quinta-feira, 5 de junho de 2014

Os brácaros e a música

Os arqueólogos Rui Morais e Maria José Sousa defendem que uma lucerna fabricada em Bracara Augusta, datável dos séculos II ou III, mostra uma figura feminina a tocar um órgão hidráulico e, por trás dela, um homem com uma gaita-de-foles. A confirmar-se, será a primeira representação conhecida de uma gaita-de-foles no contexto do mundo romano.
A descoberta vai ser apresentada esta sexta-feira à tarde no colóquio Minho e Galiza: Confluências, a decorrer no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, em Braga, onde Maria José Sousa trabalha. Rui Morais é actualmente professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Espécie de lamparinas em cerâmica, com um orifício para se deitar o azeite, as lucernas romanas eram muitas vezes decoradas no topo (ou no disco), com motivos muito diversificados. E às vezes, “ainda que raramente”, diz Rui Morais, “mostram representações de instrumentos musicais”.
É o caso desta lucerna bracarense, mas não se pode dizer que o facto salte propriamente à vista. E tanto não salta, que a candeia está há anos no Museu D. Diogo de Sousa, e até aparece referida em trabalhos académicos – um deles do próprio Rui Morais –, sem que até agora alguém tivesse reparado que a figura masculina está a tocar uma gaita-de-foles.
Para se fazer uma descoberta arqueológica relevante, nem sempre é preciso escavar. É verdade que alguém o terá feito para descobrir esta lucerna, que apareceu numa necrópole de Braga, mas o mérito destes dois investigadores foi terem olhado mais atentamente para uma peça que já estava musealizada e estudada.
E não olharam por acaso: há já algum tempo que ambos se vêm dedicando a um campo muito pouco explorado em Portugal: o da arqueologia musical. E foi nessa perspectiva que começaram a reanalisar diversos materiais que têm vindo a ser descobertos em Braga desde os anos 70, e que incluem, por exemplo, campainhas, címbalos, assobios, espanta-espíritos, uma trompa em cerâmica e artefactos com representações de instrumentos musicais.
O mais interessante de todos é justamente esta lucerna, porque não se conheciam até hoje quaisquer representações de gaitas-de-foles datadas da época romana – embora existam alusões literárias ao instrumento em textos de vários autores do período –, e porque o facto de aparecer na faixa atlântica da Península Ibérica “sugere que as tradições associadas ao instrumento podem ter ido daqui para as ilhas da Grã-Bretanha e da Irlanda”, argumenta Rui Morais. Uma tese, acrescenta, que já Ernesto Veiga de Oliveira (1910-1990), um dos grandes pioneiros dos estudos etnográficos portugueses, tinha considerado verosímil.
Pensa-se hoje que a gaita-de-foles terá surgido no Egipto por volta de 2500 a.C. E chegaram até nós algumas raríssimas representações produzidas em contexto helenístico, no final do século I a.C. Mas nenhuma do mundo romano, embora vários autores do período refiram o instrumento, que em latim se chamava utricularius.
Uma passagem do historiador romano Suetónio refere uma circunstância em que Nero se comprometeu a celebrar uma vitória com “um espectáculo de órgão hidráulico, flauta, e gaita-de-foles”, um passo que Morais considera especialmente significativo, já que demonstra que os dois instrumentos representados na lucerna bracarense eram tocados em uníssono, o que à partida não seria óbvio, dadas as características mais populares da gaita. Já o órgão hidráulico, geralmente utilizado em anfiteatros, era um instrumento de tubos de grandes dimensões, que funcionava com água e era movido a pedais.
A identificação do desenho da lucerna é literalmente mérito de ambos os investigadores, já que Rui Morais reconheceu o órgão hidráulico (chegou a pensar-se que seria um tear) e Maria José Sousa percebeu que estava a ver uma gaita-de-foles, com o seu odre, o seu tubo melódico, e ainda um segundo tubo, dito “insuflador” ou “ronca”. O conjunto, nota Morais, pretende dar uma sugestão erótica, com “a figura feminina a olhar para trás, para a figura masculina que a persegue”.
O arqueólogo reconhece que a representação “é fruste”, como seria de esperar de uma lucerna de produção local (ostenta na base a marca do respectivo oleiro), mas ainda assim suficientemente nítida para que a identificação dos dois instrumentos possa ser convincentemente sustentada.
Desde que fizeram este achado, os dois investigadores têm vindo a procurar outras lucernas romanas com motivos semelhantes na bibliografia da especialidade. E já encontraram cinco, todas de modelo idêntico e com um desenho semelhante ao que ornamenta a de Braga. Duas apareceram em Sevilha, uma em Cádis, e há ainda duas outras referenciadas no Catálogo do Gabinete de Numismática e Antiguidades da Biblioteca Nacional (BN), organizado por Jorge de Alarcão e Manuela Delgado em 1969. Ao descrever o desenho, o catálogo da BN refere apenas uma “figura com os braços estendidos para um objecto de difícil interpretação”. Ou seja, nota Morais, não só não foi então identificado o órgão hidráulico, como se ignorou a figura masculina.


In http://www.publico.pt/cultura/noticia/arqueologos-identificam-gaitadefoles-em-candeia-bracarense-da-epoca-romana-1638878

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Cenário de correção 9ºC (por tópicos)



Grupo I (parte A) 1. V I V F F F F V  2. c b a b c

Grupo I (parte B)

 

  1. As dificuldades devem-se ao facto de o sujeito poético não saber dizer ao interlocutor que a sua voz o procura, de não saber o que lhe dizer e de não saber como lhe dizer que aquilo que o procura é o que tem dentro de si.
  2. Os travessões têm a função de destacar frases que o eu lírico diz ao seu interlocutor, isto é, de assinalar momentos de discurso direto.
  3. Metáfora + comentário
  4. A conjunção marca um contraste entre aquilo que o sujeito poético aprende durante a primavera (“os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstrato / correr do espaço” vv. 25-26) e aquilo de que necessita verdadeiramente (“um girassol, uma pedra, uma ave – qualquer/ coisa extraordinária” vv. 30-31) para poder dizer algo ao seu interlocutor.
  5. Estes versos contêm uma justificação para as dificuldades do eu lírico: as coisas reais, que estão dentro dele, procuram o ser amado.

 

Grupo II

  1. a. Narrador não participante na 3ª pessoa

1.b. Caraterização física direta (enérgico, de sotaina preta e óculos graduados); caraterização psicológica direta (distraído e seco) + justificação

  1. Resposta livre
  2. Se não, havia, haviam, apesar de, apesar de a
  3. Pretérito perfeito composto do conjuntivo, 3ª pessoa do singular; presente do conjuntivo, 3ª pessoa do plural
  4. Disponho, intervêm, interveio, se propunha, pudessem, houvesse, tinha ido
  5. Todos os festivais de rock se realizam no Verão. Talvez seja tarde para comprar um bilhete para os Rolling Stones. Alguém me disse que os bilhetes estavam esgotados.
  6. Se A Luana fez os TPC todos, vai achar este teste facílimo. Embora esteja a chover, a temperatura está agradável. O Vicente chegou tão tarde, que teve falta.
  7. 1. (a); 2. (i); 3. (c); 4. (d); 5. (g)

Grupo III: resposta livre

Cenário de correção 9ºA (por tópicos)




Grupo I (parte A) c a b a c c

Grupo I (parte B)

  1. “minha voz”
  2. “cem ideias”, “a pureza”, “o sol, o fruto,/ a criança”, “a água, o deus, o leite, a mãe, / o amor”
  3. Amor (“a atenção começa a florir”, “estremeces como um pensamento chegado”, “tu arrebatas os caminhos da minha solidão”)
  4. A lembrança da pessoa a quem o sujeito poético se dirige acompanha-o de tal forma que nunca se sente só, pois essa imagem apodera-se da sua solidão.
  5. Sendo o amor um sentimento tão complexo e tão difícil de definir, o sujeito poético tem dificuldade em expressar o que sente pela pessoa em causa.

 

Grupo II

    1. Narrador não participante
    2. Caraterização física e psicológica direta + citações textuais
  1. (A baixo; abaixo)* Por que, porque; de que
  2. Presente do conjuntivo, 1ª pessoa do plural; pretérito perfeito composto do conjuntivo, 3ª pessoa do singular
  3. Dispõem, intervenho, (obteve)*, repunham, tinha recrutado, pudessem, houvesse
  4. Todos os alunos de 6º ano se sentiram aliviados após a prova. Alguém me disse que a prova era fácil. Talvez estejas a exagerar.
  5. Embora Quino tenha abandonado a personagem de Mafalda em 1973, venceu o prémio Príncipe das Astúrias 2014. Mafalda é uma personagem de tal modo multifacetada, que influenciou várias gerações. Quando Quino chega ao auditório, os espectadores aplaudem-no.  
  6. 1. (a); 2. (g); 3. (i); 4. (c); 5. (d)

Grupo III: resposta livre



* Pontuação reajustada


domingo, 1 de junho de 2014

Cenário de correção 9ºB (por tópicos)




Grupo I (parte A) c d b a b b

Grupo I (parte B)

  1. A pessoa amada (ou: a mãe, um filho)
  2. O sujeito poético confessa, por várias vezes, não saber como expressar o amor que sente pela pessoa em causa.
  3. Comparação e metáfora. Tanto com a comparação (“arrebatas os caminhos da minha solidão como se a minha casa ardesse pousada na noite”), como com as metáforas (“caminhos da solidão” e “a minha casa ardesse pousada na noite”), o eu lírico sugere que a sua solidão acaba com a presença do(a) destinatário(a) dos seus versos.
  4. Resposta livre.

 

Grupo II

  1. Narrador participante na 1ª pessoa + justificação
  2. Caraterização física direta (com implicações indiretas na caraterização psicológica; desse ponto de vista: mista) + justificação
  3. Resposta livre
  4. Houve, Por que, porque, trás, traz
  5. Presente do conjuntivo, 1ª pessoa do plural; pretérito perfeito composto do conjuntivo, 3ª pessoa do singular
  6. Dispõem, intervenho, interveio, supunha, tinha ganhado/tinha ganho, pudessem, houvesse
  7. Todas as notícias do jornal se referiam à Troika. Talvez haja muitas empresas em risco. Ninguém nos disse que as exigências de rigor chegaram ao fim.
  8. Se os alunos estudarem ciências sociais, interessar-se-ão por política. Embora as editoras publiquem cada vez mais livros, nem todos têm interesse. O Tiago toca tão alto que acorda todos os vizinhos.
  9. 1. (a); 2. (c); 3. (g); 4. (f); 5. (i)

Grupo III: resposta livre

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Porém, todavia, contudo: advérbios conetivos


Porém, todavia, contudo são « (...) casos distintos da conjunção coordenativa adversativa mas, (...) atualmente classificados como advérbios conetivos. Contrariamente ao que se passa com a conjunção (mas) de valor idêntico, os advérbios conetivos contudo, porém e todavia podem ocorrer em várias posições na frase, como, por exemplo, entre o sujeito e o predicado ou no início da frase. Repare-se nos seguintes exemplos: 
«Estou constipado, mas vou trabalhar.»
*«Estou constipado, vou mas trabalhar.» (mas é uma conjunção)
«Estou constipado. Vou, porém, trabalhar.»/«Estou constipado. Porém, vou trabalhar.»
«Estou constipado. Vou, contudo, trabalhar.»/«Estou constipado. Contudo, vou trabalhar.»
«Está frio, mas o João fica na praia.»/*«Está frio. O João, mas, fica na praia.» (mas é uma conjunção)
«Está frio. Porém, o João fica na praia.»/«Está frio. O João, porém, fica na praia.» (porém é um advérbio conetivo)
«Está frio. O João [contudo] vestiu uns calções.» (contudo é um advérbio conectivo)
Verificamos, através dos exemplos citados, que o enunciado introduzido pela conjunção mas faz parte de uma frase complexa (em que existe mais do que um verbo principal ou copulativo), sendo classificada como oração coordenada adversativa («oração coordenada que transmite uma ideia de contraste face a um pressuposto expresso ou implícito na frase ou oração com que se combina» – DT).
Ora, não é essa a situação das frases em que ocorrem os advérbios conetivos contudo, porém e todavia, em que há um único verbo principal. Trata-se, portanto, de frases simples. Se se quiser ser mais preciso na classificação, poder-se-á explicitar que são casos de frases simples com valor de contraste.»

O mesmo sucede com "no entanto" e "entretanto" com valor adversativo.


In http://www.ciberduvidas.com/, consultado em 30/5/2014

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A influência da escolha da língua num teatro, ópera ou musical


Os musicais, óperas e as peças de teatro são sempre espetáculos memoráveis de se ver e de ouvir. No entanto, o espetáculo poderá tornar-se um verdadeiro desastre se o público não entender o que está a ser dito ou cantado, pelos atores, daí que a escolha da língua seja muito importante.

Para uma boa escolha da língua, esta deve ser feita consoante o país em que é exibida. Mas, pode ser exibida em vários países? Sim, nesse caso, existem  duas escolhas possíveis. Se o espetáculo exibido for uma peça, que ficou conhecido ao ser exibido num determinado local, a língua deve manter-se para que a magia do espetáculo seja preservada. Por outro lado, se o espetáculo for criado para ser exibido logo à partida por todo o mundo deverá ser escrito na língua universal da época (como por exemplo: o latim, na antiguidade e o inglês nos dias de hoje).

            A língua pode também pode ser escolhida em relação ao universo a que se pretende atingir, ou seja, se a peça é apenas direcionada para o público de um determinado país, a língua pode e deve, evidentemente, ser desse mesmo país. Por oposição, se o autor quer escrever para ser representado, primeiramente, no seu país, mas tem a ambição de que esta seja representada por todo o mundo, terá de criar uma versão na língua do país onde irá começar e uma versão na língua universal da época. Por outro lado, poderá também criar apenas uma versão na língua universal de forma a facilitar a sua internacionalização. Quando se trata de uma ópera é importante manter a língua base, pois a métrica das palavras tem de coincidir com a música escrita na época, nos outros casos, teatros, teatros de revista e outros, deve-se manter uma língua original.

            O público-alvo é um dos fatores que influencia a escolha da língua, pois até agora só foram abordados os aspetos anteriores, pensando numa audiência com idades entre 20 e os 55 anos, que respeita a um estrato da sociedade com conhecimentos ao nível das línguas. Quando falamos de crianças com menos de 10 anos, estamos a “atingir” um público que tem poucos conhecimentos ao nível das línguas estrangeiras, a língua tem de ser a sua língua materna e com um vocabulário simples. Como irão estes espetáculos tornar-se internacionais? Para que isso seja possível, é necessária a tradução do texto, mas mantendo a mensagem que se quer passar. E isso não se pode realizar nas outras obras porquê? Nas outras obras o vocabulário é mais elaborado e muitas vezes contém expressões típicas de cada país e, ao tentarmos traduzir muitas destas palavras e expressões, muda-se o seu significado. No caso das óperas e musicais, quando estes são elaborados altera-se também a música, perdendo assim a magia.

            Quando escrevemos uma obra temos sempre de pensar em várias coisas, como o público-alvo e o universo que se pretende “atingir”, para que a obra não seja uma “fachada” ou uma “seca”, pois as pessoas podem não perceber as palavras, uma vez que nas óperas, teatros e musicais não existem legendas nem discos auditivos com as traduções, logo a língua desempenha um fator muito importante.
 
Teresa

N.B. O tema da composição não foi o inicialmente proposto.
 

Porque Joana


Porque os outros têm cabelo liso mas tu não

Porque os teus caracóis me fazem lembrar

As ondas do mar

Porque a tua pele é como uma estrela, mas mais brilhante

 

Porque tens sorriso calmo

E alegre, com gargalhadas que amo

Porque és perfeita, mas eu não

terça-feira, 27 de maio de 2014

"A galinha", segundo o 9ºC


Guião

Cena 1

(Feira. Mãe, Tia, Vendedora, Tio, Pai, Figurantes)

MÃE (olhando para uma galinha de barro)

- Olha que galinha engraçada!

- Quanto custa?

VENDEDORA

- Vinte mil réis.

MÃE

- Dou-lhe, no máximo, dez mil réis.

VENDEDORA

- Não, senhora!

- Olhe que é uma galinha muito boa, feita à mão!

MÃE

- Doze mil!

VENDEDORA

- Pronto, doze mil e duzentos e não se fala mais nisso!

(A mãe paga a galinha. A tia aproxima-se, mas a vendedora não se apercebe de que há um laço de parentesco entre elas)

TIA

- Quanto custa a galinha?

VENDEDORA

- Vinte mil réis.

TIA (aos berros, atraindo as atenções de todos os compradores das imediações)

- Eu não ando aqui a roubar carteiras!!!

VENDEDORA

- Pronto, acalme-se! Quinze mil…?

TIA

- É que nem pensar! Só pode estar a brincar.

VENDEDORA

- Pronto, doze mil e é para perder dinheiro…

TIA

- Olhe que ali na Mira é mais barato!

VENDEDORA

- Dez. É a minha última palavra.

TIA

- Eu só trago sete mil e quinhentos comigo, é pegar ou largar!

VENDEDORA (desistindo)

- Pronto, fique lá com a galinha, mas não diga a ninguém que lhe fiz este preço.

MÃE (indignada)

- Então “bocê” vende-lhe a ela por sete mil e quinhentos, e a mim por doze mil e quinhentos?!

VENDEDORA (atrapalhada)

- Oh, oh, oh minha senhora… Foi por ser a última…

TIA

- Pois foi. Então tu não vês que esta galinha é diferente?

MÃE

- Diferente em quê?

TIA (subindo o tom de voz)

- Então não se vê que é diferente? Que a tua tem o bico mais perfeito? E o rabo? Isto é lá rabo que se compare?...

MÃE (ironicamente)

- Mas se gostas mais desta, leva-a, mulher.
(...)

domingo, 25 de maio de 2014

O verbo "medir"

A forma correta é meço.
É a primeira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo medir.
Messo
é a primeira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo messar, que significa «tirar a cortiça».


(In http://www.ciberduvidas)

"Dispender" ou "despender"?

Qual a frase correta?

a) Não posso dispender muito tempo com esse assunto.
 
b) Não posso despender muito tempo com esse assunto.
 
A frase correta é a b). 
O verbo despender (que significa “gastar”, “empregar”, “desembolsar”) escreve-se com “e” e não com “i”.
Mas atenção que dispêndio (gasto, despesa) e dispendioso escrevem-se com "i".

Exemplos:
- Para consertar o carro teria de despender muito dinheiro.
- O conserto do carro é muito dispendioso.
- Consertar o carro exigiria um grande dispêndio de tempo e de dinheiro.

Porque... para sempre


Porque não está quando deve estar

Porque não fala quando devia falar

E quando fala - porque é que não acerta nas palavras?

Porque nos põe a rir ou a chorar

Porque faz parte dos bons e dos maus momentos

Então... porque não durar para sempre?

Marta I
(texto editado)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Porque + igual

Porque eles te evitam, mas o teu sangue é igual ao deles,
Porque eles são perfeitos e daí tu teres vergonha de ti,
Porque tu és diferente, mas o teu sangue é igual ao deles.
Porque eles te julgam e maltratam,

Porque eles não sabem, mas o teu sangue é igual ao deles.

Arnaldo

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Porque sim mas não


Porque estás mas não estás

Porque andas sem olhar para trás

Porque amas mas não sentes.

 

Porque vês sem olhar

E olhas sem ver

Porque sim mas não.

Marta

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Resolução da ficha de trabalho

a. opuseram-se; se opuseram (o "se" não devia estar lá, obviamente), intervieram; obtiveram
b. reouvéssemos; tínhamos/teríamos (ou: reouvermos; teremos)
c. insira; omiti; esqueci-me; perdi; anotei; se costuma; perco
d. suspendeu; se afeiçoou; renovou-o (ou: tinha suspendido/ se tinha afeiçoado)
e. damos; preferimos; deem; preferem
f. Dá-me; Dá-mas, deres; traga
g. creio; cabemos; cabe; caibo; enjoo; caiba
h. trouxe (trago); trará/traz (faltava "outra"...); trouxe; trará; se lembrar
i. pude (podia); posso; queiras; pomos; põe

domingo, 18 de maio de 2014

Porque... mais alto

Porque tu és homem mas buscas mais além.
Porque pensas mais alto.
Porque amas mais forte mas uma vida não chega.
Porque queres a terra e a lua em conjunto.
Porque somos um mas vivemos numa multidão.

Maria

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Porque... a perfeição


Porque os outros desistem, mas tu não

Porque os outros reinam pela falsidade,

E tu defendes a lealdade,

Difícil de acreditar que é verdade.

 

Porque tu rasas a perfeição…
 
Pedro F

quarta-feira, 14 de maio de 2014

5º teste de avaliação

O quinto teste terá a ver com


  • o texto lírico
  • o texto narrativo em prosa
 Nota importante: no último teste do terceiro período - por maioria de razões - pode sair tudo.




Dadas as unidades em estudo, porém, é absolutamente certo que serão questionados acerca de


  •  recursos expressivos
  • campo semântico/lexical
  • polissemia
  • categorias da narrativa
Do ponto gramatical, são "fatais como o destino"


  • os tempos e modos verbais
  • os pronomes pessoais em adjacência verbal 
  • as funções sintáticas
  • a frase complexa
Devem reler o caderno e as páginas 33-39; 236-266 do manual e ler/ver as dúvidas de português que publiquei neste blogue na semana passada.
 
  •   O Bloco de notas (pp. 78-79 e 268-269) é para d-e-c-o-r-a-r
Do caderno de atividades, devem fazer os exercícios que restam.




Ah... e por favor NÃO sigam o exemplo de Jeremy. Concentração num ambiente tranquilo é aquilo de que precisam.





In http://3.bp.blogspot.com/

Porque tu és negro


Porque ele é claro mas tu não
Porque ele brilha à luz do sol e tu apodreces na escuridão
Porque ele nasce rei mas tu não
Porque ele fica vermelho, pálido e até roxo

Porque ele é branco mas tu não

Alessio

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Porque nasci primavera


Porque a outra se despe mas tu não

Porque a outra se cobre de frio

Para mostrar quão frágil é a vida feita de pavio

Porque a outra se incendeia de fogo mas tu não.




Porque tu és cheiro e cor

E trazes no teu regaço a nova esperança

Porque nasceste primavera mas elas não.



Filipa




Empregos de sonho, uma falácia

A meu ver, cada pessoa deve sentir-se bem e feliz com a sua profissão.
Penso que se uma pessoa gostar daquilo que faz e se empenhar no seu trabalho/emprego, não vai achar o seu emprego cansativo e deprimente. Veem-se algumas pessoas a queixar-se, “Ai que vou trabalhar!”, “Ai que estou cansado!”, “ Ai que vai ser mais um dia esgotante”; estas pessoas não devem ter feito a escolha acertada, ou não tiveram possibilidades de optar ou, ainda, foram “obrigadas” a aceitar aquele trabalho.
Acho que se gostar do meu emprego não lhe vou chamar “trabalho”. Pelo contrário, vou ser feliz e estar contente com os resultados.
Quando uma pessoa se sente assim, satisfeita, é porque escolheu a opção certa na sua vida.
Apesar da importância da escolha profissional, considero que ter um bom ambiente no trabalho ajuda as pessoas a gostarem do que fazem.
Realmente a escolha de uma profissão é difícil, mas podemos não conseguir logo à primeira um emprego de sonho ou algo de que gostamos. E, se não conseguirmos, ficamos com uma experiência para a vida.
 Maria