1. Sapateiro: Ana Carolina, Alexandre, João e Joaquim
2. Alcoviteira: Inês S, Filipa, Maria e Nuno
3. Corregedor e Procurador: Inês T, Diogo, Sara
4. Frade: Carolina, Diogo, João Nuno, Mariana S
5. Judeu: Daniel, Isabel, Mariana P
6. Parvo: Carlota, Inês P, Ricardo, Tiago
sábado, 9 de novembro de 2013
Carta de náufrago
Meu caro Gabriel Vaz de Pires,
Na última
sexta-feira, parti numa viagem para a América, com o objetivo de transportar um
tesouro: o tesouro do nosso rei.
Partimos de
manhã cedo e éramos cento e vinte tripulantes, divididos por seis naus. Todas
elas estavam carregadas com um enorme tesouro, composto por várias peças, como
safiras, rubis, diamantes e barras de ouro até perder de vista.
Mal saímos do
porto, formou-se uma tempestade, da qual sairíamos se as naus não estivessem
carregadas com o maior tesouro que eu já vi.
Consegui ver
três naus a serem engolidas pela fúria da água. Penso que as outras duas naus
escaparam, mas não posso confirma,r pois a nau onde me encontrava foi
atingida por uma onda e eu caí ao mar.
Quase me
afoguei, mas tive a grande sorte de encontrar um pedaço de madeira, onde me
agarrei até passar a tempestade. De seguida, com o mar mais calmo, nadei até
terra.
Uma vez em
terra firme, espalhei a notícia do acidente, na esperança de ver alguns barcos
saírem do porto para irem prestar socorro aos possíveis sobreviventes. No
entanto, ninguém se importou com os sobreviventes e apenas queriam saber a
localização do acidente para serem os primeiros a encontrar o tesouro.
Pelo
que se sabe, sou o único sobrevivente e, apesar de já me terem perguntado muitas
vezes, não divulguei, nem vou divulgar, a localização do tesouro, devido à ganância
de alguns homens.
Esta
foi a minha história e assim me despeço, com um grande abraço e muita saudade,
Um amigo.
Ricardo, 9ºA
Texto sujeito a pequenas alterações
O sonho realizado com o poeta e a poesia
Nunca gostei de poesia. Achava que a poesia não interessava para nada, mas sempre tive um sonho, que era conhcecer Sophia de Mello Breyner Andresen pessoalmente.
Numa segunda-feira de muito frio e muita chuva, a nossa professora de Português mandou-nos comprar o livro "Ulisses", dessa autora. Eu fiquei muito contente e fui logo dizer à minha mãe, para que me comprasse o livro. Ela disse:
- É verdade, Adriana, a autora Sophia de Mello Breyner Andresen vem dar uma entrevista à Biblioteca Municipal de Braga. Eu tinha muita curiosidade em ir. Queres vir comigo ?
- Quero, quero! - disse eu
muito, entusiasmada. Na verdade, era um sonho que se ia realizar.
- É este sábado, aproveitamos e
compramos lá a obra que vais estudar em Português.
Finalmente o sábado chegou.
Entrámos na Biblioteca Municipal de Braga e logo vi a Sophia Andresen. Comprei
o livro e fui para a fila dos autógrafos. A autora assinou-me o livro e
recomendou-me um livro de poesia. Eu disse:
- Eu não gosto muito de poesia:
podia recomendar-me outro ?
- Vais ver que vais adorar este
- disse.
No dia seguinte cheguei à
escola e mostrei o meu livro com a assinatura à professora de Português. Ela
disse:
- Muito bem, só mostrou muito
interesse, teres ido.
A partir desse dia, comecei a
gostar muito de poesia !
Adriana, 9ºC
Texto sujeito a algumas alterações
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Desafio interessante N.º 2
Um desafio que nos chega de aqui bem perto, uma parceria entre a Rede de Bibliotecas de Braga e o Parque de Exposições. Os concorrentes deverão escrever um texto narrativo, com o mínimo de uma página e o máximo de quatro, em torno da seguinte citação do Padre António Vieira: "[…] o livro é um mudo que fala, um surdo que responde; um cego que guia; um morto que vive; e não tendo acção em si mesmo, move os ânimos, e causa grandes efeitos." In “Sermão de Nossa Senhora de Penha de França”. O escalão em que podem concorrer é o 3º, que se destina a alunos do 3º ciclo. Como a data limite de entrega de trabalhos é o dia 22 de novembro, devem começar desde já a escrever/teclar. O regulamento do concurso pode ser consultado na nossa Bibloteca.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Na companhia da poesia
A dona
Albertina, uma senhora idosa e já reformada, vivia sozinha no seu casarão de
três andares. Passava o dia inteiro sentada na sua cadeira de baloiço a
costurar camisolas de lã. Saía de casa geralmente uma ou duas vezes por semana
para comprar comida para os três gatos que lhe faziam companhia. Andava um
bocado até chegar à paragem de autocarros, e sentava-se, curvando a cabeça para
baixo, sem dirigir a palavra a ninguém. Esperava incansavelmente que o
autocarro chegasse, sempre sem se mexer, como se fosse uma estátua. Quando o
autocarro finalmente parava em frente à paragem, ela entrava, e novamente, sem
dizer nada a ninguém, sentava-se. Quando chegava à sua paragem, saía. Ia até ao
supermercado, pegava na comida, colocava-a num cesto e transportava-a até à
caixa de pagamento. Quando lhe diziam o preço, ela estendia a mão com algumas
moedas e entregava-as à pessoa que a atendia, sempre sem sequer olhar para ela.
Voltava a casa, dava de comer aos gatos, e sentava-se a costurar. Já tinha esta
rotina há muitos anos, desde a morte do marido. Agora que não tinha a sua
companhia, ela sentia-se sempre triste e sozinha.
Certo dia, quando estava sentada no
autocarro, foi abordada por uma rapariga nova, nos seus vinte e tal anos, muito
bem-disposta e sorridente, com cabelos curtos e loiros e olhos castanhos; era
magra e também muito baixinha. Mais baixa até do que a dona Albertina.
– Costumo vê-la aqui, neste
autocarro, sempre que regresso do trabalho – disse a moça – Reparei que nunca
costuma falar com ninguém. Está aborrecida com alguma coisa?
Alguns momentos de silêncio depois,
a velhota respondeu:
– A minha vida já não é o que era.
Quando tinha o meu marido comigo, nunca me aborrecia com nada. Ele trazia tanta
vida lá para casa!... Agora já não tenho a sua companhia e por isso é que ando
sempre assim.
– Sabe o que devia fazer para passar
o dia? Ler. Poesia, por exemplo, é bastante interessante.
O autocarro chegou à paragem final,
a dona Albertina saiu e a conversa ficou-se por ali.
A princípio não ligou, mas, passadas
algumas semanas, estava ela em casa sem nada para fazer, e decidiu pegar num
livro de poesia poeirento que tinha por lá. Começou a ler, e nunca mais
conseguiu parar. Passava agora o dia na companhia dos seus livros,
esquecendo-se até, por vezes, de alimentar os seus gatos. Balançava para a frente
e para trás, na sua cadeira, mas agora sorria. Sorria como já não o fazia desde
que o seu marido a tinha deixado.
Texto sujeito a ligeiras alterações
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
TPC: texto expositivo
O Fidalgo, acompanhado de um pajem, que lhe trouxera uma
cadeira, encontra-se com o Anjo no cais de embarque.
Nesse encontro, o Nobre pede ao Anjo para embarcar, devido
ao seu estatuto social. Este, por sua vez, nega o pedido, usando como
argumentos o facto de ele ter sido presunçoso e tirano.
Devido ao comportamento em vida, o Fidalgo é condenado a
embarcar na barca do Diabo. Com tal, podemos concluir que o Anjo critica a
classe social que o Fidalgo representa, a nobreza.
Pedro & Pedro, 9ºB
terça-feira, 5 de novembro de 2013
À espera, à espera
Caros alunos:
Estive a selecionar alguns trabalhos de entre os muitos que tenho corrigido nos últimos tempos e constatei que - exceção feita ao Ricardo, que escreveu um bom texto que ainda não reenviei - há muitos alunos que nunca me chegaram a mandar as suas composições. E outros tantos que já receberam as sugestões de correção, mas que não me remeteram a versão final. Ainda que, por diversas razões, não possa eleger todos os textos para esta campanha em particular, lamento as limitações na escolha.
(Imagem recolhida em http://www.seivatrupe.pt/Espectaculos/a_espera_de_godot_index.html)
(Imagem recolhida em http://www.fnac.pt/A-Espera-no-Centeio-J-D-Salinger/a522677)

(Imagem recolhida em http://www.fnac.pt/A-Espera-no-Centeio-J-D-Salinger/a522677)
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