terça-feira, 5 de novembro de 2013

Trabalho de grupo


   Todos se esqueceram do sorriso. Os telemóveis são smartphones, mas as emoções não se tornaram assim tão smarts. Os “olás” foram esquecidos, os carinhos perdidos, e o amor desapareceu do mapa. Só a radio vai permanecendo, e lá vai tentando tirar-nos a preguiça das nove horas da manhã num dia de trabalho. Todas as classes sociais, etárias; todos os estilos, todas as modas; todos se rendem ao poder de um simples gesto facial que o locutor lhes sugere: um sorriso.

   O povo brasileiro, conhecido pela sua alegria, é afinal uma gente cinzenta e sisuda. Mas, quando a inspiração é despertada, toda a dança  aparece nas caras, e os corpos sambam a sorrir.

   Mas, e depois? Após uns meros segundos voltamos ao trabalho. Voltamos à cor baça, voltamos à monotonia, voltamos à rotina das nossas vidas sem cor. Esquecemos aquele terno momento matinal que trocamos por papéis, impressoras e faxes aborrecidos.

   Mas, e se...toda aquela amabilidade permanecesse para o resto do dia? E se o sorriso não desaparecesse das faces? E se o abraço se tornasse um hábito, e o beijo deixasse de ser tabu? E se a felicidade fosse uma rotina? Diz-se que o bater das asas de uma borboleta pode provocar um tornado, logo, porque não pode um gesto afável mudar  rumo de alguém?

   A conclusão que retiramos deste vídeo, é que S. Paulo se calou e sorriu, e na “cidade que nunca dorme”, a aventura de olhar para o condutor do lado na estrada e sorrir fez os paulistas render-se aos seus próprios afetos.

 
Inês, Inês, José e Leonardo
Texto sujeito a alterações

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