segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Correção do exercício de pontuação

Grande Edgar

Já deve ter acontecido com você.
- Não está se lembrando de mim?
Você não está se lembrando dele. Procura, freneticamente, em todas as fichas armazenadas na memória o rosto dele e o nome correspondente, e não encontra. E não há tempo para procurar no arquivo desativado. Ele está ali, na sua frente, sorrindo, os olhos iluminados, antecipando a sua resposta. Lembra ou não lembra?
Neste ponto, você tem uma escolha. Há três caminhos a seguir.
Um, o curto, grosso e sincero.
- Não.
Você não está se lembrando dele e não tem por que esconder isso. O “Não” seco pode até insinuar uma reprimenda à pergunta. Não se faz uma pergunta assim, potencialmente embaraçosa, a ninguém, meu caro. Pelo menos não entre pessoas educadas. Você devia ter vergonha. Não me lembro de você e mesmo que lembrasse não diria. Passe bem.
Outro caminho, menos honesto mas igualmente razoável, é o da dissimulação.
- Não me diga. Você é o… o…
“Não me diga”, no caso, quer dizer “Me diga, me diga”. Você conta com a piedade dele e sabe que cedo ou tarde ele se identificará, para acabar com a sua agonia. Ou você pode dizer algo como:
- Desculpe deve ser a velhice, mas…
Este também é um apelo à piedade. Significa “Não torture um pobre desmemoriado, diga logo quem você é!” É uma maneira simpática de dizer que você não tem a menor idéia de quem ele é, mas que isso não se deve à insignificância dele e sim a uma deficiência de neurônios sua.
E há o terceiro caminho. O menos racional e recomendável. O que leva à tragédia e à ruína. E o que, naturalmente, você escolhe.
- Claro que estou me lembrando de você!
 
(Texto e imagem recolhidos em http://www.releituras.com/i_artur_lfverissimo.asp, onde podem encontrar o resto da crónica. Vale a pena espreitar!)

Desafio interessante N.º 3

A Biblioteca Lúcio Craveiro, aqui tão perto de nós, está a promover um concurso que - muito oportunamente - consiste em escrever um conto de Natal e que - nem de propósito - tem como objetivo estimular a escrita e a produção literária em língua portuguesa. Um conto, um continho (um contículo) de duas a quatro páginas onde, além da temática do Natal, apenas têm de respeitar as seguintes categorias: espaço, personagens, ação e resolução. Fácil, facílimo, para os incontáveis talentos que frequentam os nonos A, B e C.
O regulamento está à distância de um clique.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Carta de náufrago

Querida Maria Inês,    
 

Já há muito que não nos vemos. Certamente ouviste nas notícias do jornal a história de terror pela qual passei mas, através desta carta, dir-te-ei por minhas palavras cada segundo daquela tragédia.

No dia 23 de setembro, dia em que de mim te despediste, ajudei os meus colegas a transportar tudo aquilo que era essencial para que o barco pudesse começar a navegar.

Poucos dias depois, mais especificamente sete pores-do-sol mais tarde, encontrávamo-nos no meio do Oceano Atlântico, perto de Cabo Verde, onde fizemos uma paragem, bebemos uns “canecos” e seguimos viagem. Estávamos no sul de África, passando o Cabo Bojador, e, tal como há muitos anos atrás, o Cabo foi mal passado, sendo que o casco do navio se desfez aos poucos.

Logo que demos por ela, tentámos tudo, mas nada chegou para tal coisa não acontecer. As pessoas iam morrendo; os tesouros desapareciam. Aqueles que sobreviviam bem tentavam remar o navio para terra, mas acabaram por morrer; todos, menos eu e o Cristóvão, o meu camarada.

Com força e condição física, já perto da costa, empurrámos o barco, e, enterrados na areia, encontrámos dinheiro e jóias que considerávamos perdidos. O Cristóvão ,de tão fraco que estava, acabou por morreu, sendo eu o único que pode contar a verdadeira história desta infeliz aventura.

Ficas assim ciente da loucura pela qual tive que passar.

O teu amigo,

Zacarias

Mariana 9ºA

Texto sujeito a ligeiras alterações

sábado, 9 de novembro de 2013

Trabalho de grupo 9ºB

1. Sapateiro: Ana Carolina, Alexandre, João e Joaquim

2. Alcoviteira: Inês S, Filipa, Maria e Nuno

3. Corregedor e Procurador: Inês T, Diogo, Sara

4. Frade: Carolina, Diogo, João Nuno, Mariana S

5. Judeu: Daniel, Isabel, Mariana P

6. Parvo: Carlota, Inês P, Ricardo, Tiago

Carta de náufrago


Meu caro Gabriel Vaz de Pires,

Na última sexta-feira, parti numa viagem para a América, com o objetivo de transportar um tesouro: o tesouro do nosso rei.

Partimos de manhã cedo e éramos cento e vinte tripulantes, divididos por seis naus. Todas elas estavam carregadas com um enorme tesouro, composto por várias peças, como safiras, rubis, diamantes e barras de ouro até perder de vista.

Mal saímos do porto, formou-se uma tempestade, da qual sairíamos se as naus não estivessem carregadas com o maior tesouro que eu já vi.

Consegui ver três naus a serem engolidas pela fúria da água. Penso que as outras duas naus escaparam, mas não posso confirma,r pois a nau onde me encontrava foi atingida por uma onda e eu caí ao mar.

Quase me afoguei, mas tive a grande sorte de encontrar um pedaço de madeira, onde me agarrei até passar a tempestade. De seguida, com o mar mais calmo, nadei até terra.

Uma vez em terra firme, espalhei a notícia do acidente, na esperança de ver alguns barcos saírem do porto para irem prestar socorro aos possíveis sobreviventes. No entanto, ninguém se importou com os sobreviventes e apenas queriam saber a localização do acidente para serem os primeiros a encontrar o tesouro.

                Pelo que se sabe, sou o único sobrevivente e, apesar de já me terem perguntado muitas vezes, não divulguei, nem vou divulgar, a localização do tesouro, devido à ganância de alguns homens.

                Esta foi a minha história e assim me despeço, com um grande abraço e muita saudade,

                                        Um amigo.
 
Ricardo, 9ºA
Texto sujeito a pequenas alterações

O sonho realizado com o poeta e a poesia

  
     Nunca gostei de poesia. Achava que a poesia não interessava para nada, mas sempre tive um sonho, que era conhcecer Sophia de Mello Breyner Andresen pessoalmente.
    Numa segunda-feira de muito frio e muita chuva, a nossa professora de Português mandou-nos comprar o livro "Ulisses", dessa autora. Eu fiquei muito contente e fui logo dizer à minha mãe, para que me comprasse o livro. Ela disse:
    - É verdade, Adriana, a autora Sophia de Mello Breyner Andresen vem dar uma entrevista à Biblioteca Municipal de Braga. Eu tinha muita curiosidade em ir. Queres vir comigo ?


   - Quero, quero! - disse eu muito, entusiasmada. Na verdade, era um sonho que se ia realizar.

   - É este sábado, aproveitamos e compramos lá a obra que vais estudar em Português.

   Finalmente o sábado chegou. Entrámos na Biblioteca Municipal de Braga e logo vi a Sophia Andresen. Comprei o livro e fui para a fila dos autógrafos. A autora assinou-me o livro e recomendou-me um livro de poesia. Eu disse:

   - Eu não gosto muito de poesia: podia recomendar-me outro ?

   - Vais ver que vais adorar este - disse.

   No dia seguinte cheguei à escola e mostrei o meu livro com a assinatura à professora de Português. Ela disse:

   - Muito bem, só mostrou muito interesse, teres ido.

   A partir desse dia, comecei a gostar muito de poesia !
Adriana, 9ºC
Texto sujeito a algumas alterações

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Desafio interessante N.º 2

Um desafio que nos chega de aqui bem perto, uma parceria entre a Rede de Bibliotecas de Braga e o Parque de Exposições. Os concorrentes deverão escrever um texto narrativo, com o mínimo de uma página e o máximo de quatro, em torno da seguinte citação do Padre António Vieira: "[…] o livro é um mudo que fala, um surdo que responde; um cego que guia; um morto que vive; e não tendo acção em si mesmo, move os ânimos, e causa grandes efeitos." In “Sermão de Nossa Senhora de Penha de França”. O escalão em que podem concorrer é o 3º, que se destina a alunos do 3º ciclo. Como a data limite de entrega de trabalhos é o dia 22 de novembro, devem começar desde já a escrever/teclar. O regulamento do concurso pode ser consultado na nossa Bibloteca.