sexta-feira, 6 de junho de 2014

Aulas de preparação para exames


1ª semana

Horário das aulas de preparação para os Exames de 9/06 a 13/06
Horário
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
8.20
9º B – Portug
9ºB – Portug (FG7)
 
 
Feriado Nacional
9º C – Matem
9ºC – Matem(FG7)
9º C – Portug
9ºC – Portug(FG7)
9º A – Portug
9ºA – Portug(FG8)
9.20
10.30
9º B – Matem
9ºB – Matem(FG7)
9º A – Matem
9ºA – Matem(FG7)
9ºB - Port
9ºB - Port(FG8)
9ºC - Mat
9º C - Mat(FG7)
9º A – Matem
9ºA – Matem(FG7)
11.30
 
 
 
 
 
13.30
 
9º C – Portug
9ºC – Portug(FG8)
9º B – Matem
9ºB – Matem (FG8)
 
14.30
 
 
15.30
 
9º A – Portug
9ºA – Portug(FG7)
 
 
16.40
 
 
 




 
2ª semana
Horário
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
8.20
9º B – Portug(FG7)
9ºB – Portug(FG7)
 
 
Exame de Português
   9º C – Matem
9ºC – Matem(FG7)
 
 
9.20
10.30
 
 
  9º A – Matem
9ºA – Matem(FG7)
      9ºB – Matem
9º B– Matem(FG7)
   9º A – Matem
9ºA – Matem(FG7)
11.30
 
 
 
 
 
13.30
 
  9º B – Matem
9ºB – Matem (FG7)
      9º B – Matem
9ºB – Matem(FG7)
   9º C – Matem
9ºC – Matem(FG7)
14.00
 
15.30
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Os brácaros e a música

Os arqueólogos Rui Morais e Maria José Sousa defendem que uma lucerna fabricada em Bracara Augusta, datável dos séculos II ou III, mostra uma figura feminina a tocar um órgão hidráulico e, por trás dela, um homem com uma gaita-de-foles. A confirmar-se, será a primeira representação conhecida de uma gaita-de-foles no contexto do mundo romano.
A descoberta vai ser apresentada esta sexta-feira à tarde no colóquio Minho e Galiza: Confluências, a decorrer no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, em Braga, onde Maria José Sousa trabalha. Rui Morais é actualmente professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Espécie de lamparinas em cerâmica, com um orifício para se deitar o azeite, as lucernas romanas eram muitas vezes decoradas no topo (ou no disco), com motivos muito diversificados. E às vezes, “ainda que raramente”, diz Rui Morais, “mostram representações de instrumentos musicais”.
É o caso desta lucerna bracarense, mas não se pode dizer que o facto salte propriamente à vista. E tanto não salta, que a candeia está há anos no Museu D. Diogo de Sousa, e até aparece referida em trabalhos académicos – um deles do próprio Rui Morais –, sem que até agora alguém tivesse reparado que a figura masculina está a tocar uma gaita-de-foles.
Para se fazer uma descoberta arqueológica relevante, nem sempre é preciso escavar. É verdade que alguém o terá feito para descobrir esta lucerna, que apareceu numa necrópole de Braga, mas o mérito destes dois investigadores foi terem olhado mais atentamente para uma peça que já estava musealizada e estudada.
E não olharam por acaso: há já algum tempo que ambos se vêm dedicando a um campo muito pouco explorado em Portugal: o da arqueologia musical. E foi nessa perspectiva que começaram a reanalisar diversos materiais que têm vindo a ser descobertos em Braga desde os anos 70, e que incluem, por exemplo, campainhas, címbalos, assobios, espanta-espíritos, uma trompa em cerâmica e artefactos com representações de instrumentos musicais.
O mais interessante de todos é justamente esta lucerna, porque não se conheciam até hoje quaisquer representações de gaitas-de-foles datadas da época romana – embora existam alusões literárias ao instrumento em textos de vários autores do período –, e porque o facto de aparecer na faixa atlântica da Península Ibérica “sugere que as tradições associadas ao instrumento podem ter ido daqui para as ilhas da Grã-Bretanha e da Irlanda”, argumenta Rui Morais. Uma tese, acrescenta, que já Ernesto Veiga de Oliveira (1910-1990), um dos grandes pioneiros dos estudos etnográficos portugueses, tinha considerado verosímil.
Pensa-se hoje que a gaita-de-foles terá surgido no Egipto por volta de 2500 a.C. E chegaram até nós algumas raríssimas representações produzidas em contexto helenístico, no final do século I a.C. Mas nenhuma do mundo romano, embora vários autores do período refiram o instrumento, que em latim se chamava utricularius.
Uma passagem do historiador romano Suetónio refere uma circunstância em que Nero se comprometeu a celebrar uma vitória com “um espectáculo de órgão hidráulico, flauta, e gaita-de-foles”, um passo que Morais considera especialmente significativo, já que demonstra que os dois instrumentos representados na lucerna bracarense eram tocados em uníssono, o que à partida não seria óbvio, dadas as características mais populares da gaita. Já o órgão hidráulico, geralmente utilizado em anfiteatros, era um instrumento de tubos de grandes dimensões, que funcionava com água e era movido a pedais.
A identificação do desenho da lucerna é literalmente mérito de ambos os investigadores, já que Rui Morais reconheceu o órgão hidráulico (chegou a pensar-se que seria um tear) e Maria José Sousa percebeu que estava a ver uma gaita-de-foles, com o seu odre, o seu tubo melódico, e ainda um segundo tubo, dito “insuflador” ou “ronca”. O conjunto, nota Morais, pretende dar uma sugestão erótica, com “a figura feminina a olhar para trás, para a figura masculina que a persegue”.
O arqueólogo reconhece que a representação “é fruste”, como seria de esperar de uma lucerna de produção local (ostenta na base a marca do respectivo oleiro), mas ainda assim suficientemente nítida para que a identificação dos dois instrumentos possa ser convincentemente sustentada.
Desde que fizeram este achado, os dois investigadores têm vindo a procurar outras lucernas romanas com motivos semelhantes na bibliografia da especialidade. E já encontraram cinco, todas de modelo idêntico e com um desenho semelhante ao que ornamenta a de Braga. Duas apareceram em Sevilha, uma em Cádis, e há ainda duas outras referenciadas no Catálogo do Gabinete de Numismática e Antiguidades da Biblioteca Nacional (BN), organizado por Jorge de Alarcão e Manuela Delgado em 1969. Ao descrever o desenho, o catálogo da BN refere apenas uma “figura com os braços estendidos para um objecto de difícil interpretação”. Ou seja, nota Morais, não só não foi então identificado o órgão hidráulico, como se ignorou a figura masculina.


In http://www.publico.pt/cultura/noticia/arqueologos-identificam-gaitadefoles-em-candeia-bracarense-da-epoca-romana-1638878

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Cenário de correção 9ºC (por tópicos)



Grupo I (parte A) 1. V I V F F F F V  2. c b a b c

Grupo I (parte B)

 

  1. As dificuldades devem-se ao facto de o sujeito poético não saber dizer ao interlocutor que a sua voz o procura, de não saber o que lhe dizer e de não saber como lhe dizer que aquilo que o procura é o que tem dentro de si.
  2. Os travessões têm a função de destacar frases que o eu lírico diz ao seu interlocutor, isto é, de assinalar momentos de discurso direto.
  3. Metáfora + comentário
  4. A conjunção marca um contraste entre aquilo que o sujeito poético aprende durante a primavera (“os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstrato / correr do espaço” vv. 25-26) e aquilo de que necessita verdadeiramente (“um girassol, uma pedra, uma ave – qualquer/ coisa extraordinária” vv. 30-31) para poder dizer algo ao seu interlocutor.
  5. Estes versos contêm uma justificação para as dificuldades do eu lírico: as coisas reais, que estão dentro dele, procuram o ser amado.

 

Grupo II

  1. a. Narrador não participante na 3ª pessoa

1.b. Caraterização física direta (enérgico, de sotaina preta e óculos graduados); caraterização psicológica direta (distraído e seco) + justificação

  1. Resposta livre
  2. Se não, havia, haviam, apesar de, apesar de a
  3. Pretérito perfeito composto do conjuntivo, 3ª pessoa do singular; presente do conjuntivo, 3ª pessoa do plural
  4. Disponho, intervêm, interveio, se propunha, pudessem, houvesse, tinha ido
  5. Todos os festivais de rock se realizam no Verão. Talvez seja tarde para comprar um bilhete para os Rolling Stones. Alguém me disse que os bilhetes estavam esgotados.
  6. Se A Luana fez os TPC todos, vai achar este teste facílimo. Embora esteja a chover, a temperatura está agradável. O Vicente chegou tão tarde, que teve falta.
  7. 1. (a); 2. (i); 3. (c); 4. (d); 5. (g)

Grupo III: resposta livre

Cenário de correção 9ºA (por tópicos)




Grupo I (parte A) c a b a c c

Grupo I (parte B)

  1. “minha voz”
  2. “cem ideias”, “a pureza”, “o sol, o fruto,/ a criança”, “a água, o deus, o leite, a mãe, / o amor”
  3. Amor (“a atenção começa a florir”, “estremeces como um pensamento chegado”, “tu arrebatas os caminhos da minha solidão”)
  4. A lembrança da pessoa a quem o sujeito poético se dirige acompanha-o de tal forma que nunca se sente só, pois essa imagem apodera-se da sua solidão.
  5. Sendo o amor um sentimento tão complexo e tão difícil de definir, o sujeito poético tem dificuldade em expressar o que sente pela pessoa em causa.

 

Grupo II

    1. Narrador não participante
    2. Caraterização física e psicológica direta + citações textuais
  1. (A baixo; abaixo)* Por que, porque; de que
  2. Presente do conjuntivo, 1ª pessoa do plural; pretérito perfeito composto do conjuntivo, 3ª pessoa do singular
  3. Dispõem, intervenho, (obteve)*, repunham, tinha recrutado, pudessem, houvesse
  4. Todos os alunos de 6º ano se sentiram aliviados após a prova. Alguém me disse que a prova era fácil. Talvez estejas a exagerar.
  5. Embora Quino tenha abandonado a personagem de Mafalda em 1973, venceu o prémio Príncipe das Astúrias 2014. Mafalda é uma personagem de tal modo multifacetada, que influenciou várias gerações. Quando Quino chega ao auditório, os espectadores aplaudem-no.  
  6. 1. (a); 2. (g); 3. (i); 4. (c); 5. (d)

Grupo III: resposta livre



* Pontuação reajustada