para ali como uma folha de bétula no Outono. Só não me recordo de como esses sonhos acabavam. Depois devo ter crescido muito depressa porque, durante anos, não tornei a voar, e os meus sonhos ficaram escuros de um desespero triste, deixando-me por algum tempo, já desperto, numa indagação sem paz. Foi na época em que começava a barbear-me e me admirava de possuir cabelo loiro e uns pelitos pretos na cara. Uma ocasião li num livro que D. João de Castro, ao ver um homem de cabelo preto e barba branca, comentou que ele pensava mais com o queixo do que com a cabeça. Esta frase acompanhou-me algum tempo e até hoje julgava ter-me esquecido dela. Existe tanta coisa que cuidava esquecida e que, de súbito, me regressa à ideia. O pai da minha mãe, por exemplo, a ler o jornal na varanda de Nelas.»

 

Em pequeno sonhava muitas vezes que voava. Era assim: estava muito bem com as pessoas, no quintal ou na sala e, nisto, desinteressava-me da conversa.

(as pessoas falavam sempre nos meus sonhos)

Voltava-lhes as costas, dava um pulinho, abria os braços e principiava a flutuar. O sonho tornava-se tão real, que ainda hoje me lembro da nitidez das coisas vistas de cima: a casa, as árvores, as outras casas, a rua, a família a jogar canasta sob um guarda-sol, o caramanchão do lago, e eu para aqui e para ali, como uma folha de bétula no Outono. Só não me recordo de como esses sonhos acabavam. Depois devo ter crescido muito depressa porque, durante anos, não tornei a voar, e os meus sonhos ficaram escuros de um desespero triste, deixando-me por algum tempo, já desperto, numa indagação sem paz. Foi na época em que começava a barbear-me e me admirava de possuir cabelo loiro e uns pelitos pretos na cara. Uma ocasião li num livro que D. João de Castro, ao ver um homem de cabelo preto e barba branca, comentou que ele pensava mais com o queixo do que com a cabeça. Esta frase acompanhou-me algum tempo e, até hoje, julgava ter-me esquecido dela. Existe tanta coisa que cuidava esquecida e que, de súbito, me regressa à ideia O pai da minha mãe, por exemplo, a ler o jornal na varanda de Nelas.