domingo, 6 de abril de 2014

“É melhor fazer uma ação má do que ser mau.”

                 No contexto da II Guerra Mundial, esta frase apresenta-nos a tese de que seria legítimo matar Hitler, apesar de se cometer uma ação má, porque dessa forma terminar-se-ia com a barbárie desse “mau” sobre vários povos (Dietrich Bonhoeffer).

                Concordo que fazer uma ação má possa ser justificável, mas só se não implicar matar alguém. Por exemplo, aceitaria que se fizesse uma revolução não sangrenta para retirar o poder a um ditador. Ou seja, o resultado dessa ação seria benéfico para uma larga maioria, o que justificaria a restrição da liberdade de um homem “mau”.

                O assassinato de um homem, mesmo sendo o Hitler, não é moralmente aceitável e devem-se encontrar outras formas de resistir e de resolver o problema pacificamente. De outra forma, estamos a cometer o mesmo tipo de ação que criticamos nele.

                O benefício de uma maioria, embora seja um argumento a favor desta decisão, não é um critério de ação justo, se esse benefício exigir matar uma pessoa pois legitima outras ações de violência no futuro. Veja-se a situação da Ucrânia ou dos conflitos no médio Oriente: as ações más, mesmo cometidas em nome do benefício duma maioria, vão perpetuando as situações de violência que vitimam milhões de pessoas.

                Opto, então, por soluções pacíficas, como o diálogo entre as nações, como a forma correta de se lutar pela paz entre todos. Defendo que o valor da vida nunca deve ser posto em causa.
Mariana S

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Parceria com o Centro de Escrita

Na sequência das aulas lecionadas pelo professor António Mendes ao 9ºA, B e C, estou a receber os primeiros trabalhos dos alunos. Assim, os textos tese/antítese/síntese que a seguir se publicam não foram editados, mas resultam das sugestões feitas pela equipa do Centro de Escrita (http://centrodeescrita.weebly.com/a-equipa.html) aos alunos.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Nunca é tarde para uma boa receita

Uma boa receita, para um bom ano.
Para ter um bom ano, é preciso ter alguns ingredientes…
Um deles é ser uma boa pessoa, ajudar os outros. Outro ingrediente que também é muito útil é sorrires para os obstáculos que passarem por ti.
Para termos um bom ano novo, é preciso fazer por isso, é preciso merecê-lo, trabalhar por ele, lutar por ele.
Uns ingredientes em que nunca deves pensar, são os pensamentos negativos ou do passado. Esses são os ingredientes que nunca deves pôr, para teres um bom ano.
Ou seja, no final de tudo, do que precisas mesmo é de uma boa dose de força, de uma boa dose de confiança, de uma boa dose de energia, e de começares o ano de cabeça erguida.
  Bom aproveito.
  Marta
(texto editado)

quarta-feira, 19 de março de 2014

Resolução de exercícios

pp. 228-229




1.


a. F (modo narrativo)


b. V


c. F (herói coletivo: o povo português)


d. V


e. F (início in medias res, na estância 19 do canto I)


g. F (4 planos narrativos: viagem, história, maravilhoso e do poeta)


h. V


i. V


j. F (o narrador é Vasco da Gama)


K. F (o ambiente é de preocupação e de tristeza)


l. V


m. F (Vasco da Gama pede ajuda à "Divina Guarda", isto é, Deus)


n. V


o. V


p. F (No regresso, Vénus prepara uma recompensa para os navegadores, proporcionando-lhes um encontro com as ninfas da Ilha dos Amores)


q. V


r. V


2. a. Sinédoque (5) e perífrase  (2)


b. Personificação (1)


c. Anáfora (4)


d. Pleonasmo (6)


e. Eufemismo (3)


3. a. Plano da História de Portugal


b. Plano da Viagem


c. Plano do Maravilhoso


d. Plano do Poeta

terça-feira, 18 de março de 2014

4º teste de avaliação

O quarto teste basear-se-á num excerto de Os Lusíadas, pelo que surgirão perguntas relacionadas com esse episódio em particular e com  o texto épico em geral. Os recursos expressivos e os conetores discursivos são "valores seguros": os primeiros, sobretudo para a análise de texto, os segundos, porque devem ser utilizados nas respostas e na composição e porque pode surgir um texto com espaços para completar. No que diz respeito à gramática, será dado particular destaque aos pronomes pessoais em adjacência verbal e às funções sintáticas.


Devem, como sempre, reler o caderno e as seguintes páginas do manual:
 
  •  160-227. O Bloco de notas (pp. 228-230) é particularmente importante.
Do caderno de atividades, devem fazer todos os exercícios das seguintes páginas:


p. 30 (todos)
p. 31 (todos, menos o 2)
pp. 38-39 (todos)
pp. 41-45 (todos)
pp. 49-53 (todos)

 

Anastasiya, uma história de vida


Quando cheguei a Portugal, tinha onze anos. Já tinha uma pequena base musical, porque andava numa escola de música na Ucrânia. Cheguei e fiz logo exame de ingresso (sem saber a língua). A minha mãe disse para não me preocupar. Se não entrasse, não havia mal nenhum.
Passaram mais ou menos duas semanas e fomos ver os resultados. Eu tinha entrado! Fiquei contente… Mas  voltei para Ucrânia e só regressei em setembro (porque tinha de acabar o ano). Estava ansiosa  por conhecer pessoas novas, a minha turma nova, os professores ,etc.
Finalmente, era o primeiro dia da escola. O meu primeiro dia na escola nova! No momento em que estava a caminho, no carro, comecei a ficar com medo… Cheguei. A minha mãe deixou-me no portão. Tocou. Fiquei desorientada. Nem sabia onde se situava a sala, não sabia falar português, logo, não podia perguntar a ninguém onde ficava. Mas, com a minha sorte, encontrei-a rápido. Os meus colegas ficaram a olhar para mim. Eu era diferente. Era estrangeira. Mas, para mim, eles também eram diferentes. Tinham todos cabelos escuro, olhos castanhos. Não percebia o que eles diziam, mas senti que eram simpáticos.
Passaram três meses. Comecei a entender português. A adorar a minha turma (fiquei muito contente por ficar nela e não noutra qualquer). Nos dias de hoje não mudei de opinião:  faço a coisa  de que gosto (a música) com pessoas que adoro e estou feliz.
(Texto editado)





 


Uma história da vida da Maria

Naquela altura eu deveria ter uns cinco, seis anos. Estava num centro comercial, com a minha irmã de três anos e o meu pai. Fomos  às compras, como fazíamos todas as sextas-feiras.
Houve um dia em que estava muito contente, pois o meu pai tinha-me comprado uma boneca de que gostei muito. Quando já estávamos a sair do centro comercial, ia aos saltinhos e muito à frente do meu pai da mina irmã. Não conhecia muito bem as portas de saída. Só havia duas, uma porta principal que era mais longe e uma porta secundária, que seria a porta onde deveria ter saído. Mas, com tanta felicidade, fui sempre andando até que... Parei, olhei para trás e apercebi-me de que não estava lá ninguém. Fiquei muito confusa na altura, e acho que comecei a chorar. 
Passados alguns segundos, uma senhora, com uma criança que deveria ter dez anos, veio ter comigo. Disse-me para ter calma e que iríamos encontrar o meu pai. Pouco tempo depois, o meu pai apareceu muito aflito à minha procura, eu vi-o e fui ter com ele.
Felizmente correu tudo bem, mas apanhámos um grande susto. Agradeci à senhora por ter ficado comigo, e fui para casa com o meu pai e nunca mais o larguei. 
 
(Texto editado)