terça-feira, 15 de outubro de 2013

O que é obrigatório saber no final do nono ano (4. Educação Literária)

 20. Ler e interpretar textos literários.

1. Ler textos literários, portugueses e estrangeiros, de diferentes épocas e de
géneros diversos.
2. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência,
justificando.
3. Reconhecer e caracterizar elementos constitutivos da narrativa (estrutura; ação
e episódios; personagens, narrador da 1.ª e 3.ª pessoa; contextos espacial e
temporal).
4. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
5. Reconhecer a forma como o texto está estruturado, atribuindo títulos a partes e
a subpartes.
6. Identificar processos da construção ficcional relativos à ordem cronológica dos
factos narrados e à sua ordenação na narrativa.


7. Identificar e reconhecer o valor dos recursos expressivos já estudados e, ainda,
dos seguintes: anáfora, símbolo, alegoria e sinédoque.

8. Reconhecer e caracterizar textos de diferentes géneros (epopeia, romance,
conto, crónica, soneto, texto dramático).

 
21. Apreciar textos literários.

1. Ler textos literários, portugueses e estrangeiros, de géneros variados.
2. Reconhecer os valores culturais, éticos, estéticos, políticos e religiosos
manifestados nos textos.
3. Expressar, oralmente e por escrito, e de forma fundamentada, pontos de vista e
apreciações críticas suscitados pelos textos lidos.
4. Escrever um pequeno comentário crítico (cerca de 140 palavras) a um texto
lido.


22. Situar obras literárias em função de grandes marcos históricos e culturais.

1. Reconhecer relações que as obras estabelecem com o contexto social, histórico
e cultural no qual foram escritas.
2. Comparar ideias e valores expressos em diferentes textos de autores
contemporâneos com os de textos de outras épocas e culturas.
3. Valorizar uma obra enquanto objeto simbólico, no plano do imaginário
individual e coletivo.

23. Ler e escrever para fruição estética.

1. Ler por iniciativa e gosto pessoal, aumentando progressivamente a extensão e
complexidade dos textos selecionados.
2. Mobilizar a reflexão sobre textos literários e sobre as suas especificidades, para
escrever textos variados, por iniciativa e gosto pessoal, de forma autónoma e
fluente.

O que é obrigatório saber no final do nono ano (3. Escrita)

13. Planificar a escrita de textos.

1. Consolidar os procedimentos de planificação de texto já adquiridos.

14. Redigir textos com coerência e correção linguística.

1. Ordenar e hierarquizar a informação, tendo em vista a continuidade de sentido,
a progressão temática e a coerência global do texto.
2. Dar ao texto a estrutura e o formato adequados, respeitando convenções
tipológicas e (orto)gráficas estabelecidas.
3. Adequar os textos a públicos e finalidades comunicativas diferenciados.
4. Diversificar o vocabulário e as estruturas sintáticas utilizadas nos textos.
5. Consolidar as regras de uso de sinais de pontuação para delimitar constituintes
de frase e para veicular valores discursivos.
6. Respeitar os princípios do trabalho intelectual: produção de bibliografia.
7. Utilizar, com progressiva autonomia, estratégias de revisão e aperfeiçoamento
de texto, no decurso da redação.
8. Utilizar com critério as potencialidades das tecnologias da informação e
comunicação na produção, na revisão e na edição de texto.

15. Escrever para expressar conhecimentos.

1. Responder por escrito, de forma completa, a questões sobre um texto.
2. Responder com eficácia e correção a instruções de trabalho, detetando
rigorosamente o foco da pergunta.
3. Elaborar planos, resumos e sínteses de textos expositivos e argumentativos.

16. Escrever textos expositivos.

1. Escrever textos expositivos sobre questões objetivas propostas pelo professor,
respeitando:
a) o predomínio da função informativa documentada;
b) a estrutura interna: introdução ao tema; desenvolvimento expositivo,
sequencialmente encadeado e corroborado por evidências; conclusão;

c) o raciocínio lógico;
d) o uso predominante da frase declarativa.

17. Escrever textos argumentativos.

1. Escrever textos argumentativos com a tomada de uma posição; a apresentação
de razões que a justifiquem, com argumentos que diminuam a força das ideias
contrárias; e uma conclusão coerente.
2. Escrever textos de argumentação contrária a outros propostos pelo professor.
 
18. Escrever textos diversos.

1. Fazer um guião para uma dramatização ou filme.
2. Escrever comentários subordinados a tópicos fornecidos.


19. Rever os textos escritos.

1. Reformular o texto de forma adequada, mobilizando os conhecimentos de
revisão de texto já adquiridos.

O que é obrigatório saber no final do nono ano (2. Leitura)

7. Ler em voz alta.

1. Ler expressivamente em voz alta textos variados, após preparação da leitura.

8. Ler textos diversos.

1. Ler textos narrativos, textos expositivos, textos de opinião, textos
argumentativos, textos científicos, críticas, recensões de livros, comentários,
entrevistas.


9. Interpretar textos de diferentes tipologias e graus de complexidade.

1. Reconhecer e usar em contexto vocábulos clássicos, léxico especializado e
vocabulário diferenciado da esfera da escrita.
2. Explicitar temas e ideias principais, justificando.
3. Identificar pontos de vista e universos de referência, justificando.
4. Reconhecer a forma como o texto está estruturado, atribuindo títulos a partes e
subpartes.
5. Analisar relações intratextuais: semelhança, oposição, parte – todo, causa –
consequência, genérico – específico.
6. Relacionar a estruturação do texto com a construção da significação e com a
intenção do autor.
7. Explicitar o sentido global do texto, justificando.

10. Utilizar procedimentos adequados à organização e tratamento da informação.

1. Identificar ideias-chave.
2. Organizar em tópicos a informação do texto.


11. Ler para apreciar textos variados.

1. Expressar, de forma fundamentada e sustentada, pontos de vista e apreciações
críticas suscitados pelos textos lidos em diferentes suportes.
2. Reconhecer o papel de diferentes suportes (papel, digital, visual) e espaços de
circulação (jornal, internet…) na estruturação e receção dos textos.

12. Reconhecer a variação da língua.

1. Identificar, em textos escritos, a variação nos planos fonológico, lexical, e
sintático.
2. Distinguir contextos históricos e geográficos em que ocorrem diferentes
variedades do português.

O que é obrigatório saber no final do nono ano (1. oralidade)

1. Interpretar discursos orais com diferentes graus de formalidade e complexidade.
1. Identificar o tema e explicitar o assunto.
2. Identificar os tópicos.
3. Distinguir informação objetiva e informação subjetiva.
4. Manifestar ideias e pontos de vista pertinentes relativamente aos discursos
ouvidos.


2. Consolidar processos de registo e tratamento de informação.

1. Identificar ideias-chave.
2. Reproduzir o material ouvido recorrendo à síntese.


3. Participar oportuna e construtivamente em situações de interação oral.

1. Retomar, precisar ou resumir ideias, para facilitar a interação.
2. Estabelecer relações com outros conhecimentos.
3. Debater e justificar ideias e opiniões.
4. Considerar pontos de vista contrários e reformular posições.

4. Produzir textos orais corretos, usando vocabulário e estruturas gramaticais
diversificados e recorrendo a mecanismos de organização e de coesão discursiva
.

1. Planificar o texto oral a apresentar, elaborando tópicos a seguir na
apresentação.


2. Utilizar informação pertinente, mobilizando conhecimentos pessoais ou dados
obtidos em diferentes fontes, citando-as.

4. Usar a palavra com fluência e correção, utilizando recursos verbais e não
verbais com um grau de complexidade adequado ao tema e às situações de
comunicação.
5. Diversificar o vocabulário e as estruturas utilizadas no discurso.
6. Utilizar ferramentas tecnológicas com adequação e pertinência como suporte
adequado de intervenções orais.

5. Produzir textos orais (5 minutos) de diferentes tipos e com diferentes finalidades.

1. Fazer a apresentação oral de um tema, justificando pontos de vista.
2. Argumentar, no sentido de persuadir os interlocutores.
3. Fazer apreciações críticas.
 
6. Reconhecer a variação da língua.

1. Identificar, em textos orais, a variação nos planos fonológico, lexical e
sintático.
2. Distinguir contextos geográficos em que ocorrem diferentes variedades do
português.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Pontuação (duas alternativas)


«Em pequeno sonhava muitas vezes que voava. Era assim: estava muito bem com as pessoas, no quintal ou na sala, e nisto desinteressava-me da conversa

(as pessoas falavam sempre nos meus sonhos)

voltava-lhes as costas, dava um pulinho, abria os braços e principiava a flutuar. O sonho tornava-se tão real que ainda hoje me lembro da nitidez das coisas vistas de cima: a casa, as árvores, as outras casas, a rua, a família a jogar canasta sob um guarda-sol, o caramanchão do lago, e eu para aqui e para ali como uma folha de bétula no Outono. Só não me recordo de como esses sonhos acabavam. Depois devo ter crescido muito depressa porque, durante anos, não tornei a voar, e os meus sonhos ficaram escuros de um desespero triste, deixando-me por algum tempo, já desperto, numa indagação sem paz. Foi na época em que começava a barbear-me e me admirava de possuir cabelo loiro e uns pelitos pretos na cara. Uma ocasião li num livro que D. João de Castro, ao ver um homem de cabelo preto e barba branca, comentou que ele pensava mais com o queixo do que com a cabeça. Esta frase acompanhou-me algum tempo e até hoje julgava ter-me esquecido dela. Existe tanta coisa que cuidava esquecida e que, de súbito, me regressa à ideia. O pai da minha mãe, por exemplo, a ler o jornal na varanda de Nelas.»

 

Em pequeno sonhava muitas vezes que voava. Era assim: estava muito bem com as pessoas, no quintal ou na sala e, nisto, desinteressava-me da conversa.

(as pessoas falavam sempre nos meus sonhos)

Voltava-lhes as costas, dava um pulinho, abria os braços e principiava a flutuar. O sonho tornava-se tão real, que ainda hoje me lembro da nitidez das coisas vistas de cima: a casa, as árvores, as outras casas, a rua, a família a jogar canasta sob um guarda-sol, o caramanchão do lago, e eu para aqui e para ali, como uma folha de bétula no Outono. Só não me recordo de como esses sonhos acabavam. Depois devo ter crescido muito depressa porque, durante anos, não tornei a voar, e os meus sonhos ficaram escuros de um desespero triste, deixando-me por algum tempo, já desperto, numa indagação sem paz. Foi na época em que começava a barbear-me e me admirava de possuir cabelo loiro e uns pelitos pretos na cara. Uma ocasião li num livro que D. João de Castro, ao ver um homem de cabelo preto e barba branca, comentou que ele pensava mais com o queixo do que com a cabeça. Esta frase acompanhou-me algum tempo e, até hoje, julgava ter-me esquecido dela. Existe tanta coisa que cuidava esquecida e que, de súbito, me regressa à ideia O pai da minha mãe, por exemplo, a ler o jornal na varanda de Nelas.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Testes de avaliação

Datas previstas

A 25 de outubro
B 24 de outubro
C 24 de outubro

A 6 de dezembro
B 2 de dezembro
C 5 de dezembro

Teste intermédio: 6 de fevereiro

A 28 de março
B 20 de março
C 20 de março

A 23 de maio
B 19 de maio
C 22 de maio