quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Desafio interessante n.º4

A obra escolhida pela escola para o Concurso Nacional e leitura (categoria 3º ciclo) foi Os livros que devoraram o meu pai, de Afonso Cruz.
Uma vez que (ainda) não li o livro, fui ao sítio da Fundação Gulbenkian, onde Rita Taborda Duarte dá conta, nos seguintes termos, do prémio Maria Rosa Colaço, atribuído em 2009 a esta obra pela Câmara Municipal de Almada:
 
«É um livro que se multiplica em viagens, mas desta vez literais e não simplesmente metafóricas, por livros indispensáveis da literatura universal (juvenil e não só). Trata-se da história de Elias Bonfim, que parte páginas adentro, em busca do pai, que se perdeu nos livros que lia, ou que, no fundo, se deixou devorar pelos livros que devorava. O rapaz de doze anos percorre rigorosamente, no sentido exacto das palavras, a enorme biblioteca, que pertencera ao pai, no sótão da avó. Começa pela ilha do Dr. Moreau, de H.G.Wells, e daí para Stevenson, Dostoievski, Italo Calvino, Bradbury ou Borges foi um salto, que não deixou de lado a Bíblia, a Divina Comédia ou as pequenas narrativas de Lao Tse, que assombram a vida de Elias Bonfim, mesmo no mundo real, fora dos livros, se é que existe vida fora deles. A dado momento, aliás, é Raskolnikov, o próprio protagonista de Crime e Castigo que explica: As "personagens de carne são exactamente como nós, os de papel e letras negras" (...)»
 A Bíblia? Nada que a Matilde não conheça. H.G. Wells? Não foi o Diogo que me falou de A guerra dos mundos? Borges? Não é o José que escreve quase, quase, como o Borges? Um livro sobre livros? Como os contos que a Filipa, a Maria,  ou o Alexandre escreveram? (e estou a ser injusta, a deixar belas histórias de fora). O que eu quero dizer é que me parece que o universo de Afonso Cruz nos vai agradar, e muito.
Podem encontrar aqui o regulamento do concurso.
 

Imagem recolhida em http://p3.publico.pt/sites/default/files/RG-A-Cruz-10-050612.jpg

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Portugal/Ucrânia, uma perspetiva


     Antes de morar em Portugal, vivia na Ucrânia. É um país oito vezes maior, aproximadamente, do que Portugal. O clima não é muito semelhante.

     Eu adorava o Inverno, porque nevava muito. Nas férias de Natal, passava os dias todos a brincar na rua. Fazia bonecos de neve, brincava com os amigos com bolas de neve, enquanto em Portugal, no Inverno, só chove (logo, não gosto muito desta estação).

     As escolas também eram diferentes. Os horários todos os anos eram iguais. Entrávamos às oito e um quarto e saíamos à hora de almoço. Havia cantinas, mas era só para quem andava no A.T.L. A comida tradicional é muito variada, tem uma mistura de oriente e ocidente. Não contém sabores muito salgados e picantes. Os doces também são muito diversos. Há muito por onde escolher (principalmente os bombons, que são deliciosos).

     A cultura na Ucrânia é muito desenvolvida. Por exemplo: em Braga só há um teatro (Theatro Circo), enquanto uma cidade ucraniana tem, pelo menos, um Teatro e um Circo fixos.

      Por fim, na minha opinião, a Ucrânia aposta muito mais na cultura dos cidadãos do que Portugal. No meu país, todas as crianças têm formação musical.

 

 

Feito por: Anastasiia n.º3, 9ºA    

Participação especial: Artur n.º4, 9ºA

(Texto sujeito a ligeiras alterações)

Ficha de treino

Identifica, nestas frases, os modificadores restritivos/apositivos do nome:

  • Camões, o grande poeta, morreu na miséria.
  • Vou levar as rosas amarelas.
  • Os alunos atrasados não podem entrar.

Identifica, nestas frases,  as orações subordinadas adjetivas relativas restrivas/ explicativas:
  • Os alunos que chegam tarde não podem entrar.
  • A casa que o meu pai pintou está à venda.
  • O Zé, que faz anos amanhã, chega hoje ao Porto.
  • O comboio que veio do Porto chegou atrasado.
  • O comboio das seis, que costuma ser pontual, chegou atrasado.

Ficha de estudo

De acordo com o Dicionário Terminológico (http://dt.dgidc.min-edu.pt/), o modificador do nome restritivo é uma função sintática cuja omissão não afeta a gramaticalidade de uma frase, mas que restringe a referência do nome que modifica, podendo revestir a forma de:
 
 um grupo adjetival:

1. Uma mulher [misteriosa] pediu a palavra. 
2. Os alunos [estudiosos] têm bons resultados.

ou de uma oração subordinada adjetiva relativa restritiva:

3. Os alunos [que estudam] têm bons resultados.

Reparem que, nas frases 2. e 3.,  a relativa "que estudam" e o adjectivo "estudiosos" estão a modificar o nome  "alunos". Além disso, pode inferir-se que os alunos que não estudam não têm bons resultados (o exemplo não é meu, é do Dicionário terminológico).
 

modificador do nome apositivo não restringe a referência do nome que modifica. Pode surgir sob a forma de:
 
um grupo nominal:
 
D. Afonso II [, o gordo,] tem um novo monumento.
 
ou de uma oração subordinada adjetiva relativa explicativa:
 
1. Os escuteiros, que são simpáticos, brincaram com as crianças.
 *Os escuteiros, que são simpáticos, brincaram com as crianças, os antipáticos não.

Reparem: a relativa "que são simpáticos" não restringe a referência do nome "escuteiros", isto é, não define o subconjunto dos escuteiros simpáticos num conjunto prévio de escuteiros. Note-se que, pelo facto de "simpáticos" não restringir a referência de "escuteiros", não é possível inferir que nem todos os escuteiros eram simpáticos - por isso mesmo, a frase  assinalada com * não é aceitável.
 
Para além das indicações do Dicionário Terminológico, devem lembrar-se que, tal como foi dito na aula:
 
  • O modificador do nome e as orações subordinadas adjetivas relativas restritivas implicam uma informação essencial e não são separados por vírgulas nem dão azo a pausas na oralidade
 
  • O modificador do nome apositivo e as orações subordinadas adjetivas relativas explicativas representam uma informação adicional, surgindo separados por vírgulas (/travessões), ou pressupõem pausas na oralidade, tendo caraterísticas de frases intercalares. 


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

2º teste de avaliação

O segundo teste terá, obrigatoriamente, uma cena do Auto da Barca do Inferno, pelo que surgirão perguntas relacionadas com o texto dramático em geral e com esta peça vicentina em particular.

 
Haverá questões relacionadas com os seguintes aspetos*:
  • história da língua portuguesa desde a sua origem
  • processos fonológicos
  • evolução semântica
  • arcaísmos
  • palavras convergentes e divergentes
  • construção verbo+pronome pessoal
  • modificador do nome restritivo e apositivo
  • oração subordinada adjetiva relativa (restritiva e explicativa): 9º A e C
  • recursos expressivos

Uma forma eficaz de preparar o teste consiste em reler o caderno (aqueles, não todos, que o têm em dia) e as seguintes páginas do manual:
 
  • 150-157; 272-276;   304 (somente o grupo 3.); 310.
Do caderno de atividades, devem fazer todos os exercícios das páginas 4, 5, 47, 48.

Os alunos do 9º A e do 9ºC devem resolver o exercício 9 da página 57 e todas as questões da página 58 do supracitado caderno.

* Apesar desta lista, devem lembrar-se que podem ocorrer perguntas versando matéria já lecionada

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Manuel António Pina e o meu remorso


Se há coisa de que tenho remorsos é de, a seu tempo, não vos ter falado do grande cronista que foi Manuel António Pina. Embora o considere um poeta incontornável, apreciei muitíssimo, por muitas e variadas razões, as suas crónicas. De tal forma que tenho aqui em casa o volume "Por outras palavras & outras crónicas de jornal". Aproveito a circunstância de ter nascido num dia 18 de novembro para me redimir, para lembrá-lo, e para reler um dos seus poemas:
Amor como em casa
«Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu
amor , e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.»
(Texto recolhido em http://www.blogclubedeleitores.com, imagem retirada de http://4.bp.blogspot.com)
 

Correção do exercício de pontuação

Escolhi esta crónica de Luís Fernando Veríssimo por razões óbvias. Apenas transcrevo a parte que nos interessa, mas aconselho vivamente a leitura do resto.
 
«Um publicitário morreu e, como era da área de atendimento e mau para o pessoal da criação, foi para o inferno. O Diabo, que todos os dias recebe um print-out com nome e profissão de todos os admitidos na data anterior, mandou que o publicitário fosse tirado da grelha e levado ao seu escritório. Queria fazer-lhe uma proposta. Se ele aceitasse sua carga de castigos diminuiria e ele teria regalias. Ar-condicionado, etc.

— Qual é a proposta?

— Temos que melhorar a imagem do inferno — disse o Diabo. — Falam as piores coisas do inferno. Queremos mudar isso.

— Mas o que é que se pode dizer de bom disto aqui? Nada.

— Por isso é que precisamos de publicidade.

O publicitário topou. Era um desafio. E as regalias eram atraentes. Quis saber algumas coisas que diziam do Inferno e que mais irritavam o Diabo.

— Bem. Dizem que aqui todos os cozinheiros são ingleses, todos os garçons são italianos, todos os motoristas de táxi são franceses e todos os humoristas alemães.

— E é verdade?

— É.

— Hmmm — disse o publicitário. — Uma das técnicas que podemos usar é transformar desvantagem em vantagem. Pegar a coisa pelo outro lado.

Sua cabeça já estava funcionando. Continuou:

— Os cozinheiros ingleses, por exemplo. Podemos dizer que a comida é tão ruim que é o local ideal para emagrecer. Além de tudo, já é uma sauna.»
Para ler o texto na íntegra, cliquem aqui