Querida Maria Inês,
Já há muito
que não nos vemos. Certamente ouviste nas notícias do jornal a história de
terror pela qual passei mas, através desta carta, dir-te-ei por minhas palavras
cada segundo daquela tragédia.
No dia 23 de
setembro, dia em que de mim te despediste, ajudei os meus colegas a transportar
tudo aquilo que era essencial para que o barco pudesse começar a navegar.
Poucos dias
depois, mais especificamente sete pores-do-sol mais tarde, encontrávamo-nos no
meio do Oceano Atlântico, perto de Cabo Verde, onde fizemos uma paragem,
bebemos uns “canecos” e seguimos viagem. Estávamos no sul de África, passando o
Cabo Bojador, e, tal como há muitos anos atrás, o Cabo foi mal passado, sendo
que o casco do navio se desfez aos poucos.
Logo que
demos por ela, tentámos tudo, mas nada chegou para tal coisa não acontecer. As
pessoas iam morrendo; os tesouros desapareciam. Aqueles que sobreviviam bem
tentavam remar o navio para terra, mas acabaram por morrer; todos, menos eu e o
Cristóvão, o meu camarada.
Com força e
condição física, já perto da costa, empurrámos o barco, e, enterrados na areia,
encontrámos dinheiro e jóias que considerávamos perdidos. O Cristóvão ,de tão fraco
que estava, acabou por morreu, sendo eu o único que pode contar a verdadeira
história desta infeliz aventura.
Ficas assim
ciente da loucura pela qual tive que passar.
O teu amigo,
Zacarias
Mariana 9ºA
Texto sujeito a ligeiras alterações
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