No âmbito da calamidade que Adolf
Hitler impôs durante a II Guerra Mundial, a citação apresentada por Dietrich
Bonhoeffer defende uma posição da qual se retira a ideia de que a solução pode passar
pela prática de um ato mau, justificável pelo efeito benéfico que provoca, que
neste caso seria o homícidio de Hitler.
A meu ver, a morte de um indivíduo por
si só é sempre condenável. Mas, no caso particular de Hitler, os seus atos e
decisões tomaram um nível de extremidade desumana, que mesmo através de
protestos e manifestações contra o regime, não seria alcançado o “abate” da
ideologia hitleriana. Desta forma, não se vislumbra outra solução senão a aniquilação
do ditador com vista à sobrevivência de aproximadamente 11 milhões de pessoas.
Por outro lado, existem casos de
resistência pacífica que demonstraram sucesso: tal como Dietrich Bonhoeffer,
Martin Luther King Jr. foi um pastor luterano e ativista político, que combateu
a desigualdade racial através da não violência; um outro exemplo que nos é mais
“chegado” prende-se com a Revolução de 25 de abril de 1974, em que não houve o
recurso à violência para uma mudança de regime.
Em suma, defendo que a vida de qualquer
indivíduo nunca deve sequer ser colocada em causa, mas na situação de Adolf
Hitler, apesar de ser uma opção bastante dura, o seu homicídio seria a única
forma de proteger a vida de milhões de pessoas indefesas, não havendo nem
qualquer tipo de tortura ou genocídio.
Filipe
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