terça-feira, 18 de março de 2014

Anastasiya, uma história de vida


Quando cheguei a Portugal, tinha onze anos. Já tinha uma pequena base musical, porque andava numa escola de música na Ucrânia. Cheguei e fiz logo exame de ingresso (sem saber a língua). A minha mãe disse para não me preocupar. Se não entrasse, não havia mal nenhum.
Passaram mais ou menos duas semanas e fomos ver os resultados. Eu tinha entrado! Fiquei contente… Mas  voltei para Ucrânia e só regressei em setembro (porque tinha de acabar o ano). Estava ansiosa  por conhecer pessoas novas, a minha turma nova, os professores ,etc.
Finalmente, era o primeiro dia da escola. O meu primeiro dia na escola nova! No momento em que estava a caminho, no carro, comecei a ficar com medo… Cheguei. A minha mãe deixou-me no portão. Tocou. Fiquei desorientada. Nem sabia onde se situava a sala, não sabia falar português, logo, não podia perguntar a ninguém onde ficava. Mas, com a minha sorte, encontrei-a rápido. Os meus colegas ficaram a olhar para mim. Eu era diferente. Era estrangeira. Mas, para mim, eles também eram diferentes. Tinham todos cabelos escuro, olhos castanhos. Não percebia o que eles diziam, mas senti que eram simpáticos.
Passaram três meses. Comecei a entender português. A adorar a minha turma (fiquei muito contente por ficar nela e não noutra qualquer). Nos dias de hoje não mudei de opinião:  faço a coisa  de que gosto (a música) com pessoas que adoro e estou feliz.
(Texto editado)





 


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