A obra escolhida pela escola para o Concurso Nacional e leitura (categoria 3º ciclo) foi Os livros que devoraram o meu pai, de Afonso Cruz.
Uma vez que (ainda) não li o livro, fui ao sítio da Fundação Gulbenkian, onde Rita Taborda Duarte dá conta, nos seguintes termos, do prémio Maria Rosa Colaço, atribuído em 2009 a esta obra pela Câmara Municipal de Almada:
«É um livro que se multiplica em viagens, mas desta vez literais e não simplesmente metafóricas, por livros indispensáveis da literatura universal (juvenil e não só). Trata-se da história de Elias Bonfim, que parte páginas adentro, em busca do pai, que se perdeu nos livros que lia, ou que, no fundo, se deixou devorar pelos livros que devorava. O rapaz de doze anos percorre rigorosamente, no sentido exacto das palavras, a enorme biblioteca, que pertencera ao pai, no sótão da avó. Começa pela ilha do Dr. Moreau, de H.G.Wells, e daí para Stevenson, Dostoievski, Italo Calvino, Bradbury ou Borges foi um salto, que não deixou de lado a Bíblia, a Divina Comédia ou as pequenas narrativas de Lao Tse, que assombram a vida de Elias Bonfim, mesmo no mundo real, fora dos livros, se é que existe vida fora deles. A dado momento, aliás, é Raskolnikov, o próprio protagonista de Crime e Castigo que explica: As "personagens de carne são exactamente como nós, os de papel e letras negras" (...)»
A Bíblia? Nada que a Matilde não conheça. H.G. Wells? Não foi o Diogo que me falou de A guerra dos mundos? Borges? Não é o José que escreve quase, quase, como o Borges? Um livro sobre livros? Como os contos que a Filipa, a Maria, ou o Alexandre escreveram? (e estou a ser injusta, a deixar belas histórias de fora). O que eu quero dizer é que me parece que o universo de Afonso Cruz nos vai agradar, e muito.
Podem encontrar aqui o regulamento do concurso.
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Imagem recolhida em http://p3.publico.pt/sites/default/files/RG-A-Cruz-10-050612.jpg

