Quando eu tinha cerca de cinco anos, estava em casa da minha prima e aconteceu um acidente. Não me recordo muito bem, mas os meus pais e a minha prima contaram-me.
Naquele dia eu estava com o dedo mindinho levantado porque era um vício que tinha desde bebé, e a minha prima bateu com a porta com tanta força, que me abriu o dedo, devido a eu estar com ele no sítio da fechadura. Lembro-me que estava a sentir muitas dores, mas naquele momento não pensava em chorar. Gritei o máximo que pude para os meus pais me ouvirem e virem ter comigo.
Ao chegar ao hospital nenhum médico me queria operar. Disseram que muito provavelmente iria ter o dedo deformado para sempre. Mas apareceu um médico que disse que me conseguia coser o dedo. Os meus pais contaram-me que ele era alto e tinha sotaque brasileiro.
A operação correu bem, e se não fosse ela, hoje em dia não tocava percussão. Por isso é que ainda hoje estou à procura desse médico, que me ajudou, quando ninguém acreditava em mim.
João N
Texto editado
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