sábado, 7 de junho de 2014

Lista de verificação para o exame


Leitura


Ler textos diversos.

1. Ler textos narrativos, textos expositivos, textos de opinião, textos
argumentativos, textos científicos, críticas, recensões de livros, comentários,
entrevistas.


Interpretar textos de diferentes tipologias e graus de complexidade.

1. Reconhecer e usar em contexto vocábulos clássicos, léxico especializado e
vocabulário diferenciado da esfera da escrita.
2. Explicitar temas e ideias principais, justificando.
3. Identificar pontos de vista e universos de referência, justificando.
4. Reconhecer a forma como o texto está estruturado, atribuindo títulos a partes e
subpartes.
5. Analisar relações intratextuais: semelhança, oposição, parte – todo, causa –
consequência, genérico – específico.
6. Relacionar a estruturação do texto com a construção da significação e com a
intenção do autor.
7. Explicitar o sentido global do texto, justificando.

Utilizar procedimentos adequados à organização e tratamento da informação.

1. Identificar ideias-chave.
2. Organizar em tópicos a informação do texto.


Ler para apreciar textos variados.

1. Expressar, de forma fundamentada e sustentada, pontos de vista e apreciações
críticas suscitados pelos textos lidos em diferentes suportes.
2. Reconhecer o papel de diferentes suportes (papel, digital, visual) e espaços de
circulação (jornal, internet…) na estruturação e receção dos textos.

Reconhecer a variação da língua.

1. Identificar, em textos escritos, a variação nos planos fonológico, lexical, e
sintático.
2. Distinguir contextos históricos e geográficos em que ocorrem diferentes
variedades do português.



Escrita


Planificar a escrita de textos.

1. Consolidar os procedimentos de planificação de texto já adquiridos.

Redigir textos com coerência e correção linguística.

1. Ordenar e hierarquizar a informação, tendo em vista a continuidade de sentido,
a progressão temática e a coerência global do texto.
2. Dar ao texto a estrutura e o formato adequados, respeitando convenções
tipológicas e (orto)gráficas estabelecidas.
3. Adequar os textos a públicos e finalidades comunicativas diferenciados.
4. Diversificar o vocabulário e as estruturas sintáticas utilizadas nos textos.
5. Consolidar as regras de uso de sinais de pontuação para delimitar constituintes
de frase e para veicular valores discursivos.
6. Respeitar os princípios do trabalho intelectual: produção de bibliografia.
7. Utilizar, com progressiva autonomia, estratégias de revisão e aperfeiçoamento
de texto, no decurso da redação.
8. Utilizar com critério as potencialidades das tecnologias da informação e
comunicação na produção, na revisão e na edição de texto.

Escrever para expressar conhecimentos.

1. Responder por escrito, de forma completa, a questões sobre um texto.
2. Responder com eficácia e correção a instruções de trabalho, detetando
rigorosamente o foco da pergunta.
3. Elaborar planos, resumos e sínteses de textos expositivos e argumentativos.

Escrever textos expositivos.

1. Escrever textos expositivos sobre questões objetivas propostas pelo professor,
respeitando:
a) o predomínio da função informativa documentada;
b) a estrutura interna: introdução ao tema; desenvolvimento expositivo,
sequencialmente encadeado e corroborado por evidências; conclusão;

c) o raciocínio lógico;
d) o uso predominante da frase declarativa.

Escrever textos argumentativos.

1. Escrever textos argumentativos com a tomada de uma posição; a apresentação
de razões que a justifiquem, com argumentos que diminuam a força das ideias
contrárias; e uma conclusão coerente.
2. Escrever textos de argumentação contrária a outros propostos pelo professor.
 
Escrever textos diversos.

1. Fazer um guião para uma dramatização ou filme.
2. Escrever comentários subordinados a tópicos fornecidos.


Rever os textos escritos.

1. Reformular o texto de forma adequada, mobilizando os conhecimentos de
revisão de texto já adquiridos.



Gramática

Explicitar aspetos da fonologia do português.

1. Identificar processos fonológicos de inserção (prótese, epêntese e paragoge),
supressão (aférese, síncope e apócope) e alteração de segmentos (redução
vocálica, assimilação, dissimilação, metátese).

Explicitar aspetos fundamentais da sintaxe do português.

1. Sistematizar as regras de utilização do pronome pessoal em adjacência verbal
em todas as situações.
2. Consolidar o conhecimento de todas as funções sintáticas.
3. Identificar orações substantivas relativas.
4. Dividir e classificar orações.


Reconhecer propriedades das palavras e formas de organização do léxico.

1. Identificar neologismos e arcaísmos.



N.B. Como escrevi numa advertência publicada em 15/10/2014, «Não se deixem enganar pela aparente escassez de conteúdos neste domínio no nono ano. Com efeito, estes são apenas os objetivos e descritores de desempenho a lecionar, especificamente, neste ano de escolaridade, pressupondo-se, assim, que os alunos já dominam os conteúdos indicados para os anos anteriores.»



Educação Literária



 20. Ler e interpretar textos literários.

1. Ler textos literários, portugueses e estrangeiros, de diferentes épocas e de
géneros diversos.
2. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência,
justificando.
3. Reconhecer e caracterizar elementos constitutivos da narrativa (estrutura; ação
e episódios; personagens, narrador da 1.ª e 3.ª pessoa; contextos espacial e
temporal).
4. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
5. Reconhecer a forma como o texto está estruturado, atribuindo títulos a partes e
a subpartes.
6. Identificar processos da construção ficcional relativos à ordem cronológica dos
factos narrados e à sua ordenação na narrativa.


7. Identificar e reconhecer o valor dos recursos expressivos já estudados e, ainda,
dos seguintes: anáfora, símbolo, alegoria e sinédoque.

8. Reconhecer e caracterizar textos de diferentes géneros (epopeia, romance,
conto, crónica, soneto, texto dramático).

 


Apreciar textos literários.



1. Ler textos literários, portugueses e estrangeiros, de géneros variados.
2. Reconhecer os valores culturais, éticos, estéticos, políticos e religiosos
manifestados nos textos.
3. Expressar, oralmente e por escrito, e de forma fundamentada, pontos de vista e
apreciações críticas suscitados pelos textos lidos.
4. Escrever um pequeno comentário crítico (cerca de 140 palavras) a um texto
lido.




Situar obras literárias em função de grandes marcos históricos e culturais.





1. Reconhecer relações que as obras estabelecem com o contexto social, histórico
e cultural no qual foram escritas.
2. Comparar ideias e valores expressos em diferentes textos de autores
contemporâneos com os de textos de outras épocas e culturas.
3. Valorizar uma obra enquanto objeto simbólico, no plano do imaginário
individual e coletivo.



Ler e escrever para fruição estética.



1. Ler por iniciativa e gosto pessoal, aumentando progressivamente a extensão e
complexidade dos textos selecionados.
2. Mobilizar a reflexão sobre textos literários e sobre as suas especificidades, para
escrever textos variados, por iniciativa e gosto pessoal, de forma autónoma e
fluente.

Documentos IAVE


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Aulas de preparação para exames


1ª semana

Horário das aulas de preparação para os Exames de 9/06 a 13/06
Horário
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
8.20
9º B – Portug
9ºB – Portug (FG7)
 
 
Feriado Nacional
9º C – Matem
9ºC – Matem(FG7)
9º C – Portug
9ºC – Portug(FG7)
9º A – Portug
9ºA – Portug(FG8)
9.20
10.30
9º B – Matem
9ºB – Matem(FG7)
9º A – Matem
9ºA – Matem(FG7)
9ºB - Port
9ºB - Port(FG8)
9ºC - Mat
9º C - Mat(FG7)
9º A – Matem
9ºA – Matem(FG7)
11.30
 
 
 
 
 
13.30
 
9º C – Portug
9ºC – Portug(FG8)
9º B – Matem
9ºB – Matem (FG8)
 
14.30
 
 
15.30
 
9º A – Portug
9ºA – Portug(FG7)
 
 
16.40
 
 
 




 
2ª semana
Horário
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
8.20
9º B – Portug(FG7)
9ºB – Portug(FG7)
 
 
Exame de Português
   9º C – Matem
9ºC – Matem(FG7)
 
 
9.20
10.30
 
 
  9º A – Matem
9ºA – Matem(FG7)
      9ºB – Matem
9º B– Matem(FG7)
   9º A – Matem
9ºA – Matem(FG7)
11.30
 
 
 
 
 
13.30
 
  9º B – Matem
9ºB – Matem (FG7)
      9º B – Matem
9ºB – Matem(FG7)
   9º C – Matem
9ºC – Matem(FG7)
14.00
 
15.30
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Os brácaros e a música

Os arqueólogos Rui Morais e Maria José Sousa defendem que uma lucerna fabricada em Bracara Augusta, datável dos séculos II ou III, mostra uma figura feminina a tocar um órgão hidráulico e, por trás dela, um homem com uma gaita-de-foles. A confirmar-se, será a primeira representação conhecida de uma gaita-de-foles no contexto do mundo romano.
A descoberta vai ser apresentada esta sexta-feira à tarde no colóquio Minho e Galiza: Confluências, a decorrer no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, em Braga, onde Maria José Sousa trabalha. Rui Morais é actualmente professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Espécie de lamparinas em cerâmica, com um orifício para se deitar o azeite, as lucernas romanas eram muitas vezes decoradas no topo (ou no disco), com motivos muito diversificados. E às vezes, “ainda que raramente”, diz Rui Morais, “mostram representações de instrumentos musicais”.
É o caso desta lucerna bracarense, mas não se pode dizer que o facto salte propriamente à vista. E tanto não salta, que a candeia está há anos no Museu D. Diogo de Sousa, e até aparece referida em trabalhos académicos – um deles do próprio Rui Morais –, sem que até agora alguém tivesse reparado que a figura masculina está a tocar uma gaita-de-foles.
Para se fazer uma descoberta arqueológica relevante, nem sempre é preciso escavar. É verdade que alguém o terá feito para descobrir esta lucerna, que apareceu numa necrópole de Braga, mas o mérito destes dois investigadores foi terem olhado mais atentamente para uma peça que já estava musealizada e estudada.
E não olharam por acaso: há já algum tempo que ambos se vêm dedicando a um campo muito pouco explorado em Portugal: o da arqueologia musical. E foi nessa perspectiva que começaram a reanalisar diversos materiais que têm vindo a ser descobertos em Braga desde os anos 70, e que incluem, por exemplo, campainhas, címbalos, assobios, espanta-espíritos, uma trompa em cerâmica e artefactos com representações de instrumentos musicais.
O mais interessante de todos é justamente esta lucerna, porque não se conheciam até hoje quaisquer representações de gaitas-de-foles datadas da época romana – embora existam alusões literárias ao instrumento em textos de vários autores do período –, e porque o facto de aparecer na faixa atlântica da Península Ibérica “sugere que as tradições associadas ao instrumento podem ter ido daqui para as ilhas da Grã-Bretanha e da Irlanda”, argumenta Rui Morais. Uma tese, acrescenta, que já Ernesto Veiga de Oliveira (1910-1990), um dos grandes pioneiros dos estudos etnográficos portugueses, tinha considerado verosímil.
Pensa-se hoje que a gaita-de-foles terá surgido no Egipto por volta de 2500 a.C. E chegaram até nós algumas raríssimas representações produzidas em contexto helenístico, no final do século I a.C. Mas nenhuma do mundo romano, embora vários autores do período refiram o instrumento, que em latim se chamava utricularius.
Uma passagem do historiador romano Suetónio refere uma circunstância em que Nero se comprometeu a celebrar uma vitória com “um espectáculo de órgão hidráulico, flauta, e gaita-de-foles”, um passo que Morais considera especialmente significativo, já que demonstra que os dois instrumentos representados na lucerna bracarense eram tocados em uníssono, o que à partida não seria óbvio, dadas as características mais populares da gaita. Já o órgão hidráulico, geralmente utilizado em anfiteatros, era um instrumento de tubos de grandes dimensões, que funcionava com água e era movido a pedais.
A identificação do desenho da lucerna é literalmente mérito de ambos os investigadores, já que Rui Morais reconheceu o órgão hidráulico (chegou a pensar-se que seria um tear) e Maria José Sousa percebeu que estava a ver uma gaita-de-foles, com o seu odre, o seu tubo melódico, e ainda um segundo tubo, dito “insuflador” ou “ronca”. O conjunto, nota Morais, pretende dar uma sugestão erótica, com “a figura feminina a olhar para trás, para a figura masculina que a persegue”.
O arqueólogo reconhece que a representação “é fruste”, como seria de esperar de uma lucerna de produção local (ostenta na base a marca do respectivo oleiro), mas ainda assim suficientemente nítida para que a identificação dos dois instrumentos possa ser convincentemente sustentada.
Desde que fizeram este achado, os dois investigadores têm vindo a procurar outras lucernas romanas com motivos semelhantes na bibliografia da especialidade. E já encontraram cinco, todas de modelo idêntico e com um desenho semelhante ao que ornamenta a de Braga. Duas apareceram em Sevilha, uma em Cádis, e há ainda duas outras referenciadas no Catálogo do Gabinete de Numismática e Antiguidades da Biblioteca Nacional (BN), organizado por Jorge de Alarcão e Manuela Delgado em 1969. Ao descrever o desenho, o catálogo da BN refere apenas uma “figura com os braços estendidos para um objecto de difícil interpretação”. Ou seja, nota Morais, não só não foi então identificado o órgão hidráulico, como se ignorou a figura masculina.


In http://www.publico.pt/cultura/noticia/arqueologos-identificam-gaitadefoles-em-candeia-bracarense-da-epoca-romana-1638878

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Cenário de correção 9ºC (por tópicos)



Grupo I (parte A) 1. V I V F F F F V  2. c b a b c

Grupo I (parte B)

 

  1. As dificuldades devem-se ao facto de o sujeito poético não saber dizer ao interlocutor que a sua voz o procura, de não saber o que lhe dizer e de não saber como lhe dizer que aquilo que o procura é o que tem dentro de si.
  2. Os travessões têm a função de destacar frases que o eu lírico diz ao seu interlocutor, isto é, de assinalar momentos de discurso direto.
  3. Metáfora + comentário
  4. A conjunção marca um contraste entre aquilo que o sujeito poético aprende durante a primavera (“os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstrato / correr do espaço” vv. 25-26) e aquilo de que necessita verdadeiramente (“um girassol, uma pedra, uma ave – qualquer/ coisa extraordinária” vv. 30-31) para poder dizer algo ao seu interlocutor.
  5. Estes versos contêm uma justificação para as dificuldades do eu lírico: as coisas reais, que estão dentro dele, procuram o ser amado.

 

Grupo II

  1. a. Narrador não participante na 3ª pessoa

1.b. Caraterização física direta (enérgico, de sotaina preta e óculos graduados); caraterização psicológica direta (distraído e seco) + justificação

  1. Resposta livre
  2. Se não, havia, haviam, apesar de, apesar de a
  3. Pretérito perfeito composto do conjuntivo, 3ª pessoa do singular; presente do conjuntivo, 3ª pessoa do plural
  4. Disponho, intervêm, interveio, se propunha, pudessem, houvesse, tinha ido
  5. Todos os festivais de rock se realizam no Verão. Talvez seja tarde para comprar um bilhete para os Rolling Stones. Alguém me disse que os bilhetes estavam esgotados.
  6. Se A Luana fez os TPC todos, vai achar este teste facílimo. Embora esteja a chover, a temperatura está agradável. O Vicente chegou tão tarde, que teve falta.
  7. 1. (a); 2. (i); 3. (c); 4. (d); 5. (g)

Grupo III: resposta livre