terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Votos

Aos meus alunos em particular, e à comunidade educativa em geral, desejo um bom ano de 2013.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Desafio interessante N.º 5

Concurso interativo de escrita criativa
Tema: prevenção do colo do útero
Promoção: Liga Portuguesa contra o Cancro
Responsável pelas inscrições da/na escola: professora Berta Henriques

Serão formados vários grupos de cinco elementos. Os concorrentes assinalados com o n.º1 receberão um documento "Word" com o nome do grupo e darão início a uma história cujo tema será o cancro do colo do útero. Terá um prazo de 24 horas para reenviar o texto, que será remetido ao concorrente n.º 2, e assim sucessivamente, perfazendo três rondas até à conclusão da história. Cada participação terá um mínimo de 300 e um máximo de 3000 palavras. os concorrentes que não cumpram os prazos serão excluídos.
 
Aqui está um concurso interessante, em que, além de criatividade, os participantes devem mostrar disciplina, autocontrolo e espírito de interajuda.  


Imagem retirada de http://www.pop.eu.com/uploads/images/PROF%20SAUDE/01_NEWS/LigaPtContraCancro_GRD.jpg

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Madiba, presidente do mundo inteiro (Miguel Esteves Cardoso)

Quando falámos de crónicas, falámos, fatalmente, de Miguel Esteves Cardoso (MEC, para os iniciados - ou para os que querem parecê-lo). No Público de sábado encontrei o melhor obituário* de Nelson Mandela que li (é verdade que li poucos, porque, com os testes, não tenho tempo se não para folhear os jornais... e mal.)
 

Por não ser um santo

«Todos os ribeiros e rios do mundo vão dar ao mar, porque o mar é mais baixo. É esta humildade que dá poder ao mar". Lembrei-me destes versos atribuídos a Lao Tzu quando soube da morte de Nelson Mandela.
São muitas as traduções e muitas as dúvidas de autoria, mas sabe-se que palavras parecidas com estas foram escritas na China meio milénio antes de começar o calendário cristão. Mandela também não há-de ser esquecido tão cedo.
Morreu a única pessoa que poderia ter sido presidente do mundo inteiro. Toda a gente gostava dele porque era um ser humano – e não um santo – que soube partilhar a imensa humanidade dele com toda a humanidade, incluindo os inimigos, que eram muito mais do que os amigos.
Choro não só os anos em que esteve preso como todo o tempo que ele perdeu a receber e a cumprimentar políticos, celebridades e outros desconhecidos.
Sorrio ao pensar no prazer que Mandela tinha em ser politicamente incorrecto. Foi um espírito livre até ao fim. Estava sempre a fugir à linha americana e aos lugares-comuns da diplomacia europeia. Apoiou sempre o velho amigo Robert Mugabe e outros ditadores e regimes a que os poderes ocidentais prefeririam que ele se opusesse.
Todos tentarão agora redefinir Mandela conforme as conveniências políticas. Eu hei-de sempre lembrar-me dele como um excêntrico, um rebelde, um não-conformista, um inovador: um grande ser humano e um grande conhecedor dos seres humanos mais pequenos do que ele. Por ser um homem.
"Todos os ribeiros e rios do mundo vão dar ao mar, porque o mar é mais baixo. É esta humildade que dá poder ao mar". Lembrei-me destes versos atribuídos a Lao Tzu quando soube da morte de Nelson Mandela.
São muitas as traduções e muitas as dúvidas de autoria, mas sabe-se que palavras parecidas com estas foram escritas na China meio milénio antes de começar o calendário cristão. Mandela também não há-de ser esquecido tão cedo.
Morreu a única pessoa que poderia ter sido presidente do mundo inteiro. Toda a gente gostava dele porque era um ser humano – e não um santo – que soube partilhar a imensa humanidade dele com toda a humanidade, incluindo os inimigos, que eram muito mais do que os amigos.
Choro não só os anos em que esteve preso como todo o tempo que ele perdeu a receber e a cumprimentar políticos, celebridades e outros desconhecidos.
Sorrio ao pensar no prazer que Mandela tinha em ser politicamente incorrecto. Foi um espírito livre até ao fim. Estava sempre a fugir à linha americana e aos lugares-comuns da diplomacia europeia. Apoiou sempre o velho amigo Robert Mugabe e outros ditadores e regimes a que os poderes ocidentais prefeririam que ele se opusesse.
Todos tentarão agora redefinir Mandela conforme as conveniências políticas. Eu hei-de sempre lembrar-me dele como um excêntrico, um rebelde, um não-conformista, um inovador: um grande ser humano e um grande conhecedor dos seres humanos mais pequenos do que ele. Por ser um homem.»
 
* Obituário/necrologia: texto sobre a morte de alguém ou sobre alguém que morreu recentemente. In Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/obituário [consultado em 10-12-2013].

Imagem recolhida em http://b-i.forbesimg.com/mfonobongnsehe/files/2013/12/Mandela.jpg, texto extraído de http://www.publico.pt/autor/miguel-esteves-cardoso

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O paradigma da manhã


Acordei. Eram oito e meia. O retardado do despertador decidiu ficar sem pilhas. Já devia estar no trabalho e ainda nem vestida estou. Corro para o meu armário e enfio a primeira peça de roupa que encontro. Vou ao quarto do Artur para o acordar e ele não está lá. Entro em pânico e procuro-o por toda a casa. Ouvi algo. Acabei por encontrá-lo na casa de banho. Disse ao meu pequeno para se ir vestir. Vou para a cozinha tomar o pequeno-almoço e dou de caras com o Artur a ver ''Teletubbies''. Já lhe tinha dito que estávamos atrasados! Agarrei nele e corri até ao carro.
Estava um dia de chuva, o que me deixou ainda mais frustrada. No caminho para deixar o meu filho na escola, fico retida no trânsito, como sempre. O Artur continua a berrar porque não deixei que ele acabasse de ver a porcaria dos bonecos. O barulho dos carros começa a ''ofuscar-me''. Pelos vistos houve um acidente. Abro o vidro para apanhar um bocado de ar e deparo-me com um homem gordo, de longos cabelos, numa carrinha branca. Tinha alguns ''piercings'', tatuagens obscenas, usava um casaco de cabedal. Olhava para mim como se eu fosse uma tarte e sorria. Fechei o vidro, confusa e assustada. Ligo o rádio para me abstrair daquele indivíduo estranho, e ouço a notícia. Percebo o porquê de ele estar a sorrir. Olho para ele e sorrio de volta.
Acreditam que, a seguir a isto, o meu dia foi inquestionavelmente perfeito...?


Trabalho realizado por:
-David, nº9;
-Duarte, nº10;
-Eva, nº11;
-Filipe, nº12;
9ºA

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Desafio interessante n.º4

A obra escolhida pela escola para o Concurso Nacional e leitura (categoria 3º ciclo) foi Os livros que devoraram o meu pai, de Afonso Cruz.
Uma vez que (ainda) não li o livro, fui ao sítio da Fundação Gulbenkian, onde Rita Taborda Duarte dá conta, nos seguintes termos, do prémio Maria Rosa Colaço, atribuído em 2009 a esta obra pela Câmara Municipal de Almada:
 
«É um livro que se multiplica em viagens, mas desta vez literais e não simplesmente metafóricas, por livros indispensáveis da literatura universal (juvenil e não só). Trata-se da história de Elias Bonfim, que parte páginas adentro, em busca do pai, que se perdeu nos livros que lia, ou que, no fundo, se deixou devorar pelos livros que devorava. O rapaz de doze anos percorre rigorosamente, no sentido exacto das palavras, a enorme biblioteca, que pertencera ao pai, no sótão da avó. Começa pela ilha do Dr. Moreau, de H.G.Wells, e daí para Stevenson, Dostoievski, Italo Calvino, Bradbury ou Borges foi um salto, que não deixou de lado a Bíblia, a Divina Comédia ou as pequenas narrativas de Lao Tse, que assombram a vida de Elias Bonfim, mesmo no mundo real, fora dos livros, se é que existe vida fora deles. A dado momento, aliás, é Raskolnikov, o próprio protagonista de Crime e Castigo que explica: As "personagens de carne são exactamente como nós, os de papel e letras negras" (...)»
 A Bíblia? Nada que a Matilde não conheça. H.G. Wells? Não foi o Diogo que me falou de A guerra dos mundos? Borges? Não é o José que escreve quase, quase, como o Borges? Um livro sobre livros? Como os contos que a Filipa, a Maria,  ou o Alexandre escreveram? (e estou a ser injusta, a deixar belas histórias de fora). O que eu quero dizer é que me parece que o universo de Afonso Cruz nos vai agradar, e muito.
Podem encontrar aqui o regulamento do concurso.
 

Imagem recolhida em http://p3.publico.pt/sites/default/files/RG-A-Cruz-10-050612.jpg

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Portugal/Ucrânia, uma perspetiva


     Antes de morar em Portugal, vivia na Ucrânia. É um país oito vezes maior, aproximadamente, do que Portugal. O clima não é muito semelhante.

     Eu adorava o Inverno, porque nevava muito. Nas férias de Natal, passava os dias todos a brincar na rua. Fazia bonecos de neve, brincava com os amigos com bolas de neve, enquanto em Portugal, no Inverno, só chove (logo, não gosto muito desta estação).

     As escolas também eram diferentes. Os horários todos os anos eram iguais. Entrávamos às oito e um quarto e saíamos à hora de almoço. Havia cantinas, mas era só para quem andava no A.T.L. A comida tradicional é muito variada, tem uma mistura de oriente e ocidente. Não contém sabores muito salgados e picantes. Os doces também são muito diversos. Há muito por onde escolher (principalmente os bombons, que são deliciosos).

     A cultura na Ucrânia é muito desenvolvida. Por exemplo: em Braga só há um teatro (Theatro Circo), enquanto uma cidade ucraniana tem, pelo menos, um Teatro e um Circo fixos.

      Por fim, na minha opinião, a Ucrânia aposta muito mais na cultura dos cidadãos do que Portugal. No meu país, todas as crianças têm formação musical.

 

 

Feito por: Anastasiia n.º3, 9ºA    

Participação especial: Artur n.º4, 9ºA

(Texto sujeito a ligeiras alterações)

Ficha de treino

Identifica, nestas frases, os modificadores restritivos/apositivos do nome:

  • Camões, o grande poeta, morreu na miséria.
  • Vou levar as rosas amarelas.
  • Os alunos atrasados não podem entrar.

Identifica, nestas frases,  as orações subordinadas adjetivas relativas restrivas/ explicativas:
  • Os alunos que chegam tarde não podem entrar.
  • A casa que o meu pai pintou está à venda.
  • O Zé, que faz anos amanhã, chega hoje ao Porto.
  • O comboio que veio do Porto chegou atrasado.
  • O comboio das seis, que costuma ser pontual, chegou atrasado.

Ficha de estudo

De acordo com o Dicionário Terminológico (http://dt.dgidc.min-edu.pt/), o modificador do nome restritivo é uma função sintática cuja omissão não afeta a gramaticalidade de uma frase, mas que restringe a referência do nome que modifica, podendo revestir a forma de:
 
 um grupo adjetival:

1. Uma mulher [misteriosa] pediu a palavra. 
2. Os alunos [estudiosos] têm bons resultados.

ou de uma oração subordinada adjetiva relativa restritiva:

3. Os alunos [que estudam] têm bons resultados.

Reparem que, nas frases 2. e 3.,  a relativa "que estudam" e o adjectivo "estudiosos" estão a modificar o nome  "alunos". Além disso, pode inferir-se que os alunos que não estudam não têm bons resultados (o exemplo não é meu, é do Dicionário terminológico).
 

modificador do nome apositivo não restringe a referência do nome que modifica. Pode surgir sob a forma de:
 
um grupo nominal:
 
D. Afonso II [, o gordo,] tem um novo monumento.
 
ou de uma oração subordinada adjetiva relativa explicativa:
 
1. Os escuteiros, que são simpáticos, brincaram com as crianças.
 *Os escuteiros, que são simpáticos, brincaram com as crianças, os antipáticos não.

Reparem: a relativa "que são simpáticos" não restringe a referência do nome "escuteiros", isto é, não define o subconjunto dos escuteiros simpáticos num conjunto prévio de escuteiros. Note-se que, pelo facto de "simpáticos" não restringir a referência de "escuteiros", não é possível inferir que nem todos os escuteiros eram simpáticos - por isso mesmo, a frase  assinalada com * não é aceitável.
 
Para além das indicações do Dicionário Terminológico, devem lembrar-se que, tal como foi dito na aula:
 
  • O modificador do nome e as orações subordinadas adjetivas relativas restritivas implicam uma informação essencial e não são separados por vírgulas nem dão azo a pausas na oralidade
 
  • O modificador do nome apositivo e as orações subordinadas adjetivas relativas explicativas representam uma informação adicional, surgindo separados por vírgulas (/travessões), ou pressupõem pausas na oralidade, tendo caraterísticas de frases intercalares. 


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

2º teste de avaliação

O segundo teste terá, obrigatoriamente, uma cena do Auto da Barca do Inferno, pelo que surgirão perguntas relacionadas com o texto dramático em geral e com esta peça vicentina em particular.

 
Haverá questões relacionadas com os seguintes aspetos*:
  • história da língua portuguesa desde a sua origem
  • processos fonológicos
  • evolução semântica
  • arcaísmos
  • palavras convergentes e divergentes
  • construção verbo+pronome pessoal
  • modificador do nome restritivo e apositivo
  • oração subordinada adjetiva relativa (restritiva e explicativa): 9º A e C
  • recursos expressivos

Uma forma eficaz de preparar o teste consiste em reler o caderno (aqueles, não todos, que o têm em dia) e as seguintes páginas do manual:
 
  • 150-157; 272-276;   304 (somente o grupo 3.); 310.
Do caderno de atividades, devem fazer todos os exercícios das páginas 4, 5, 47, 48.

Os alunos do 9º A e do 9ºC devem resolver o exercício 9 da página 57 e todas as questões da página 58 do supracitado caderno.

* Apesar desta lista, devem lembrar-se que podem ocorrer perguntas versando matéria já lecionada

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Manuel António Pina e o meu remorso


Se há coisa de que tenho remorsos é de, a seu tempo, não vos ter falado do grande cronista que foi Manuel António Pina. Embora o considere um poeta incontornável, apreciei muitíssimo, por muitas e variadas razões, as suas crónicas. De tal forma que tenho aqui em casa o volume "Por outras palavras & outras crónicas de jornal". Aproveito a circunstância de ter nascido num dia 18 de novembro para me redimir, para lembrá-lo, e para reler um dos seus poemas:
Amor como em casa
«Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu
amor , e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.»
(Texto recolhido em http://www.blogclubedeleitores.com, imagem retirada de http://4.bp.blogspot.com)
 

Correção do exercício de pontuação

Escolhi esta crónica de Luís Fernando Veríssimo por razões óbvias. Apenas transcrevo a parte que nos interessa, mas aconselho vivamente a leitura do resto.
 
«Um publicitário morreu e, como era da área de atendimento e mau para o pessoal da criação, foi para o inferno. O Diabo, que todos os dias recebe um print-out com nome e profissão de todos os admitidos na data anterior, mandou que o publicitário fosse tirado da grelha e levado ao seu escritório. Queria fazer-lhe uma proposta. Se ele aceitasse sua carga de castigos diminuiria e ele teria regalias. Ar-condicionado, etc.

— Qual é a proposta?

— Temos que melhorar a imagem do inferno — disse o Diabo. — Falam as piores coisas do inferno. Queremos mudar isso.

— Mas o que é que se pode dizer de bom disto aqui? Nada.

— Por isso é que precisamos de publicidade.

O publicitário topou. Era um desafio. E as regalias eram atraentes. Quis saber algumas coisas que diziam do Inferno e que mais irritavam o Diabo.

— Bem. Dizem que aqui todos os cozinheiros são ingleses, todos os garçons são italianos, todos os motoristas de táxi são franceses e todos os humoristas alemães.

— E é verdade?

— É.

— Hmmm — disse o publicitário. — Uma das técnicas que podemos usar é transformar desvantagem em vantagem. Pegar a coisa pelo outro lado.

Sua cabeça já estava funcionando. Continuou:

— Os cozinheiros ingleses, por exemplo. Podemos dizer que a comida é tão ruim que é o local ideal para emagrecer. Além de tudo, já é uma sauna.»
Para ler o texto na íntegra, cliquem aqui
 

Correção do exercício de pontuação

Grande Edgar

Já deve ter acontecido com você.
- Não está se lembrando de mim?
Você não está se lembrando dele. Procura, freneticamente, em todas as fichas armazenadas na memória o rosto dele e o nome correspondente, e não encontra. E não há tempo para procurar no arquivo desativado. Ele está ali, na sua frente, sorrindo, os olhos iluminados, antecipando a sua resposta. Lembra ou não lembra?
Neste ponto, você tem uma escolha. Há três caminhos a seguir.
Um, o curto, grosso e sincero.
- Não.
Você não está se lembrando dele e não tem por que esconder isso. O “Não” seco pode até insinuar uma reprimenda à pergunta. Não se faz uma pergunta assim, potencialmente embaraçosa, a ninguém, meu caro. Pelo menos não entre pessoas educadas. Você devia ter vergonha. Não me lembro de você e mesmo que lembrasse não diria. Passe bem.
Outro caminho, menos honesto mas igualmente razoável, é o da dissimulação.
- Não me diga. Você é o… o…
“Não me diga”, no caso, quer dizer “Me diga, me diga”. Você conta com a piedade dele e sabe que cedo ou tarde ele se identificará, para acabar com a sua agonia. Ou você pode dizer algo como:
- Desculpe deve ser a velhice, mas…
Este também é um apelo à piedade. Significa “Não torture um pobre desmemoriado, diga logo quem você é!” É uma maneira simpática de dizer que você não tem a menor idéia de quem ele é, mas que isso não se deve à insignificância dele e sim a uma deficiência de neurônios sua.
E há o terceiro caminho. O menos racional e recomendável. O que leva à tragédia e à ruína. E o que, naturalmente, você escolhe.
- Claro que estou me lembrando de você!
 
(Texto e imagem recolhidos em http://www.releituras.com/i_artur_lfverissimo.asp, onde podem encontrar o resto da crónica. Vale a pena espreitar!)

Desafio interessante N.º 3

A Biblioteca Lúcio Craveiro, aqui tão perto de nós, está a promover um concurso que - muito oportunamente - consiste em escrever um conto de Natal e que - nem de propósito - tem como objetivo estimular a escrita e a produção literária em língua portuguesa. Um conto, um continho (um contículo) de duas a quatro páginas onde, além da temática do Natal, apenas têm de respeitar as seguintes categorias: espaço, personagens, ação e resolução. Fácil, facílimo, para os incontáveis talentos que frequentam os nonos A, B e C.
O regulamento está à distância de um clique.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Carta de náufrago

Querida Maria Inês,    
 

Já há muito que não nos vemos. Certamente ouviste nas notícias do jornal a história de terror pela qual passei mas, através desta carta, dir-te-ei por minhas palavras cada segundo daquela tragédia.

No dia 23 de setembro, dia em que de mim te despediste, ajudei os meus colegas a transportar tudo aquilo que era essencial para que o barco pudesse começar a navegar.

Poucos dias depois, mais especificamente sete pores-do-sol mais tarde, encontrávamo-nos no meio do Oceano Atlântico, perto de Cabo Verde, onde fizemos uma paragem, bebemos uns “canecos” e seguimos viagem. Estávamos no sul de África, passando o Cabo Bojador, e, tal como há muitos anos atrás, o Cabo foi mal passado, sendo que o casco do navio se desfez aos poucos.

Logo que demos por ela, tentámos tudo, mas nada chegou para tal coisa não acontecer. As pessoas iam morrendo; os tesouros desapareciam. Aqueles que sobreviviam bem tentavam remar o navio para terra, mas acabaram por morrer; todos, menos eu e o Cristóvão, o meu camarada.

Com força e condição física, já perto da costa, empurrámos o barco, e, enterrados na areia, encontrámos dinheiro e jóias que considerávamos perdidos. O Cristóvão ,de tão fraco que estava, acabou por morreu, sendo eu o único que pode contar a verdadeira história desta infeliz aventura.

Ficas assim ciente da loucura pela qual tive que passar.

O teu amigo,

Zacarias

Mariana 9ºA

Texto sujeito a ligeiras alterações

sábado, 9 de novembro de 2013

Trabalho de grupo 9ºB

1. Sapateiro: Ana Carolina, Alexandre, João e Joaquim

2. Alcoviteira: Inês S, Filipa, Maria e Nuno

3. Corregedor e Procurador: Inês T, Diogo, Sara

4. Frade: Carolina, Diogo, João Nuno, Mariana S

5. Judeu: Daniel, Isabel, Mariana P

6. Parvo: Carlota, Inês P, Ricardo, Tiago

Carta de náufrago


Meu caro Gabriel Vaz de Pires,

Na última sexta-feira, parti numa viagem para a América, com o objetivo de transportar um tesouro: o tesouro do nosso rei.

Partimos de manhã cedo e éramos cento e vinte tripulantes, divididos por seis naus. Todas elas estavam carregadas com um enorme tesouro, composto por várias peças, como safiras, rubis, diamantes e barras de ouro até perder de vista.

Mal saímos do porto, formou-se uma tempestade, da qual sairíamos se as naus não estivessem carregadas com o maior tesouro que eu já vi.

Consegui ver três naus a serem engolidas pela fúria da água. Penso que as outras duas naus escaparam, mas não posso confirma,r pois a nau onde me encontrava foi atingida por uma onda e eu caí ao mar.

Quase me afoguei, mas tive a grande sorte de encontrar um pedaço de madeira, onde me agarrei até passar a tempestade. De seguida, com o mar mais calmo, nadei até terra.

Uma vez em terra firme, espalhei a notícia do acidente, na esperança de ver alguns barcos saírem do porto para irem prestar socorro aos possíveis sobreviventes. No entanto, ninguém se importou com os sobreviventes e apenas queriam saber a localização do acidente para serem os primeiros a encontrar o tesouro.

                Pelo que se sabe, sou o único sobrevivente e, apesar de já me terem perguntado muitas vezes, não divulguei, nem vou divulgar, a localização do tesouro, devido à ganância de alguns homens.

                Esta foi a minha história e assim me despeço, com um grande abraço e muita saudade,

                                        Um amigo.
 
Ricardo, 9ºA
Texto sujeito a pequenas alterações

O sonho realizado com o poeta e a poesia

  
     Nunca gostei de poesia. Achava que a poesia não interessava para nada, mas sempre tive um sonho, que era conhcecer Sophia de Mello Breyner Andresen pessoalmente.
    Numa segunda-feira de muito frio e muita chuva, a nossa professora de Português mandou-nos comprar o livro "Ulisses", dessa autora. Eu fiquei muito contente e fui logo dizer à minha mãe, para que me comprasse o livro. Ela disse:
    - É verdade, Adriana, a autora Sophia de Mello Breyner Andresen vem dar uma entrevista à Biblioteca Municipal de Braga. Eu tinha muita curiosidade em ir. Queres vir comigo ?


   - Quero, quero! - disse eu muito, entusiasmada. Na verdade, era um sonho que se ia realizar.

   - É este sábado, aproveitamos e compramos lá a obra que vais estudar em Português.

   Finalmente o sábado chegou. Entrámos na Biblioteca Municipal de Braga e logo vi a Sophia Andresen. Comprei o livro e fui para a fila dos autógrafos. A autora assinou-me o livro e recomendou-me um livro de poesia. Eu disse:

   - Eu não gosto muito de poesia: podia recomendar-me outro ?

   - Vais ver que vais adorar este - disse.

   No dia seguinte cheguei à escola e mostrei o meu livro com a assinatura à professora de Português. Ela disse:

   - Muito bem, só mostrou muito interesse, teres ido.

   A partir desse dia, comecei a gostar muito de poesia !
Adriana, 9ºC
Texto sujeito a algumas alterações

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Desafio interessante N.º 2

Um desafio que nos chega de aqui bem perto, uma parceria entre a Rede de Bibliotecas de Braga e o Parque de Exposições. Os concorrentes deverão escrever um texto narrativo, com o mínimo de uma página e o máximo de quatro, em torno da seguinte citação do Padre António Vieira: "[…] o livro é um mudo que fala, um surdo que responde; um cego que guia; um morto que vive; e não tendo acção em si mesmo, move os ânimos, e causa grandes efeitos." In “Sermão de Nossa Senhora de Penha de França”. O escalão em que podem concorrer é o 3º, que se destina a alunos do 3º ciclo. Como a data limite de entrega de trabalhos é o dia 22 de novembro, devem começar desde já a escrever/teclar. O regulamento do concurso pode ser consultado na nossa Bibloteca.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Na companhia da poesia


 
A dona Albertina, uma senhora idosa e já reformada, vivia sozinha no seu casarão de três andares. Passava o dia inteiro sentada na sua cadeira de baloiço a costurar camisolas de lã. Saía de casa geralmente uma ou duas vezes por semana para comprar comida para os três gatos que lhe faziam companhia. Andava um bocado até chegar à paragem de autocarros, e sentava-se, curvando a cabeça para baixo, sem dirigir a palavra a ninguém. Esperava incansavelmente que o autocarro chegasse, sempre sem se mexer, como se fosse uma estátua. Quando o autocarro finalmente parava em frente à paragem, ela entrava, e novamente, sem dizer nada a ninguém, sentava-se. Quando chegava à sua paragem, saía. Ia até ao supermercado, pegava na comida, colocava-a num cesto e transportava-a até à caixa de pagamento. Quando lhe diziam o preço, ela estendia a mão com algumas moedas e entregava-as à pessoa que a atendia, sempre sem sequer olhar para ela. Voltava a casa, dava de comer aos gatos, e sentava-se a costurar. Já tinha esta rotina há muitos anos, desde a morte do marido. Agora que não tinha a sua companhia, ela sentia-se sempre triste e sozinha.
            Certo dia, quando estava sentada no autocarro, foi abordada por uma rapariga nova, nos seus vinte e tal anos, muito bem-disposta e sorridente, com cabelos curtos e loiros e olhos castanhos; era magra e também muito baixinha. Mais baixa até do que a dona Albertina.
            – Costumo vê-la aqui, neste autocarro, sempre que regresso do trabalho – disse a moça – Reparei que nunca costuma falar com ninguém. Está aborrecida com alguma coisa?
            Alguns momentos de silêncio depois, a velhota respondeu:
            – A minha vida já não é o que era. Quando tinha o meu marido comigo, nunca me aborrecia com nada. Ele trazia tanta vida lá para casa!... Agora já não tenho a sua companhia e por isso é que ando sempre assim.
            – Sabe o que devia fazer para passar o dia? Ler. Poesia, por exemplo, é bastante interessante.
            O autocarro chegou à paragem final, a dona Albertina saiu e a conversa ficou-se por ali.
            A princípio não ligou, mas, passadas algumas semanas, estava ela em casa sem nada para fazer, e decidiu pegar num livro de poesia poeirento que tinha por lá. Começou a ler, e nunca mais conseguiu parar. Passava agora o dia na companhia dos seus livros, esquecendo-se até, por vezes, de alimentar os seus gatos. Balançava para a frente e para trás, na sua cadeira, mas agora sorria. Sorria como já não o fazia desde que o seu marido a tinha deixado.

 
Alexandre 9ºB

Texto sujeito a ligeiras alterações

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

TPC: texto expositivo


O Fidalgo, acompanhado de um pajem, que lhe trouxera uma cadeira, encontra-se com o Anjo no cais de embarque.
Nesse encontro, o Nobre pede ao Anjo para embarcar, devido ao seu estatuto social. Este, por sua vez, nega o pedido, usando como argumentos o facto de ele ter sido presunçoso e tirano.
Devido ao comportamento em vida, o Fidalgo é condenado a embarcar na barca do Diabo. Com tal, podemos concluir que o Anjo critica a classe social que o Fidalgo representa, a nobreza.
Pedro & Pedro, 9ºB

terça-feira, 5 de novembro de 2013

À espera, à espera

Caros alunos:

Estive a selecionar alguns trabalhos de entre os muitos que tenho corrigido nos últimos tempos e constatei que - exceção feita ao Ricardo, que escreveu um bom texto que ainda não reenviei - há muitos alunos que nunca me chegaram a mandar as suas composições. E outros tantos que já receberam as sugestões de correção, mas que não me remeteram a versão final. Ainda que, por diversas razões, não possa eleger todos os textos para esta campanha em particular, lamento as limitações na escolha.
 
 

Desafio interessante n.º 1: "7 dias, 7 dicas sobre os media"

Este desafio foi-nos enviado pela professora bibliotecária. Trata-se de uma iniciativa conjunta do Gabinete para os Meios de Comunicação Social, da Rede de Bibliotecas Escolares e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Intitulada "7 dias, 7 dicas sobre os media", tem como objetivo "(...) fomentar o uso crítico e criativo dos media, uma utilização mais segura da Internet e o respeito pelos direitos de autor, bem como estimular  [todos os agentes educativos para a] Educação para os Media. O regulamento está disponível em http://www.rbe.min-edu.pt/np4/802.html. Concorram!
 
 
Querem um conselho? Façam-no com música.

Lista negra dos TPC

9ºA: alunos números 2, 4, 5, 7, 8, 9 (falta parcial), 10, 11, 12, 13, 15, 16,17, 19 (falta parcial), 20 (falta parcial) e 21.

9ºB: alunos números 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 17, 19, 20 e 22.

9ºC: alunos números 2, 4, 5, 7, 8 (ausente), 9, 10, 12, 14, 15 (falta parcial), 16, 18, 19  e 22.

Trabalho de grupo


   Todos se esqueceram do sorriso. Os telemóveis são smartphones, mas as emoções não se tornaram assim tão smarts. Os “olás” foram esquecidos, os carinhos perdidos, e o amor desapareceu do mapa. Só a radio vai permanecendo, e lá vai tentando tirar-nos a preguiça das nove horas da manhã num dia de trabalho. Todas as classes sociais, etárias; todos os estilos, todas as modas; todos se rendem ao poder de um simples gesto facial que o locutor lhes sugere: um sorriso.

   O povo brasileiro, conhecido pela sua alegria, é afinal uma gente cinzenta e sisuda. Mas, quando a inspiração é despertada, toda a dança  aparece nas caras, e os corpos sambam a sorrir.

   Mas, e depois? Após uns meros segundos voltamos ao trabalho. Voltamos à cor baça, voltamos à monotonia, voltamos à rotina das nossas vidas sem cor. Esquecemos aquele terno momento matinal que trocamos por papéis, impressoras e faxes aborrecidos.

   Mas, e se...toda aquela amabilidade permanecesse para o resto do dia? E se o sorriso não desaparecesse das faces? E se o abraço se tornasse um hábito, e o beijo deixasse de ser tabu? E se a felicidade fosse uma rotina? Diz-se que o bater das asas de uma borboleta pode provocar um tornado, logo, porque não pode um gesto afável mudar  rumo de alguém?

   A conclusão que retiramos deste vídeo, é que S. Paulo se calou e sorriu, e na “cidade que nunca dorme”, a aventura de olhar para o condutor do lado na estrada e sorrir fez os paulistas render-se aos seus próprios afetos.

 
Inês, Inês, José e Leonardo
Texto sujeito a alterações

sábado, 2 de novembro de 2013

Carta de náufrago

Caro Joel,



Imagino que te tenhas perguntado inúmeras vezes o porquê de eu nunca mais te ter ligado ou mandado uma mensagem depois da minha viagem com a "Libraria Naval", mas a verdade é que esta naufragou!
Durante a nossa aproximação às Bermudas constatámos a aparição de uma leve brisa, um pouco mais pesada do que as leves brisas a que estávamos habituados. Achámos normal, algo vulgar para qualquer marinheiro experiente. Mas, algumas horas depois, esta leve, mas pesada, brisa, acabou por se transformar num vento que, apesar de frio, veio acabar com todos os longos dias de calor e sol abrasador que tanto me angustiaram. Finalmente, este vento intensificou-se e metamorfoseou-se numa poderosa e avassaladora ventania que virou o navio e acabou por o afundar. Pensa bem; a "Libraria Naval", a coletânea de todos os livros até agora escritos, afundada! O maior tesouro de toda a humanidade no fundo do mar!


Consegui nadar até aqui, até esta pequena ilha no meio de sabe-se lá onde. Todo o cansaço e fadiga até agora acumulados, devidos a extensas horas de trabalho e, apesar de todos os meus esforços, apenas fui capaz, infelizmente, de recuperar meia dúzia de livros, entre eles, ironicamente, o “Como Sobreviver a um Naufrágio."
Espero que leias esta mensagem e que venhas o mais rapidamente possível resgatar-me, seja lá onde eu estiver.
 
                                                        Calorosamente, um amigo

José, 9º A

(Texto com ligeiras alterações)

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O poder da poesia

Reza a lenda da minha imaginação que, todas as noites de lua cheia, em pleno alto mar, cerca de seis sereias sobem à superfície e cantam um poema, de forma que quaisquer marinheiros que nessa noite andassem a navegar, seriam seduzidos com aqueles poemas maravilhosos.
Uma vez, um marinheiro chamado Gilberto apostou com os seis companheiros que conseguiria resistir ao canto de um poema por uma sereia.

Gilberto era um homem musculado, bonito, moreno, e qualquer mulher se apaixonava por ele, mas a verdade é que ele já era comprometido, era um homem de família que lhe dedicava todo o seu tempo livre. Tinha três filhos: uma menina chamada Catarina Maria, com três anos, o João, que tinha seis anos, e o Joel, o mais parecido com o pai, que tinha onze anos.

Era uma família feliz, apesar de viverem numa casa em madeira, fria, sem televisão (como hoje em dia muita gente diz ser indispensável à sua vida), não tinha água canalizada e os seus únicos alimentos eram produzidos na sua pequena quinta, pela sua mulher.

Mas, voltando à aposta, Gilberto só a aceitara porque, se conseguisse ganhar a aposta, ganhava muito dinheiro, e, tendo uma vida pobre, queria que os seus filhos pudessem ir à escola e tivessem melhores condições de vida.

Despediu-se da mulher e dos seus preciosos “rebentos” com um simples:

- Amo-vos!

E seguiu caminho.

Gilberto ia num barco pequenino na Noite de Lua Cheia. A noite estava calma, mas quando chegou a meia noite, subiram seis sereias à superfície e proferiram um poema maravilhoso de Luís de Camões. Gilberto insistiu para que parassem, pois estava a perder o controlo. Até que caiu na água.

Foi levado pelas seis sereias e mais nada se soube dele.
Filipa (9ºB)
Texto com algumas alterações

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O poder da poesia


A Catarina tem 16 anos e é apaixonada pela poesia. Para além da poesia, ela tem outra paixão: o mar.

Catarina escreve sobre as ondas, as águas, os animais marinhos, o cheiro a maresia, entre outras maravilhas do mar... tudo em forma de poesia.

Hoje é o seu dia de aniversário e ela acorda ao nascer do sol, na sua casa junto à praia. Pega no seu livro de poesia, no bloco onde escreve os seus próprios poemas e escreve. Escreve, neste poema, sobre as palavras ligadas ao mar, e que a fascinam: maresia, maré, calma, ondas, algas, pérolas, corais, e...

- Catarina! Chegou a tua amiga, a Sofia. Anda cá, por favor. – diz a mãe.

Sofia é o nome de uma das poetisas favoritas de Catarina, Sophia de Mello Breyner, e também partilha o mesmo gosto pela poesia.

- Olá, Sofia! Que bom ver-te!

- Olá, Catarina! Vim para te fazer companhia no teu aniversário. Faz hoje três anos que nos conhecemos, no clube de poesia. Lembro-me como se fosse hoje, e se não fosse a poesia, nunca nos teríamos conhecido. Por este motivo, entrego-te assim o meu presente. – explicou Sofia.

- Muito obrigada! – agradeceu Catarina.

Quando abriu o presente, sentiu-se a pessoa mais afortunada do mundo. Era uma compilação dos primeiros poemas que ela e a amiga tinham construído, com outro, feito por Sofia, a contar porque é que era tão bom ter uma amiga como Catarina.

- Muito obrigada, Sofia! Passei a amar a poesia, por me ter feito conhecer uma pessoa tão especial como tu!

Sara, 9ºB
Texto com alterações
 

O poder da poesia


Há muito, muito tempo, numa pequena aldeia, rodeada por altas montanhas… vivia eu, numa linda casinha de pedra coberta de colmo. Adorava ler e a biblioteca era o meu sítio preferido naquela aldeia simpática e pacata. Eu era baixa, franzina e curiosa, mas tinha uma enorme vontade de conhecer o mundo e aprender coisas novas. Como pensava que a minha vida na aldeia era demasiadamente monótona, queria sair de lá. Porém, tudo isso mudou.

            Tudo começou num dia, dos mais pachorrentos que por lá se vivia, em que eu, como fazia habitualmente, fui até à biblioteca da aldeia para ler um livro. Quando lá cheguei, dirigi-me ao velho e simpático bibliotecário e, depois de o cumprimentar, perguntei-lhe:

- Chegaram livros novos?

- Sim! Claro, e guardei-os todos para ti! – Respondeu o senhor José, entusiasmado.

Mas que livros estranhos eram aqueles, que rimavam e tinham uma certa melodia? Não sabia bem o que era, mas adorei, e gostei tanto que, daí em diante, comecei a escrever poesia. Uns anos mais tarde, tornei-me numa poetisa conhecida em todo o mundo e nunca mais perdi a paixão pela poesia.
Carlota, 9º B
Texto sujeito a alterações

domingo, 27 de outubro de 2013

Carta de náufrago

 Querida Alberta, 

 Há muito tempo que não falava consigo, por isso decidi escrever esta carta para lhe contar tudo o que aconteceu ao longo da viagem que fiz num navio. A viagem estava a correr bem no início, mas depois aconteceu uma tragédia: o navio começou a naufragar!
 Vou contar tudo. Foi assim:
 Estávamos a navegar, quando avistámos uma ilha. Fomos até lá e, quando chegámos, vimos um baú enorme. Quando abrimos, só vimos diamantes, ouro, prata... e claro, levámos o baú para o navio. Estava a correr tudo lindamente: tínhamos um tesouro, a viagem estava a correr muito bem... 
 Até que, num determinado momento, o navio começou a naufragar. Entrámos todos em pânico e começámos a gritar. Nem conseguíamos acreditar que o navio estava a naufragar. Morreram muitas pessoas, mas alguns/algumas sobreviveram a esta tragédia. Eu, felizmente, fui uma das sobreviventes. Só lamento a morte dos companheiros que me acompanharam nesta viagem. Mas não se preocupe, porque eu estou bem.
 Escrevi esta carta só para lhe contar esta viagem maravilhosa que acabou numa tragédia.
 Espero que leia esta carta.

(Beatriz, 9º A)

Texto sujeito a algumas alterações

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

"Trimmm..." (trabalho de grupo 9ºB)



Trimmm… som do despertador a penetrar nos meus sonhos e … mais um dia de trabalho.

                Lavo os dentes, no silêncio da solidão que me rodeia.

                Já é tarde! Saio de casa a correr, ainda com o casaco por vestir e com o pão na mão. Olho em volta e reparo na tristeza das pessoas apressadas e com o bocejo a sair do rosto.

                Fico extasiada. As chaves… Subo as escadas a tropeçar em cada degrau e, atrapalhada,  pego nelas.

                Já no carro, deparo com uma fila mais extensa do que a muralha da China. Farta da espera, tento entreter-me e ligo o rádio. Só notícias aborrecidas. Cortes para aqui, cortes para acolá. Só cortam o meu salário. Ia mudar de frequência quando, de repente, ouço um apelo que me suscita curiosidade: “Sorri” (uma palavra que já não ouvia há muito tempo!). Olhando à minha volta, vejo pessoas a sorrirem na minha direção. Sinto-me indecisa, estranha. Será que sorrio ou não?

                Pressinto um aperto no coração e, sem querer, escapa-me um sorriso da face. Repentinamente, lembro-me da felicidade que é viver, da importância dos pequenos gestos que nos fazem ver a vida de uma maneira positiva, alegre. Sinto saudades do tempo em que as pessoas, apenas com gestos e palavras simples e carinhosas, conseguiam esboçar sorrisos nos momentos mais tristes da nossa vida.

                Agora, encaro a vida de uma maneira diferente:  a qualquer momento me lembro que, com um simples sorriso, posso confortar o outro.
 
Texto sujeito a pequenas alterações

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

1º teste de avaliação


O primeiro teste terá, como ponto de partida, uma crónica, pelo que é importante conhecer as caraterísticas deste tipo de texto (cf. Bloco de notas, manual, p. 24).

 

Os alunos poderão ser questionados acerca

·  da formação de palavras (derivação afixal/ não afixal, composição morfossintática/morfológica, sigla, acrónimo, truncação, amálgama, empréstimo, onomatopeia, extensão semântica);

·  das relações semânticas entre palavras (hiperonímia/hiponímia e holonímia/meronímia);

·  de classes de palavras;

·  de subclasses do verbo, com especial incidência na sua flexão (regulares, irregulares, defetivos);

·  da flexão verbal;

·  de recursos expressivos.

... e terão de resolver questões envolvendo a pontuação.

 

Para preparar o teste, aconselha-se, para além da consulta do caderno e do glossário, o estudo da rubrica "A minha gramática" - em particular as páginas 278-281, 273-274, 282, 287 e 319-320.

 

No caderno de atividades, recomendam-se os seguintes exercícios:

 

p. 6 (todos os exercícios), pp. 8-10 (todos os exercícios), p. 11 (apenas o exercício 18), p. 12 (todos os exercícios), p. 15 (somente o exercício 15), p. 16 (todos os exercícios), p. 22-23  (unicamente o exercício 10.1)[1], p. 24 (só os exercícios 14 e 3), p. 25 (tão-só o exercícios 5 e 6) e pp. 77-84 (todos os exercícios).

 

No fim... já sabem: têm as soluções. Mas lembrem-se: só as devem consultar depois de terem feito os exercícios.



[1] Este exercício vem muito a propósito, tanto pela temática como por se tratar de uma crónica de Ricardo Araújo Pereira.