Quando cheguei a
Portugal, tinha onze anos. Já tinha uma pequena base musical, porque andava numa
escola de música na Ucrânia. Cheguei e fiz logo exame de ingresso (sem saber a língua).
A minha mãe disse para não me preocupar. Se não entrasse, não havia mal nenhum.
Passaram mais ou menos
duas semanas e fomos ver os resultados. Eu tinha entrado! Fiquei contente… Mas voltei para Ucrânia e só regressei em
setembro (porque tinha de acabar o ano). Estava ansiosa por conhecer pessoas novas, a minha turma
nova, os professores ,etc.
Finalmente, era o primeiro
dia da escola. O meu primeiro dia na escola nova! No momento em que estava a
caminho, no carro, comecei a ficar com medo… Cheguei. A minha mãe deixou-me no
portão. Tocou. Fiquei desorientada. Nem sabia onde se situava a sala, não sabia
falar português, logo, não podia perguntar a ninguém onde ficava. Mas, com
a minha sorte, encontrei-a rápido. Os meus colegas ficaram a olhar para mim. Eu
era diferente. Era estrangeira. Mas, para mim, eles também eram diferentes. Tinham
todos cabelos escuro, olhos castanhos. Não percebia o que eles diziam, mas
senti que eram simpáticos.
Passaram três meses. Comecei
a entender português. A adorar a minha turma (fiquei muito contente por ficar
nela e não noutra qualquer). Nos dias de hoje não mudei de opinião: faço a coisa de que gosto (a música) com pessoas que adoro
e estou feliz.
(Texto editado)
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