domingo, 6 de abril de 2014

“É melhor fazer uma ação má do que ser mau.”

                 No contexto da II Guerra Mundial, esta frase apresenta-nos a tese de que seria legítimo matar Hitler, apesar de se cometer uma ação má, porque dessa forma terminar-se-ia com a barbárie desse “mau” sobre vários povos (Dietrich Bonhoeffer).

                Concordo que fazer uma ação má possa ser justificável, mas só se não implicar matar alguém. Por exemplo, aceitaria que se fizesse uma revolução não sangrenta para retirar o poder a um ditador. Ou seja, o resultado dessa ação seria benéfico para uma larga maioria, o que justificaria a restrição da liberdade de um homem “mau”.

                O assassinato de um homem, mesmo sendo o Hitler, não é moralmente aceitável e devem-se encontrar outras formas de resistir e de resolver o problema pacificamente. De outra forma, estamos a cometer o mesmo tipo de ação que criticamos nele.

                O benefício de uma maioria, embora seja um argumento a favor desta decisão, não é um critério de ação justo, se esse benefício exigir matar uma pessoa pois legitima outras ações de violência no futuro. Veja-se a situação da Ucrânia ou dos conflitos no médio Oriente: as ações más, mesmo cometidas em nome do benefício duma maioria, vão perpetuando as situações de violência que vitimam milhões de pessoas.

                Opto, então, por soluções pacíficas, como o diálogo entre as nações, como a forma correta de se lutar pela paz entre todos. Defendo que o valor da vida nunca deve ser posto em causa.
Mariana S

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