sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Uma história de vida do João N

Quando eu tinha cerca de cinco anos, estava em casa da minha prima e aconteceu um acidente. Não me recordo muito bem, mas os meus pais e a minha prima contaram-me.
Naquele dia eu estava com o dedo mindinho levantado porque era um vício que tinha desde bebé, e a minha prima bateu com a porta com tanta força, que me abriu o dedo, devido a eu estar com ele no sítio da fechadura. Lembro-me que estava a sentir muitas dores, mas naquele momento não pensava em chorar. Gritei o máximo que pude para os meus pais me ouvirem e virem ter comigo.
Ao chegar ao hospital nenhum médico me queria operar. Disseram que muito provavelmente iria ter o dedo deformado para sempre. Mas apareceu um médico que disse que me conseguia coser o dedo. Os meus pais contaram-me que ele era alto e tinha sotaque brasileiro.
A operação correu bem, e se não fosse ela, hoje em dia não tocava percussão. Por isso é que ainda hoje estou à procura desse médico, que me ajudou, quando ninguém acreditava em mim.
 
João N
Texto editado

O João: uma história de vida

Eu devia ter uns dez anos quando isto sucedeu.
Era verão e estava em Espanha, Baiona. O tempo estava bom, o sol via-se bem e não havia nuvens em redor dele. Ia dar uma volta de barco com os meus primos. Os meus primos, que ficariam lá até ao final do verão para participarem numa regata, usavam todos uma camisola a dizer “MARIAS” . O mastro do iate tinha um cabo solto para puxar as velas, mas como as velas iam recolhidas, podíamos brincar no cabo.
Usávamos o cabo como liana e, mal víamos água debaixo dos nossos pés, atirávamo-nos como o Tarzan. O barco parou a mais de um quilómetro da praia. Pegámos no barco mais pequeno e fomos para uma ilha. Disseram-nos que quem quisesse podia ir a nado e empurraram-me borda fora.
A praia estava longe e debaixo de nós a água era escura, fria e não se via nada à nossa volta. A praia estava a mais de cem metros de nós. Quando cheguei à costa, estava morto de cansaço. Deitei-me na areia com a água a bater-me na cara.
Pelo menos, aprendi a nadar (melhor).
 
João de P. (9ºB)
Texto editado

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Revisão da conjugação verbal I

Ficha 48

1. achas/achaste; disse; pôr
2. interesse; informaram; sobe/subirá/ vai subir
3. Siga/Sigam; fume/fumem; abuse/abusem
4. supuseram; se encontrava; regressaram
5. esperávamos; se zangasse; compreendesse
6. venham/viessem; tragam/trouxessem; gosta/gostava/gostaria
7. se chama/ se chamava; jogou; ganhou
8. te preocupes; estejas; tens
9. precisarem; devem; ajuda/ajudará
10. saí; me lembrei; ser desligado
11. cheguemos; apanhar; para
12. tivesse ocorrido; estivesse a dormir; haveria/teria havido
13. mudou; conhece; ser entregue
14. esquecerei; passámos; fui recebido
15. foram salvos; se dirigiu; ouviu
16. Interrompendo; originou; aplaudiu
17. se esforçarem; alcançaram; lhes permitem
18. prefiro; me importo; (seja) representada
19. Vai; pede; empreste
20. vivêssemos; sonhávamos; ia correr/correria
21. falir/falisse; deixam/deixariam/deixavam; forem pagas/fossem pagas
22. foi atropelado; conduzindo; se despistou
23. sei; contribuíram; fosse
24. julguem; tomámos; voltamos/voltaremos
25. darão; participarem; será oferecida
26. Aconteça; recusamo-nos; discordamos
27. repito; quiser; se instale
28. debatem-se/debateram-se; conseguem/conseguiriam; contarem/contassem
29. creio; sinta; mandou
30. puderes; lava; deseja-lhe

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Lista negra dos TPC

Não fizeram o texto expositivo acerca do Consílio dos Deuses

9ºA: Alexandra, Alexandre, Anastasiia, Artur, Bárbara, Carlos, Constança, Daniel, Duarte, José Pedro, Leonardo, Maria Inês, Maria João, Matilde, Ricardo, Rui
9ºB: Daniel, Diogo P, Diogo C, Inês P, Inês S,  Isabel, João, João N, Mariana P, Nuno, Ricardo, Sara, Tiago
9ºC: Ana Clara, Andra, António, Arnaldo, Lia, Maria, Joana, Marta I, Matilde, Sara

Não fizeram o texto "Receita de Ano Novo"

9ºA: Alexandra, Alexandre, Anastasiia, Bárbara, Carlos, Constança, Daniel, Duarte, Inês A, José Pedro, Leonardo, Maria Inês, Matilde, Raquel, Ricardo, Rui
9ºB: Carolina, Daniel, Diogo P, Diogo C, Inês P, Inês S, Inês T, Isabel, João, João N, Mariana P, Nuno, Ricardo, Tiago
9ºC: Ana Clara, Ana João, Andra, António, Helena, Maria, Marta M, Matilde, Pedro Borja, Pedro G

Porque nunca é tarde


Ano novo, vida nova - Receita

Começa por esquecer o passado e inicia um novo capítulo. Põe 500 gramas de carinho, amor, amizade. Junta açúcar para ficar mais doce, e um pouco de pimenta para haver mais aventura.
Põe uma pitada de teimosia, porque às vezes é necessário.
Deixa em 2013 o que não interessa. (''Deixa para trás o que não te leva para a frente.'')
Não ponhas mau feitio, nem raiva. Deita fora o rancor e as discussões. A receita não precisa de tristeza nem de mágoas, mas sim de lágrimas de alegria. As de tristeza não.
Junta felicidade, sonhos, amigos, desejos e companhia.
Por fim, polvilha com muitos sorrisos.
Agora podes servir-te e começar de novo.

Feliz novo ano e feliz novo ''eu''.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Técnicas de exposição oral: o exemplo das TED talks


1. Não despeje o conteúdo simplesmente.

2. Sonhe um sonho grande ou mostre algo realmente novo – ou ainda algo que você nunca compartilhou antes.

3. Revele sua curiosidade e sua paixão.

4. Conte uma história.

5. Comente à vontade sobre o que outros falam, trazendo à tona concordâncias e controvérsias.

6. Não se apegue muito ao ego. Mostre vulnerabilidade, exiba (use) seus fracassos tanto quanto seu sucesso.

7. Não venda nada no palco: nem sua empresa, nem produtos, nem livros. Nem peça dinheiro.

8. Lembre-se o tempo todo de que rir (e provocar risos) é bom.

9. Não leia sua apresentação. Jamais.

10. Não roube o tempo dos que o estão seguindo

 


Uma frase, nada mais do que uma frase...

... sobre os afetos, para expor na Biblioteca, a partir do dia 11 de fevereiro. Bem, também pode ser um tweet. E que tal uma sms? Um texto, mas com graça. Um poema, mas nada de lamechices. Um conto, hmmm. Um micro conto, perfeito! Uma ilustração? Ou...

 
 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Testes intermédios para treino


Teste aplicado em 7/2/2013: aqui
Critérios de correção desse teste: aqui. (Embora tenha interesse ler o documento na íntegra, é de notar que os critérios específicos de classificação, ou "soluções", se apresentam apenas a partir da página 11).

Teste aplicado em 9/3/2012: aqui. (uma das perguntas em que os alunos tiveram mais dificuldades foi na sequência, pois, neste caso, era requerida a ordem CRONOLÓGICA). A lição a tirar é simples: leiam e releiam, risquem e sarrabisquem o enunciado.
Critérios de correção desse teste: aqui. ("Soluções" a partir da página 13).

Teste aplicado em 28/1/2011: aqui. ("Soluções" a partir da página 13).
Critérios de correção desse teste: aqui.

Teste aplicado em 28/1/2010: aqui. (duração: 45 minutos)
Critérios de correção desse teste: aqui.

Pedido

Caros alunos:

Disse-lhes que ia publicar hoje as respostas relativas às fichas de verbos. Porém, tive um percalço e deixei as fichas, assim como o livro de onde as tirei, na escola. Por isso, ou alguma alma caridosa as digitaliza e as envia para o meu endereço eletrónico, ou terão de esperar por segunda à tarde.

Documentos para consulta

O documento sobre as metas curriculares pode ser consultado aqui. Como sabem, não precisam de se preocupar com os conteúdos de Educação Literária de nono ano. O documento que lemos e analisámos na aula encontra-se aqui.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Uma descoberta épica...

... ou quase: o "site" de conteúdos educativos
http://www.ciberescola.com/. Registei-me como estando no nono ano e gostei muito. Pronto, eu admito: fui um pouco hiperbólica. Mas vale a pena espreitar.
 

O Consílio dos Deuses em 120 palavras

 
Neste episódio, Consílio dos Deuses, reúnem-se no Olimpo todos os deuses, a pedido de Júpiter, a fim de decidirem o destino dos Portugueses no Oriente.

Durante o consílio, os deuses apresentam opiniões contrárias: a favor do povo português está Vénus, apoiada por Marte, que vê nos Portugueses qualidades idênticas às do povo romano; contra eles está Baco, que teme que os seus feitos no Oriente possam ser esquecidos se por lá passar o povo Lusitano. Por fim, Júpiter decide que deve ajudar os Portugueses, por já terem provado que são merecedores de tal auxílio.

Este episódio enaltece mais uma vez o povo português durante a época dos Descobrimentos, visto que todos os deuses se reúnem para decidir o seu futuro.
 
Alexandre

O Consílio dos Deuses em 107 palavras

O Consílio dos Deuses foi convocado por Júpiter para tratarem do futuro dos Portugueses, os quais pretendem chegar à Índia por mar. Como Júpiter reconhece o valor deste povo, decide ajudar os navegadores a encontrar um sítio seguro onde possam parar.
Durante o Consílio, gerou-se uma discussão entre Vénus, Marte e Baco.
Baco opunha-se a apoiar os portugueses, enquanto Vénus e Marte queriam ajudar o povo português. Júpiter decide a favor de Vénus e Marte, que vão, assim, ajudar os portugueses.
Este Consílio foi bastante importante na glorificação e engrandecimento dos Portugueses porque Júpiter, Vénus e Marte acreditaram que os habitantes de Portugal eram valorosos e merecedores.
 
Ana Carolina
(texto editado)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O Consílio dos deuses em 120 palavras


O episódio do “Consílio dos Deuses” é convocado para decidir o futuro dos Portugueses no Oriente.

Inicialmente, Júpiter faz uma introdução dizendo que está do lado do povo português, pois trata-se de um povo guerreiro e corajoso; seguidamente, Baco intervém, visto que não concordava com Júpiter, pois receava que os Portugueses lhe retirassem a glória; pouco depois, Vénus defende-os, porque era um povo de paixões intensas e que a venerava; finalmente, Marte termina a discussão, dizendo que os Portugueses, pelo seu passado glorioso, mereciam o apoio dos deuses.

Em conclusão, este episódio engrandece os Lusitanos, não só pelo facto de os deuses terem convocado um conselho de propósito para eles, mas também porque alguns deuses receavam ser ofuscados pelos Portugueses.

Carlota
(texto editado)

O Consílio dos deuses em 120 palavras


O episódio “O Consílio dos Deuses” d’”Os Lusíadas” refere a convocatória dos deuses, por parte de Júpiter, para se decidir o futuro do glorioso povo Lusitano.

Júpiter expressa-se como apoiante dos Portugueses e retrata os nobres feitos deste povo. Naturalmente, criou discórdia: por um lado, Baco opõe-se a ajudar, pois teme o seu esquecimento; por outro, Vénus mostra-se favorável, opinando sobre as qualidades dos Portugueses, que eram descendentes dos Romanos, detinham uma língua semelhante à latina e eram um povo de “paixões intensas”; por último, Marte elogia-os, dirigindo-se a Júpiter.

Em suma, este episódio veio engrandecer e dignificar os Portugueses, explicitando os elogios dos deuses e os seus feitos heróicos. A simples existência desta reunião mostra a grandeza dos Portugueses.


Mariana 9ºB

(texto editado)

O Consílio dos deuses em 120 palavras

Os deuses reuniram-se num consílio, cuja finalidade era discutir o futuro dos Portugueses na sua viagem à Índia.
Na reunião intervieram Baco, Vénus e Marte. Baco, ao contrário de Júpiter, defendia que os portugueses não deviam ser ajudados, pois temia ser esquecido no Oriente.
Por outro lado, Vénus e Marte defendiam a opinião de Júpiter. Vénus justificava-se dizendo que gostava dos Lusitanos por serem românticos e por terem uma língua derivada do latim. Marte argumentava que era um povo guerreiro (e talvez tivesse uma antiga paixoneta por Vénus). Avisou Júpiter de que se mudasse de opinião, seria um fraco.
Este consílio fez com que os Lusitanos se tornassem maiores, dada a importância dada pelos deuses à sua chegada à Índia.

Mariana
(texto editado)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Um concurso mesmo, mesmo a calhar...

Cof, cof, cof

Estudamos o episódio de Inês de Castro de Os Lusíadas como tudo, agora: depressa, com objetivos, tendo em mente o estribilho: todos os descritores das Metas Curriculares de Português são «ensináveis, treináveis, avaliáveis».
Tenho alguma tendência para pensar que o gosto pela leitura se transmite como uma doença, se inocula como um vírus, se reproduz como uma bactéria. Comigo foi, e é, assim. Em alturas diferentes, apanhei a gripe de Jorge Luis Borges, a tosse de Eça e a melancolia de Virginia Woolf. Tenho o reumatismo de Agustina e já fiquei acamada como Proust. O mal de Roth foi a última enfermidade séria que me atingiu. Mas sou muito dada a achaques...
Às vezes apetece-me ficar doente (uma variante benigna, sem febre nem dores de cabeça) só para poder ficar em casa a ler. Claro que não posso: vou para a escola para - na medida das minhas possibilidades - ensinar, treinar, avaliar. Agora ensino (ensinarei?) o episódio de Inês de Castro. Nâo sei. O que eu sei é que gostaria que os meus alunos, que estudam num Conservatório e são destinatários privilegiados da 6ª edição do Concurso Inês de Castro (que este ano põe em evidência as artes performativas) concorressem e mostrassem o que valem.

Alegrias que os meus alunos me dão

Os meus alunos escrevem e dizem coisas que me enchem de um orgulho injustificado, pois o mérito é todo deles.
Ainda hoje: estava eu, a propósito de indícios, a falar dos narradores pouco fiáveis em Agatha Christie e a referir duas obras cujo narrador é o assassino, quando a Inês A. se sai com o título que me escapava: O assassinato de Roger Akroyd
 
 
Na outra turma, a propósito de analepses e prolepses, o António explica-me as subtilezas do enredo de "Lost" (que eu, lamentavelmente, não vi). E depois o Arnaldo mostra-me um texto ótimo, que me põe a pensar: «Mas como, se ainda não estudamos o Adamastor?» A resposta vem pronta: anda a ler Mensagem, de Fernando Pessoa.