Concordo
que fazer uma ação má possa ser justificável, mas só se não implicar matar
alguém. Por exemplo, aceitaria que se fizesse uma revolução não sangrenta para
retirar o poder a um ditador. Ou seja, o resultado dessa ação seria benéfico
para uma larga maioria, o que justificaria a restrição da liberdade de um homem
“mau”.
O
assassinato de um homem, mesmo sendo o Hitler, não é moralmente aceitável e devem-se
encontrar outras formas de resistir e de resolver o problema pacificamente. De
outra forma, estamos a cometer o mesmo tipo de ação que criticamos nele.
O
benefício de uma maioria, embora seja um argumento a favor desta decisão, não é
um critério de ação justo, se esse benefício exigir matar uma pessoa pois
legitima outras ações de violência no futuro. Veja-se a situação da Ucrânia ou
dos conflitos no médio Oriente: as ações más, mesmo cometidas em nome do
benefício duma maioria, vão perpetuando as situações de violência que vitimam
milhões de pessoas.
Opto,
então, por soluções pacíficas, como o diálogo entre as nações, como a forma
correta de se lutar pela paz entre todos. Defendo que o valor da vida nunca
deve ser posto em causa.
Mariana S
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