segunda-feira, 5 de maio de 2014

Verdade ou mentira?


               

       O que distingue os seres humanos de todos os outros animais são precisamente as qualidades morais que cada um tem.

      A maldade é um sentimento muito feio. Ao longo da nossa vida e em determinadas circunstâncias cometemos algumas ligeiras maldades. Sem intenção de magoar ou prejudicar alguém.

Estas pequenas ações não definem o caráter da pessoa. São atitudes pontuais que nos definem.

Ao longo dos tempos, houve várias personagens ou acontecimentos que marcaram a história mundial pela sua maldade.

Há poucos dias, 8 de março, comemorou-se o dia Internacional da Mulher. Este dia é assinalado por uma atitude de extrema crueldade. Numa fábrica, em Chicago, trabalhavam 129 mulheres nas piores condições de humanismo e injustiça social. Como trabalhavam muitas horas e recebiam um salário reduzido, resolveram manifestar-se. O patrão deu as ordens para que se fechassem todas as portas da fábrica e mandou incendiá-la. Todas elas morreram no seu interior.

      Chegamos à conclusão que ao longo dos tempos, houve muita maldade, que compete cada um de nós lutar para que nunca aconteçam situações tão dramáticas e tão extremas. Contudo, no dia-a-dia, usam-se pequenas mentiras, ditas piedosas, para nos protegermos.

Refletindo sobre o assunto, concluo que uma vida de verdade e de boas ações é que engrandece o homem.
Anastasiia

domingo, 4 de maio de 2014

Línguas de perguntador: argumento



E, a propósito "do" Houaiss, resolvi transcrever as definições de palavras que usamos frequentemente nas aulas de Português. Assim, de acordo com o Dicionário da Porto Editora, um argumento é um raciocínio destinado a provar ou refutar determinada tese. E uma tese é... (questionam-se vocês). Neste caso (respondo eu) é o primeiro momento do processo dialético, ao qual se contrapõe uma antítese, gerando-se um conflito que se resolve numa síntese.
Nas aceções que nos interessam, o Houaiss diz-nos que argumento é uma prova que serve para afirmar ou negar um facto ou um recurso para convencer alguém, para lhe alterar a opinião ou o comportamento.
(ilustração retirada de http://imagens.publico.pt/)

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Errata

No exercício 3. do grupo 3 da ficha de trabalho "Afinal, como é?" a resposta correta é a alínea c). Com efeito, o meu caríssimo Dicionário Houaiss atesta ambas as ocorrências; "papos" e "palpos" de aranha.



Ficheiro:Oxyopes salticus Kaldari 05 crop.jpg

Pior do que uma ação má é ser mau


No âmbito da calamidade que Adolf Hitler impôs durante a II Guerra Mundial, a citação apresentada por Dietrich Bonhoeffer defende uma posição da qual se retira a ideia de que a solução pode passar pela prática de um ato mau, justificável pelo efeito benéfico que provoca, que neste caso seria o homícidio de Hitler.

A meu ver, a morte de um indivíduo por si só é sempre condenável. Mas, no caso particular de Hitler, os seus atos e decisões tomaram um nível de extremidade desumana, que mesmo através de protestos e manifestações contra o regime, não seria alcançado o “abate” da ideologia hitleriana. Desta forma, não se vislumbra outra solução senão a aniquilação do ditador com vista à sobrevivência de aproximadamente 11 milhões de pessoas.

Por outro lado, existem casos de resistência pacífica que demonstraram sucesso: tal como Dietrich Bonhoeffer, Martin Luther King Jr. foi um pastor luterano e ativista político, que combateu a desigualdade racial através da não violência; um outro exemplo que nos é mais “chegado” prende-se com a Revolução de 25 de abril de 1974, em que não houve o recurso à violência para uma mudança de regime.

             Em suma, defendo que a vida de qualquer indivíduo nunca deve sequer ser colocada em causa, mas na situação de Adolf Hitler, apesar de ser uma opção bastante dura, o seu homicídio seria a única forma de proteger a vida de milhões de pessoas indefesas, não havendo nem qualquer tipo de tortura ou genocídio.
Filipe

A escolha de uma profissão: um assunto sério

A escolha de uma profissão é um assunto que exige bastante consciência. É importante que seja algo bem ponderado e que não leve a arrependimentos ou a qualquer tipo de lamentações no futuro; tem de se gostar do que se faz, uma vez que é algo que interfere na rotina do indivíduo.
É indispensável ter em conta vários factores para ser feita a escolha acertada, tais como os gostos pessoais, as hipóteses no mercado de trabalho, as aptidões de cada um e o ordenado que virá a receber (aproximadamente) - se conseguir um emprego.
É realmente importante escolher a actividade profissional certa, uma vez que uma má opção pode levar a depressões ou à mudança repentina de profissão, o que nem sempre corre da melhor forma. A realização a nível profissional é importante para o bem-estar de um indivíduo e, caso esse bem-estar não se verifique, a falta dela pode, então, levar à depressão (há inclusive reportagens sobre este facto). Em relação à mudança de actividade profissional, poderá prejudicar o indivíduo se este não conseguir arranjar emprego, levando-o ao desemprego, algo que acontece com frequência por ser uma decisão arriscada (existem também reportagens que o comprovam).
Para concluir, é indispensável uma pessoa ponderar, com noção da realidade, a sua profissão futura, com consciência de que é uma decisão para a vida.

As TIC, segundo a Beatriz

Na minha opinião, os jovens podem usar as Tecnologias de Informação e Comunicação como as usam, por um lado, mas por outro, não devem.
Os jovens podem usá-las para, por exemplo, comunicar com os amigos e a família, através da internet (redes sociais) e dos telemóveis. Mas, por outro lado, não as devem usar, pois, por exemplo, há jovens que não têm noção dos perigos da internet e das redes sociais. Isto, porque há casos de jovens que falam, virtualmente, com pessoas desconhecidas que se fazem passar por jovens, mas que, na realidade, não o são. Na minha opinião, outro aspeto mau das Tecnologias de Informação e Comunicação é que nas redes sociais há jovens que "partilham" coisas a mais e, assim, passam a não ter a sua privacidade, pois toda a gente fica a saber.
  Em suma, penso que as Tecnologias de Informação e Comunicação têm coisas más e boas.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Tempos e modos verbais

 Modo: categoria morfológica que permite distinguir a flexão verbal nas formas do indicativo, conjuntivo, imperativo e condicional.

Tempo: categoria morfossintática dos verbos, realizada por flexão. Em português, o tempo verbal permite distinguir os seguintes paradigmas: pretérito mais-que-perfeito, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, presente e futuro.

Assim, temos:

1. Indicativo

Presente: estudo, corro, assumo
Pretérito imperfeito: estudava, corria, assumia
Pretérito perfeito: estudei, corri, assumi
Pretérito-mais-que-perfeito: estudara, correra, assumira
Futuro: estudarei, correrei, assumirei

2. Conjuntivo

Presente: (eu) estude, corra, assuma

Pretérito imperfeito: (eu) estudasse, corresse, assumisse

Futuro:

(eu) estudar
(tu) estudares
(ele/ela/você) estudar
(nós) estudarmos
(vós) estudardes
(eles/elas/vocês) estudarem

(eu) correr
(tu) correres
(ele/ela/você) correr
(nós) corrermos
(vós) correrdes
(eles/elas/vocês) correrem

(eu) assumir
(tu) assumires
(ele/ela/você) assumir
(nós) assumirmos
(vós) assumirdes
(eles/elas/vocês) assumirem

3. Imperativo

Estuda (tu)
Estude (ele/ela/você)
Estudemos (nós)
Estudai (vós)
Estudem (eles/elas/vocês)

Corre (tu)
Corra (ele/ela/você)
Corramos (nós)
Correi (vós)
Corram (eles/elas/vocês)

Assume (tu)
Assuma (ele/ela/você)
Assumamos (nós)
Assumi (vós)
Assumam (eles/elas/vocês)
 
4. Condicional

Amaria, correria, assumiria

Formas não finitas

a. Infinitivo impessoal: estudar, correr, assumir

b. Infinitivo pessoal

 estudar (eu)
 estudares (tu)
estudar (ele/ela/você)
 estudarmos (nós)
 estudardes (vós)
estudarem (eles/elas/vocês)

(eu) correr
(tu) correres
(ele) correr
(nós) corrermos
(vós) correrdes
(eles) correrem

(eu) assumir
(tu) assumires
(ele) assumir
(nós) assumirmos
(vós) assumirdes
(eles) assumirem

c. Gerúndio: estudando, correndo, assumindo

d. Particípio passado: estudado, corrido, assumido

Tempos compostos:

Quando um tempo verbal é formado com recurso ao verbo auxiliar “ter”, é designado de tempo composto.

1. Indicativo composto

Pretérito perfeito composto: tenho estudado, tenho corrido, tenho assumido
Pretérito-mais-que-perfeito composto: tinha estudado, tinha corrido, tinha assumido
Futuro composto: terei estudado, terei corrido, terei assumido


2. Conjuntivo

Pretérito perfeito composto: tenha estudado, tenha corrido, tenha assumido
Pretérito-mais-que-perfeito composto: tivesse estudado, tivesse corrido, tivesse assumido
Futuro composto: tiver estudado, tiver corrido, tiver assumido

3. Condicional

teria estudado, teria corrido, teria assumido

Formas não finitas

a. Infinitivo impessoal composto: estudar, correr, assumir

b. Infinitivo pessoal composto

ter  estudado (eu)
teres estudado (tu)
ter estudado (ele/ela/você)
termos estudado (nós)
terdes estudado (vós)
terem estudado (eles/elas/vocês)

ter  corrido (eu)
teres corrido (tu)
ter corrido (ele/ela/você)
termos corrido (nós)
terdes corrido (vós)
terem corrido (eles/elas/vocês)

ter  assumido (eu)
teres assumido (tu)
ter assumido (ele/ela/você)
termos assumido (nós)
terdes assumido (vós)
terem assumido (eles/elas/vocês)

c. Gerúndio composto: tendo estudado, tendo corrido, tendo assumido


Tempo e modo verbal


O tempo é o tipo de variação que indica o momento em que se realiza a ação, ou seja, basicamente, passado, presente ou futuro.


O modo consiste nas várias formas que o verbo pode assumir para indicar a maneira como a pessoa que se exprime encara a realização da ação:


  • o Indicativo indica que a pessoa encara a acção como real;

  • o Conjuntivo indica que a pessoa encara a acção como possível, eventual, desejável ou, até, duvidosa;

  • o Imperativo serve para exprimir uma ordem;

  • o Condicional indica que a pessoa admite que a realização da acção está dependente de uma condição;
  • e o Infinitivo indica a ação como uma simples ideia.



  • (Em http://www.ciberduvidas.com/, consultado em 21/4/2014)

    Formas verbais finitas e não finitas...

    Finitas: todas as que têm flexão de tempo, pessoa e número (escrevo, escreves, escrevia, escrevi, escreveste, escreverão, etc.). De acordo com o Dicionário Terminológico, podem ocorrer como forma verbal única numa frase simples e admitem variação máxima nas categorias tempo, pessoa e número.
    Não finitas: infinitivo, gerúndio e particípio. De acordo com o Dicionário Terminológico, não ocorrem como forma verbal única numa frase simples e não variam em tempo.



    sexta-feira, 18 de abril de 2014

    Dedicado aos meus alunos violonistas, digo, violonistas


    "Dez solistas tocaram em seis violinos antigos e seis violinos modernos numa experiência para testar se os instrumentos antigos são, de facto, melhores do que os construídos recentemente, como é defendido por muitos. Os resultados põem em causa esta ideia antiga: os solistas preferiram os novos instrumentos, conclui um artigo publicado esta segunda-feira na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), que entre vários resultados revela que estes músicos, em geral, não conseguiram distinguir se estavam a tocar num violino antigo ou moderno.
    “Os violinos antigos têm mais cores, personalidade, carácter e refinamento e são mais suaves e melodiosos do que os novos.” Esta frase, que se lê no artigo da PNAS, resume uma das três grandes distinções entre os violinos antigos e novos, segundo a opinião de seis dos dez solistas de renome convidados a integrar a experiência de Claudia Fritz, da Universidade de Sorbonne, em Paris, França, e colegas. As outras duas diferenças assinaladas pelos solistas punham os louros do lado dos novos violinos, que são mais fáceis de tocar e mais potentes do que os antigos, além de que os velhos violinos podem não ser suficientemente potentes para tocar nas novas orquestras.
    Ironicamente, a principal opinião que valoriza os antigos violinos italianos, como os famosos Stradivarius, é a única que não se confirma pelos resultados da experiência. A cor, a personalidade, o carácter ou o refinamento são adjectivos usados pelos solistas da experiência para descrever os sons dos violinos e que os investigadores interpretaram como sendo “aspectos do timbre”. Ora, em relação ao timbre, a avaliação dos velhos e dos novos violinos feita pelos solistas é igual. Quanto ao resto, a facilidade com que se tocam e a projecção do som, a nova geração é que ganha.
    Segundo Claudia Fritz e colegas, o som dos violinos italianos do século XVII e XVIII é visto “como tendo qualidades que são imediatamente identificáveis por músicos experientes e não são encontradas nos novos instrumentos”, lê-se no artigo.
    Nos últimos dois séculos, foram feitos vários testes a novos instrumentos que já punham em causa esta ideia. Em 2010, 21 músicos tocaram violinos sem saberem se eram antigos ou modernos e a conclusão desta experiência é que, afinal, preferiam os novos. Além disso, esses músicos não foram capazes de dizer se o seu violino favorito, entre os três antigos e três modernos que usaram, era antigo ou moderno.
    Mas a experiência de 2010 tinha algumas limitações, como o pequeno número de violinos testados por cada músico, ou o facto de não terem tocado em sala de concertos.
    Agora, os dez solistas desta experiência testaram 12 violinos (seis modernos, com menos de 20 anos e um design antiquado, e seis antigos, incluindo cinco Stradivarius). Os músicos usaram óculos que não os deixavam perceber a idade dos violinos e testaram-nos primeiro numa sala pequena e depois numa sala de concerto para 300 pessoas.
    Os investigadores pediram aos músicos para eleger os quatro melhores violinos, aos quais foram dadas pontuações, e aquele que ficasse em primeiro lugar para cada violonista seria aquele com que ele iria tocar na próxima tournée.
    Os cientistas obtiveram uma grande variabilidade nas respostas. Por exemplo, cinco dos 12 instrumentos foram a escolha número “um” de pelo menos um músico. E dez instrumentos estiveram presentes em pelo menos uma das listas dos quatro melhores instrumentos feita por cada solista.
    Ainda assim, houve uma preferência pelos instrumentos modernos. O violino que obteve mais pontuação foi um da nova geração. Seis dos dez violinistas escolheram um novo violino como o preferido. Além disso, se a pontuação dos novos violinos e dos velhos for somada separadamente, os violinos novos ganham a competição. “É claro que, entre estes músicos e entre estes instrumentos, há uma preferência geral pelos novos violinos”, escrevem os cientistas.
    Por outro lado, os cientistas quiseram saber se os músicos conseguiam distinguir o som de violinos antigos e modernos depois de tocarem durante 30 segundos em vários deles. Das 69 tentativas feitas pelos dez músicos, os solistas erraram 33, acertaram 31 e cinco deram uma resposta que os investigadores consideraram indeterminada. Estes resultados “demonstram claramente a incapacidade dos músicos em adivinhar correctamente a idade do instrumento, ou seja, se era novo ou velho”, escrevem os autores.
    Para a equipa, não há forma de saber qual a representatividade dos resultados, já que só testaram dez solistas. No entanto, lê-se no artigo, “dada a importância e a experiência dos nossos solistas, são necessárias provas empíricas para se continuar a defender a existência de qualidades únicas no som dos antigos violinos italianos.”

    domingo, 6 de abril de 2014

    “É melhor fazer uma ação má do que ser mau.”

                     No contexto da II Guerra Mundial, esta frase apresenta-nos a tese de que seria legítimo matar Hitler, apesar de se cometer uma ação má, porque dessa forma terminar-se-ia com a barbárie desse “mau” sobre vários povos (Dietrich Bonhoeffer).

                    Concordo que fazer uma ação má possa ser justificável, mas só se não implicar matar alguém. Por exemplo, aceitaria que se fizesse uma revolução não sangrenta para retirar o poder a um ditador. Ou seja, o resultado dessa ação seria benéfico para uma larga maioria, o que justificaria a restrição da liberdade de um homem “mau”.

                    O assassinato de um homem, mesmo sendo o Hitler, não é moralmente aceitável e devem-se encontrar outras formas de resistir e de resolver o problema pacificamente. De outra forma, estamos a cometer o mesmo tipo de ação que criticamos nele.

                    O benefício de uma maioria, embora seja um argumento a favor desta decisão, não é um critério de ação justo, se esse benefício exigir matar uma pessoa pois legitima outras ações de violência no futuro. Veja-se a situação da Ucrânia ou dos conflitos no médio Oriente: as ações más, mesmo cometidas em nome do benefício duma maioria, vão perpetuando as situações de violência que vitimam milhões de pessoas.

                    Opto, então, por soluções pacíficas, como o diálogo entre as nações, como a forma correta de se lutar pela paz entre todos. Defendo que o valor da vida nunca deve ser posto em causa.
    Mariana S

    sexta-feira, 4 de abril de 2014

    Parceria com o Centro de Escrita

    Na sequência das aulas lecionadas pelo professor António Mendes ao 9ºA, B e C, estou a receber os primeiros trabalhos dos alunos. Assim, os textos tese/antítese/síntese que a seguir se publicam não foram editados, mas resultam das sugestões feitas pela equipa do Centro de Escrita (http://centrodeescrita.weebly.com/a-equipa.html) aos alunos.

    quarta-feira, 26 de março de 2014

    Nunca é tarde para uma boa receita

    Uma boa receita, para um bom ano.
    Para ter um bom ano, é preciso ter alguns ingredientes…
    Um deles é ser uma boa pessoa, ajudar os outros. Outro ingrediente que também é muito útil é sorrires para os obstáculos que passarem por ti.
    Para termos um bom ano novo, é preciso fazer por isso, é preciso merecê-lo, trabalhar por ele, lutar por ele.
    Uns ingredientes em que nunca deves pensar, são os pensamentos negativos ou do passado. Esses são os ingredientes que nunca deves pôr, para teres um bom ano.
    Ou seja, no final de tudo, do que precisas mesmo é de uma boa dose de força, de uma boa dose de confiança, de uma boa dose de energia, e de começares o ano de cabeça erguida.
      Bom aproveito.
      Marta
    (texto editado)

    quarta-feira, 19 de março de 2014

    Resolução de exercícios

    pp. 228-229




    1.


    a. F (modo narrativo)


    b. V


    c. F (herói coletivo: o povo português)


    d. V


    e. F (início in medias res, na estância 19 do canto I)


    g. F (4 planos narrativos: viagem, história, maravilhoso e do poeta)


    h. V


    i. V


    j. F (o narrador é Vasco da Gama)


    K. F (o ambiente é de preocupação e de tristeza)


    l. V


    m. F (Vasco da Gama pede ajuda à "Divina Guarda", isto é, Deus)


    n. V


    o. V


    p. F (No regresso, Vénus prepara uma recompensa para os navegadores, proporcionando-lhes um encontro com as ninfas da Ilha dos Amores)


    q. V


    r. V


    2. a. Sinédoque (5) e perífrase  (2)


    b. Personificação (1)


    c. Anáfora (4)


    d. Pleonasmo (6)


    e. Eufemismo (3)


    3. a. Plano da História de Portugal


    b. Plano da Viagem


    c. Plano do Maravilhoso


    d. Plano do Poeta

    terça-feira, 18 de março de 2014

    4º teste de avaliação

    O quarto teste basear-se-á num excerto de Os Lusíadas, pelo que surgirão perguntas relacionadas com esse episódio em particular e com  o texto épico em geral. Os recursos expressivos e os conetores discursivos são "valores seguros": os primeiros, sobretudo para a análise de texto, os segundos, porque devem ser utilizados nas respostas e na composição e porque pode surgir um texto com espaços para completar. No que diz respeito à gramática, será dado particular destaque aos pronomes pessoais em adjacência verbal e às funções sintáticas.


    Devem, como sempre, reler o caderno e as seguintes páginas do manual:
     
    •  160-227. O Bloco de notas (pp. 228-230) é particularmente importante.
    Do caderno de atividades, devem fazer todos os exercícios das seguintes páginas:


    p. 30 (todos)
    p. 31 (todos, menos o 2)
    pp. 38-39 (todos)
    pp. 41-45 (todos)
    pp. 49-53 (todos)

     

    Anastasiya, uma história de vida


    Quando cheguei a Portugal, tinha onze anos. Já tinha uma pequena base musical, porque andava numa escola de música na Ucrânia. Cheguei e fiz logo exame de ingresso (sem saber a língua). A minha mãe disse para não me preocupar. Se não entrasse, não havia mal nenhum.
    Passaram mais ou menos duas semanas e fomos ver os resultados. Eu tinha entrado! Fiquei contente… Mas  voltei para Ucrânia e só regressei em setembro (porque tinha de acabar o ano). Estava ansiosa  por conhecer pessoas novas, a minha turma nova, os professores ,etc.
    Finalmente, era o primeiro dia da escola. O meu primeiro dia na escola nova! No momento em que estava a caminho, no carro, comecei a ficar com medo… Cheguei. A minha mãe deixou-me no portão. Tocou. Fiquei desorientada. Nem sabia onde se situava a sala, não sabia falar português, logo, não podia perguntar a ninguém onde ficava. Mas, com a minha sorte, encontrei-a rápido. Os meus colegas ficaram a olhar para mim. Eu era diferente. Era estrangeira. Mas, para mim, eles também eram diferentes. Tinham todos cabelos escuro, olhos castanhos. Não percebia o que eles diziam, mas senti que eram simpáticos.
    Passaram três meses. Comecei a entender português. A adorar a minha turma (fiquei muito contente por ficar nela e não noutra qualquer). Nos dias de hoje não mudei de opinião:  faço a coisa  de que gosto (a música) com pessoas que adoro e estou feliz.
    (Texto editado)





     


    Uma história da vida da Maria

    Naquela altura eu deveria ter uns cinco, seis anos. Estava num centro comercial, com a minha irmã de três anos e o meu pai. Fomos  às compras, como fazíamos todas as sextas-feiras.
    Houve um dia em que estava muito contente, pois o meu pai tinha-me comprado uma boneca de que gostei muito. Quando já estávamos a sair do centro comercial, ia aos saltinhos e muito à frente do meu pai da mina irmã. Não conhecia muito bem as portas de saída. Só havia duas, uma porta principal que era mais longe e uma porta secundária, que seria a porta onde deveria ter saído. Mas, com tanta felicidade, fui sempre andando até que... Parei, olhei para trás e apercebi-me de que não estava lá ninguém. Fiquei muito confusa na altura, e acho que comecei a chorar. 
    Passados alguns segundos, uma senhora, com uma criança que deveria ter dez anos, veio ter comigo. Disse-me para ter calma e que iríamos encontrar o meu pai. Pouco tempo depois, o meu pai apareceu muito aflito à minha procura, eu vi-o e fui ter com ele.
    Felizmente correu tudo bem, mas apanhámos um grande susto. Agradeci à senhora por ter ficado comigo, e fui para casa com o meu pai e nunca mais o larguei. 
     
    (Texto editado)

    terça-feira, 11 de março de 2014

    Avaliação das exposições orais

    Como já estão familiarizados com os "descritores" das provas intermédias, deixo-vos os "vencedores" das exposições orais:

    GUIÃO

    O guião deve ser esquemático, adequado ao tema, à duração (5 minutos), ao auditório e à finalidade. O equilíbrio entre a introdução, o desenvolvimento e a conclusão (a qual deve ocupar mais de 50% do tempo total da exposição) deve ser assegurado.


    COESÃO E COERÊNCIA

     O discurso deve ser claro e organizado, distinguindo-se visivelmente as sequências discursivas, as quais devem ser articuladas entre si, de preferência com recurso a conetores. O registo de língua deve ser apropriado (embora com menos exigência do que no código escrito). Devem ser - como sempre - evitadas as repetições e os bordões de linguagem ("tipo", "supostamente"...).


    ESTRATÉGIAS DISCURSIVAS


    O discurso deve ser eficaz (o "teste-tipo" consiste em perguntar aos presentes duas coisas que retiveram da exposição. Não retiveram? É mau... Lembram-se de duas, ou três, ou quatro? É bom, muito bom.) O orador deve mobilizar recursos que criem sentidos e captem a atenção do público, podendo recorrer a figuras de estilo (como a interrogação retórica - ou não - e a ironia), ao humor, aos efeitos de surpresa...)


    VOCALIZAÇÃO, RITMO E ENTOAÇÃO, POSTURA


    O discurso deve ser claramente percetível, fluente, nem demasiado rápido nem excessivamente lento. A entoação deve mostrar o interesse do orador no tema abordado. Para manter a atenção, o auditório deve ser percorrido pelo olhar (nada de fixar os candeeiros da sala e l-i-v-r-e-m-se de olhar só para mim.). O orador pode gesticular e circular pela sala quando tal se justifique, mas não de forma artificial ou mecânica. As mãos nos bolsos são de evitar, tal como os balanços: para trás, para a frente; ponta do pé, calcanhar, ponta do pé; lado esquerdo, lado direito. Irritante e "distrativo".

    BASTA gostar do tema, prepará-lo bem, enviar-me o guião para análise, fixar a sequência e os tópicos, cronometrar, respirar fundo e pensar: "Afinal, é só a minha professora e os meus colegas. Cinco minutos? Mas isso não é nada..."



    Exposições orais: o guião

    Um guião de apresentação oral é simples e tem muitos pontos em comum com a planificação de textos escritos.



    1. INTRODUÇÃO
    • apresentação do tema








    2. DESENVOLVIMENTO


    • tópico 1: ____________________________________________________________ 
    • tópico 2: ____________________________________________________________ 
    • tópico 3: ____________________________________________________________ 
    • tópico 4: ____________________________________________________________ 
    • tópico 5: ____________________________________________________________ 
     (...)






    3. CONCLUSÃO


    • síntese
    Parece-lhes pouco? É propositado, porque, se escreverem mais, têm tendência para ler o que escreveram (isto é, justamente o que não devem fazer). Limitando-se a escrever os tópicos, com uma simples olhadela certificam-se que não esqueceram nada de essencial.

    domingo, 23 de fevereiro de 2014

    TPC

    Caros alunos:

    Relembro que os textos de opinião (modelo tese/antítese/síntese) devem ser enviados para o Centro de escrita (clicam em http://centrodeescrita.weebly.com/ e inscrevem-se). Bom fim de semana.