terça-feira, 18 de março de 2014

Uma história da vida da Maria

Naquela altura eu deveria ter uns cinco, seis anos. Estava num centro comercial, com a minha irmã de três anos e o meu pai. Fomos  às compras, como fazíamos todas as sextas-feiras.
Houve um dia em que estava muito contente, pois o meu pai tinha-me comprado uma boneca de que gostei muito. Quando já estávamos a sair do centro comercial, ia aos saltinhos e muito à frente do meu pai da mina irmã. Não conhecia muito bem as portas de saída. Só havia duas, uma porta principal que era mais longe e uma porta secundária, que seria a porta onde deveria ter saído. Mas, com tanta felicidade, fui sempre andando até que... Parei, olhei para trás e apercebi-me de que não estava lá ninguém. Fiquei muito confusa na altura, e acho que comecei a chorar. 
Passados alguns segundos, uma senhora, com uma criança que deveria ter dez anos, veio ter comigo. Disse-me para ter calma e que iríamos encontrar o meu pai. Pouco tempo depois, o meu pai apareceu muito aflito à minha procura, eu vi-o e fui ter com ele.
Felizmente correu tudo bem, mas apanhámos um grande susto. Agradeci à senhora por ter ficado comigo, e fui para casa com o meu pai e nunca mais o larguei. 
 
(Texto editado)

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