Todos se esqueceram
do sorriso. Os telemóveis são smartphones,
mas as emoções não se tornaram assim tão smarts.
Os “olás” foram esquecidos, os carinhos perdidos, e o amor desapareceu do mapa.
Só a radio vai permanecendo, e lá vai tentando tirar-nos a preguiça das nove
horas da manhã num dia de trabalho. Todas as classes sociais, etárias; todos os
estilos, todas as modas; todos se rendem ao poder de um simples gesto facial que
o locutor lhes sugere: um sorriso.
O povo brasileiro,
conhecido pela sua alegria, é afinal uma gente cinzenta e sisuda. Mas, quando a
inspiração é despertada, toda a dança
aparece nas caras, e os corpos sambam a sorrir.
Mas, e depois? Após
uns meros segundos voltamos ao trabalho. Voltamos à cor baça, voltamos à
monotonia, voltamos à rotina das nossas vidas sem cor. Esquecemos aquele terno
momento matinal que trocamos por papéis, impressoras e faxes aborrecidos.
Mas, e se...toda
aquela amabilidade permanecesse para o resto do dia? E se o sorriso não
desaparecesse das faces? E se o abraço se tornasse um hábito, e o beijo
deixasse de ser tabu? E se a felicidade fosse uma rotina? Diz-se que o bater
das asas de uma borboleta pode provocar um tornado, logo, porque não pode um
gesto afável mudar rumo de alguém?
A conclusão que
retiramos deste vídeo, é que S. Paulo se calou e sorriu, e na “cidade que
nunca dorme”, a aventura de olhar para o condutor do lado na estrada e sorrir fez os paulistas render-se aos seus próprios afetos.
Inês, Inês, José e Leonardo
Texto sujeito a alterações
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