segunda-feira, 12 de maio de 2014

Porque nasci primavera


Porque a outra se despe mas tu não

Porque a outra se cobre de frio

Para mostrar quão frágil é a vida feita de pavio

Porque a outra se incendeia de fogo mas tu não.




Porque tu és cheiro e cor

E trazes no teu regaço a nova esperança

Porque nasceste primavera mas elas não.



Filipa




Empregos de sonho, uma falácia

A meu ver, cada pessoa deve sentir-se bem e feliz com a sua profissão.
Penso que se uma pessoa gostar daquilo que faz e se empenhar no seu trabalho/emprego, não vai achar o seu emprego cansativo e deprimente. Veem-se algumas pessoas a queixar-se, “Ai que vou trabalhar!”, “Ai que estou cansado!”, “ Ai que vai ser mais um dia esgotante”; estas pessoas não devem ter feito a escolha acertada, ou não tiveram possibilidades de optar ou, ainda, foram “obrigadas” a aceitar aquele trabalho.
Acho que se gostar do meu emprego não lhe vou chamar “trabalho”. Pelo contrário, vou ser feliz e estar contente com os resultados.
Quando uma pessoa se sente assim, satisfeita, é porque escolheu a opção certa na sua vida.
Apesar da importância da escolha profissional, considero que ter um bom ambiente no trabalho ajuda as pessoas a gostarem do que fazem.
Realmente a escolha de uma profissão é difícil, mas podemos não conseguir logo à primeira um emprego de sonho ou algo de que gostamos. E, se não conseguirmos, ficamos com uma experiência para a vida.
 Maria

sexta-feira, 9 de maio de 2014

"Porque" ou "por que"?

Enquanto advérbio interrogativo, a forma correta é porque: Porque viajaste?

Numa frase declarativa, como por exemplo Eu disse-lhe por que viajei a forma correta é por que, pois está implícito a palavra motivo ou razão: Eu disse-lhe por que (motivo/razão/etc.) viajei.

Como conjunção, a forma correta é porque: Porque viajaste? Viajei porque queria conhecer novas culturas.

"De mais" ou "demais"?

As duas formas são corretas.
De mais é uma locução adverbial que significa «excessivamente» e «quantidade excessiva; muito; demasiado»:
    Ser bom de mais.
    Comemos de mais.
Para além disso, pode ser também a preposição de seguida do advérbio mais:
    Ele falou de mais dois assuntos.Demais é um advérbio que significa «além disso»:
    Decidi não ir ver o filme; demais, as críticas era fracas.
Como pronome, significa «outros, outras; restantes»:
    Os demais sentaram-se sem fazer barulho.

"Apesar de a" ou "apesar da"?

apesar da janela estar fechada, está frio ou apesar de a janela estar fechada, está frio?
Nesta frase, a construção correta é apesar de a.
Quando a seguir à locução apesar de se encontra uma forma verbal no infinitivo, não se faz a sua contração com o artigo:
Apesar de a janela estar fechada.
Quando a locução apesar de não está seguida dessa forma verbal, a contração já ocorre:
Apesar da chuva, não fechámos a janela.


"Absti-me" ou abstive-me"?

A forma verbal correta é abstive-me.
O verbo abster conjuga-se como o verbo ter. Assim sendo, tal como se diz eu tive, no pretérito perfeito do indicativo, também se deve dizer eu abstive-me.

"Há" ou "à"?

a – artigo definido singular no feminino
O artigo geralmente acompanha o nome, com o qual concorda em género e número: 
    a casa
    a amizade
    as casas
    as amizades

à – preposição a + artigo definido a; 
     preposição a + pronome demonstrativo a ou aquela
O acento grave [`] indica que houve uma crase, isto é, que se deu a contração ou fusão entre duas vogais iguais numa só. 
Neste caso, o a que é proposição e o a que é artigo:
    Vou à casa do meu amigo. [a + a casa]
Nesta construção, o a que é preposição e o aquela que é pronome demonstrativo:
    Fui àquela loja comprar algo. [a + aquela]