sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O Consílio dos deuses em 120 palavras


O episódio “O Consílio dos Deuses” d’”Os Lusíadas” refere a convocatória dos deuses, por parte de Júpiter, para se decidir o futuro do glorioso povo Lusitano.

Júpiter expressa-se como apoiante dos Portugueses e retrata os nobres feitos deste povo. Naturalmente, criou discórdia: por um lado, Baco opõe-se a ajudar, pois teme o seu esquecimento; por outro, Vénus mostra-se favorável, opinando sobre as qualidades dos Portugueses, que eram descendentes dos Romanos, detinham uma língua semelhante à latina e eram um povo de “paixões intensas”; por último, Marte elogia-os, dirigindo-se a Júpiter.

Em suma, este episódio veio engrandecer e dignificar os Portugueses, explicitando os elogios dos deuses e os seus feitos heróicos. A simples existência desta reunião mostra a grandeza dos Portugueses.


Mariana 9ºB

(texto editado)

O Consílio dos deuses em 120 palavras

Os deuses reuniram-se num consílio, cuja finalidade era discutir o futuro dos Portugueses na sua viagem à Índia.
Na reunião intervieram Baco, Vénus e Marte. Baco, ao contrário de Júpiter, defendia que os portugueses não deviam ser ajudados, pois temia ser esquecido no Oriente.
Por outro lado, Vénus e Marte defendiam a opinião de Júpiter. Vénus justificava-se dizendo que gostava dos Lusitanos por serem românticos e por terem uma língua derivada do latim. Marte argumentava que era um povo guerreiro (e talvez tivesse uma antiga paixoneta por Vénus). Avisou Júpiter de que se mudasse de opinião, seria um fraco.
Este consílio fez com que os Lusitanos se tornassem maiores, dada a importância dada pelos deuses à sua chegada à Índia.

Mariana
(texto editado)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Um concurso mesmo, mesmo a calhar...

Cof, cof, cof

Estudamos o episódio de Inês de Castro de Os Lusíadas como tudo, agora: depressa, com objetivos, tendo em mente o estribilho: todos os descritores das Metas Curriculares de Português são «ensináveis, treináveis, avaliáveis».
Tenho alguma tendência para pensar que o gosto pela leitura se transmite como uma doença, se inocula como um vírus, se reproduz como uma bactéria. Comigo foi, e é, assim. Em alturas diferentes, apanhei a gripe de Jorge Luis Borges, a tosse de Eça e a melancolia de Virginia Woolf. Tenho o reumatismo de Agustina e já fiquei acamada como Proust. O mal de Roth foi a última enfermidade séria que me atingiu. Mas sou muito dada a achaques...
Às vezes apetece-me ficar doente (uma variante benigna, sem febre nem dores de cabeça) só para poder ficar em casa a ler. Claro que não posso: vou para a escola para - na medida das minhas possibilidades - ensinar, treinar, avaliar. Agora ensino (ensinarei?) o episódio de Inês de Castro. Nâo sei. O que eu sei é que gostaria que os meus alunos, que estudam num Conservatório e são destinatários privilegiados da 6ª edição do Concurso Inês de Castro (que este ano põe em evidência as artes performativas) concorressem e mostrassem o que valem.

Alegrias que os meus alunos me dão

Os meus alunos escrevem e dizem coisas que me enchem de um orgulho injustificado, pois o mérito é todo deles.
Ainda hoje: estava eu, a propósito de indícios, a falar dos narradores pouco fiáveis em Agatha Christie e a referir duas obras cujo narrador é o assassino, quando a Inês A. se sai com o título que me escapava: O assassinato de Roger Akroyd
 
 
Na outra turma, a propósito de analepses e prolepses, o António explica-me as subtilezas do enredo de "Lost" (que eu, lamentavelmente, não vi). E depois o Arnaldo mostra-me um texto ótimo, que me põe a pensar: «Mas como, se ainda não estudamos o Adamastor?» A resposta vem pronta: anda a ler Mensagem, de Fernando Pessoa.

Receita para um bom Ano Novo

            Uma receita para um bom Ano Novo: sei que pode parecer difícil, mas, na realidade, é tão fácil como fazer um bolo... Basta pensar, a cada momento de cada dia, se nos estamos realmente a esforçar por ter um bom ano; ou se, pelo contrário, nos aborrecemos com aquilo que nos corre mal e perdemos o nosso valioso tempo a queixarmo-nos. Em vez disso, devemos tentar mudar o que fizemos de errado, de modo a que, ao encontrarmos um novo problema, estejamos preparados para lidar melhor com ele.
            Obviamente, também devemos ter a consciência de que o ano tem doze meses. Não tem apenas um ou dois, nem tão somente dez ou onze. Tem doze. O problema de muitos é que, apesar de se esforçarem, a princípio, por terem um bom Ano Novo, não persistem em continuar dessa forma. Chegamos a meados de janeiro e parece que todos os nossos propósitos e objetivos para o novo ano se desvanecem. É como se o “Ano Novo” já tivesse passado e agora tudo tivesse voltado ao normal. «Talvez para o ano, no próximo “Ano Novo”...», pensamos nós. No entanto, tal como em qualquer outra receita, devemos ter em conta que nem sempre somos bem sucedidos à primeira tentativa. Por vezes, esquecemo-nos do bolo no forno e ele fica queimado. Outras vezes, damos prioridade a distrações e preocupações que nos afastam daquilo que é verdadeiramente importante. Mas não devemos ficar aborrecidos ou desanimados. Tal como em qualquer outra receita, somente a prática leva à perfeição.

 Alexandre

Receita para humanizar o mundo


Ingredientes:

- 100g de liberdade;

- 300g de solidariedade;

- 500g de boa vontade;

- 250g de ética;

-200g de responsabilidade;

- 150g de altruísmo;

- 150g de princípios morais.

Modo de preparação:

Num recipiente, juntar a ética e os princípios morais. Mexer com muito boa vontade. Depois de tudo bem temperado e assimilado, acrescentar solidariedade q. b.* e continuar a mexer até ficar homogéneo. De seguida, acrescentar a esta massa responsabilidade e altruísmo. Coloca-se no forno durante uma hora.

Finalmente, tira-se do forno esta “massa humana”, cobre-se de liberdade e está pronto para humanizar este mundo cada vez mais desigual, injusto, mas que não poderá escapar à aplicação desta receita.

 

*q. b. – quanto baste