quarta-feira, 6 de novembro de 2013

TPC: texto expositivo


O Fidalgo, acompanhado de um pajem, que lhe trouxera uma cadeira, encontra-se com o Anjo no cais de embarque.
Nesse encontro, o Nobre pede ao Anjo para embarcar, devido ao seu estatuto social. Este, por sua vez, nega o pedido, usando como argumentos o facto de ele ter sido presunçoso e tirano.
Devido ao comportamento em vida, o Fidalgo é condenado a embarcar na barca do Diabo. Com tal, podemos concluir que o Anjo critica a classe social que o Fidalgo representa, a nobreza.
Pedro & Pedro, 9ºB

terça-feira, 5 de novembro de 2013

À espera, à espera

Caros alunos:

Estive a selecionar alguns trabalhos de entre os muitos que tenho corrigido nos últimos tempos e constatei que - exceção feita ao Ricardo, que escreveu um bom texto que ainda não reenviei - há muitos alunos que nunca me chegaram a mandar as suas composições. E outros tantos que já receberam as sugestões de correção, mas que não me remeteram a versão final. Ainda que, por diversas razões, não possa eleger todos os textos para esta campanha em particular, lamento as limitações na escolha.
 
 

Desafio interessante n.º 1: "7 dias, 7 dicas sobre os media"

Este desafio foi-nos enviado pela professora bibliotecária. Trata-se de uma iniciativa conjunta do Gabinete para os Meios de Comunicação Social, da Rede de Bibliotecas Escolares e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Intitulada "7 dias, 7 dicas sobre os media", tem como objetivo "(...) fomentar o uso crítico e criativo dos media, uma utilização mais segura da Internet e o respeito pelos direitos de autor, bem como estimular  [todos os agentes educativos para a] Educação para os Media. O regulamento está disponível em http://www.rbe.min-edu.pt/np4/802.html. Concorram!
 
 
Querem um conselho? Façam-no com música.

Lista negra dos TPC

9ºA: alunos números 2, 4, 5, 7, 8, 9 (falta parcial), 10, 11, 12, 13, 15, 16,17, 19 (falta parcial), 20 (falta parcial) e 21.

9ºB: alunos números 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 17, 19, 20 e 22.

9ºC: alunos números 2, 4, 5, 7, 8 (ausente), 9, 10, 12, 14, 15 (falta parcial), 16, 18, 19  e 22.

Trabalho de grupo


   Todos se esqueceram do sorriso. Os telemóveis são smartphones, mas as emoções não se tornaram assim tão smarts. Os “olás” foram esquecidos, os carinhos perdidos, e o amor desapareceu do mapa. Só a radio vai permanecendo, e lá vai tentando tirar-nos a preguiça das nove horas da manhã num dia de trabalho. Todas as classes sociais, etárias; todos os estilos, todas as modas; todos se rendem ao poder de um simples gesto facial que o locutor lhes sugere: um sorriso.

   O povo brasileiro, conhecido pela sua alegria, é afinal uma gente cinzenta e sisuda. Mas, quando a inspiração é despertada, toda a dança  aparece nas caras, e os corpos sambam a sorrir.

   Mas, e depois? Após uns meros segundos voltamos ao trabalho. Voltamos à cor baça, voltamos à monotonia, voltamos à rotina das nossas vidas sem cor. Esquecemos aquele terno momento matinal que trocamos por papéis, impressoras e faxes aborrecidos.

   Mas, e se...toda aquela amabilidade permanecesse para o resto do dia? E se o sorriso não desaparecesse das faces? E se o abraço se tornasse um hábito, e o beijo deixasse de ser tabu? E se a felicidade fosse uma rotina? Diz-se que o bater das asas de uma borboleta pode provocar um tornado, logo, porque não pode um gesto afável mudar  rumo de alguém?

   A conclusão que retiramos deste vídeo, é que S. Paulo se calou e sorriu, e na “cidade que nunca dorme”, a aventura de olhar para o condutor do lado na estrada e sorrir fez os paulistas render-se aos seus próprios afetos.

 
Inês, Inês, José e Leonardo
Texto sujeito a alterações

sábado, 2 de novembro de 2013

Carta de náufrago

Caro Joel,



Imagino que te tenhas perguntado inúmeras vezes o porquê de eu nunca mais te ter ligado ou mandado uma mensagem depois da minha viagem com a "Libraria Naval", mas a verdade é que esta naufragou!
Durante a nossa aproximação às Bermudas constatámos a aparição de uma leve brisa, um pouco mais pesada do que as leves brisas a que estávamos habituados. Achámos normal, algo vulgar para qualquer marinheiro experiente. Mas, algumas horas depois, esta leve, mas pesada, brisa, acabou por se transformar num vento que, apesar de frio, veio acabar com todos os longos dias de calor e sol abrasador que tanto me angustiaram. Finalmente, este vento intensificou-se e metamorfoseou-se numa poderosa e avassaladora ventania que virou o navio e acabou por o afundar. Pensa bem; a "Libraria Naval", a coletânea de todos os livros até agora escritos, afundada! O maior tesouro de toda a humanidade no fundo do mar!


Consegui nadar até aqui, até esta pequena ilha no meio de sabe-se lá onde. Todo o cansaço e fadiga até agora acumulados, devidos a extensas horas de trabalho e, apesar de todos os meus esforços, apenas fui capaz, infelizmente, de recuperar meia dúzia de livros, entre eles, ironicamente, o “Como Sobreviver a um Naufrágio."
Espero que leias esta mensagem e que venhas o mais rapidamente possível resgatar-me, seja lá onde eu estiver.
 
                                                        Calorosamente, um amigo

José, 9º A

(Texto com ligeiras alterações)

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O poder da poesia

Reza a lenda da minha imaginação que, todas as noites de lua cheia, em pleno alto mar, cerca de seis sereias sobem à superfície e cantam um poema, de forma que quaisquer marinheiros que nessa noite andassem a navegar, seriam seduzidos com aqueles poemas maravilhosos.
Uma vez, um marinheiro chamado Gilberto apostou com os seis companheiros que conseguiria resistir ao canto de um poema por uma sereia.

Gilberto era um homem musculado, bonito, moreno, e qualquer mulher se apaixonava por ele, mas a verdade é que ele já era comprometido, era um homem de família que lhe dedicava todo o seu tempo livre. Tinha três filhos: uma menina chamada Catarina Maria, com três anos, o João, que tinha seis anos, e o Joel, o mais parecido com o pai, que tinha onze anos.

Era uma família feliz, apesar de viverem numa casa em madeira, fria, sem televisão (como hoje em dia muita gente diz ser indispensável à sua vida), não tinha água canalizada e os seus únicos alimentos eram produzidos na sua pequena quinta, pela sua mulher.

Mas, voltando à aposta, Gilberto só a aceitara porque, se conseguisse ganhar a aposta, ganhava muito dinheiro, e, tendo uma vida pobre, queria que os seus filhos pudessem ir à escola e tivessem melhores condições de vida.

Despediu-se da mulher e dos seus preciosos “rebentos” com um simples:

- Amo-vos!

E seguiu caminho.

Gilberto ia num barco pequenino na Noite de Lua Cheia. A noite estava calma, mas quando chegou a meia noite, subiram seis sereias à superfície e proferiram um poema maravilhoso de Luís de Camões. Gilberto insistiu para que parassem, pois estava a perder o controlo. Até que caiu na água.

Foi levado pelas seis sereias e mais nada se soube dele.
Filipa (9ºB)
Texto com algumas alterações