sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Desafio interessante N.º 2

Um desafio que nos chega de aqui bem perto, uma parceria entre a Rede de Bibliotecas de Braga e o Parque de Exposições. Os concorrentes deverão escrever um texto narrativo, com o mínimo de uma página e o máximo de quatro, em torno da seguinte citação do Padre António Vieira: "[…] o livro é um mudo que fala, um surdo que responde; um cego que guia; um morto que vive; e não tendo acção em si mesmo, move os ânimos, e causa grandes efeitos." In “Sermão de Nossa Senhora de Penha de França”. O escalão em que podem concorrer é o 3º, que se destina a alunos do 3º ciclo. Como a data limite de entrega de trabalhos é o dia 22 de novembro, devem começar desde já a escrever/teclar. O regulamento do concurso pode ser consultado na nossa Bibloteca.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Na companhia da poesia


 
A dona Albertina, uma senhora idosa e já reformada, vivia sozinha no seu casarão de três andares. Passava o dia inteiro sentada na sua cadeira de baloiço a costurar camisolas de lã. Saía de casa geralmente uma ou duas vezes por semana para comprar comida para os três gatos que lhe faziam companhia. Andava um bocado até chegar à paragem de autocarros, e sentava-se, curvando a cabeça para baixo, sem dirigir a palavra a ninguém. Esperava incansavelmente que o autocarro chegasse, sempre sem se mexer, como se fosse uma estátua. Quando o autocarro finalmente parava em frente à paragem, ela entrava, e novamente, sem dizer nada a ninguém, sentava-se. Quando chegava à sua paragem, saía. Ia até ao supermercado, pegava na comida, colocava-a num cesto e transportava-a até à caixa de pagamento. Quando lhe diziam o preço, ela estendia a mão com algumas moedas e entregava-as à pessoa que a atendia, sempre sem sequer olhar para ela. Voltava a casa, dava de comer aos gatos, e sentava-se a costurar. Já tinha esta rotina há muitos anos, desde a morte do marido. Agora que não tinha a sua companhia, ela sentia-se sempre triste e sozinha.
            Certo dia, quando estava sentada no autocarro, foi abordada por uma rapariga nova, nos seus vinte e tal anos, muito bem-disposta e sorridente, com cabelos curtos e loiros e olhos castanhos; era magra e também muito baixinha. Mais baixa até do que a dona Albertina.
            – Costumo vê-la aqui, neste autocarro, sempre que regresso do trabalho – disse a moça – Reparei que nunca costuma falar com ninguém. Está aborrecida com alguma coisa?
            Alguns momentos de silêncio depois, a velhota respondeu:
            – A minha vida já não é o que era. Quando tinha o meu marido comigo, nunca me aborrecia com nada. Ele trazia tanta vida lá para casa!... Agora já não tenho a sua companhia e por isso é que ando sempre assim.
            – Sabe o que devia fazer para passar o dia? Ler. Poesia, por exemplo, é bastante interessante.
            O autocarro chegou à paragem final, a dona Albertina saiu e a conversa ficou-se por ali.
            A princípio não ligou, mas, passadas algumas semanas, estava ela em casa sem nada para fazer, e decidiu pegar num livro de poesia poeirento que tinha por lá. Começou a ler, e nunca mais conseguiu parar. Passava agora o dia na companhia dos seus livros, esquecendo-se até, por vezes, de alimentar os seus gatos. Balançava para a frente e para trás, na sua cadeira, mas agora sorria. Sorria como já não o fazia desde que o seu marido a tinha deixado.

 
Alexandre 9ºB

Texto sujeito a ligeiras alterações

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

TPC: texto expositivo


O Fidalgo, acompanhado de um pajem, que lhe trouxera uma cadeira, encontra-se com o Anjo no cais de embarque.
Nesse encontro, o Nobre pede ao Anjo para embarcar, devido ao seu estatuto social. Este, por sua vez, nega o pedido, usando como argumentos o facto de ele ter sido presunçoso e tirano.
Devido ao comportamento em vida, o Fidalgo é condenado a embarcar na barca do Diabo. Com tal, podemos concluir que o Anjo critica a classe social que o Fidalgo representa, a nobreza.
Pedro & Pedro, 9ºB

terça-feira, 5 de novembro de 2013

À espera, à espera

Caros alunos:

Estive a selecionar alguns trabalhos de entre os muitos que tenho corrigido nos últimos tempos e constatei que - exceção feita ao Ricardo, que escreveu um bom texto que ainda não reenviei - há muitos alunos que nunca me chegaram a mandar as suas composições. E outros tantos que já receberam as sugestões de correção, mas que não me remeteram a versão final. Ainda que, por diversas razões, não possa eleger todos os textos para esta campanha em particular, lamento as limitações na escolha.
 
 

Desafio interessante n.º 1: "7 dias, 7 dicas sobre os media"

Este desafio foi-nos enviado pela professora bibliotecária. Trata-se de uma iniciativa conjunta do Gabinete para os Meios de Comunicação Social, da Rede de Bibliotecas Escolares e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Intitulada "7 dias, 7 dicas sobre os media", tem como objetivo "(...) fomentar o uso crítico e criativo dos media, uma utilização mais segura da Internet e o respeito pelos direitos de autor, bem como estimular  [todos os agentes educativos para a] Educação para os Media. O regulamento está disponível em http://www.rbe.min-edu.pt/np4/802.html. Concorram!
 
 
Querem um conselho? Façam-no com música.

Lista negra dos TPC

9ºA: alunos números 2, 4, 5, 7, 8, 9 (falta parcial), 10, 11, 12, 13, 15, 16,17, 19 (falta parcial), 20 (falta parcial) e 21.

9ºB: alunos números 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 17, 19, 20 e 22.

9ºC: alunos números 2, 4, 5, 7, 8 (ausente), 9, 10, 12, 14, 15 (falta parcial), 16, 18, 19  e 22.

Trabalho de grupo


   Todos se esqueceram do sorriso. Os telemóveis são smartphones, mas as emoções não se tornaram assim tão smarts. Os “olás” foram esquecidos, os carinhos perdidos, e o amor desapareceu do mapa. Só a radio vai permanecendo, e lá vai tentando tirar-nos a preguiça das nove horas da manhã num dia de trabalho. Todas as classes sociais, etárias; todos os estilos, todas as modas; todos se rendem ao poder de um simples gesto facial que o locutor lhes sugere: um sorriso.

   O povo brasileiro, conhecido pela sua alegria, é afinal uma gente cinzenta e sisuda. Mas, quando a inspiração é despertada, toda a dança  aparece nas caras, e os corpos sambam a sorrir.

   Mas, e depois? Após uns meros segundos voltamos ao trabalho. Voltamos à cor baça, voltamos à monotonia, voltamos à rotina das nossas vidas sem cor. Esquecemos aquele terno momento matinal que trocamos por papéis, impressoras e faxes aborrecidos.

   Mas, e se...toda aquela amabilidade permanecesse para o resto do dia? E se o sorriso não desaparecesse das faces? E se o abraço se tornasse um hábito, e o beijo deixasse de ser tabu? E se a felicidade fosse uma rotina? Diz-se que o bater das asas de uma borboleta pode provocar um tornado, logo, porque não pode um gesto afável mudar  rumo de alguém?

   A conclusão que retiramos deste vídeo, é que S. Paulo se calou e sorriu, e na “cidade que nunca dorme”, a aventura de olhar para o condutor do lado na estrada e sorrir fez os paulistas render-se aos seus próprios afetos.

 
Inês, Inês, José e Leonardo
Texto sujeito a alterações